<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563</id><updated>2012-02-23T17:48:23.177-02:00</updated><category term='Louis Fernán'/><category term='#MemeDasAntigas'/><category term='Aumentando um ponto'/><category term='Marcela'/><category term='Superficiais'/><category term='Go Tyler Go'/><category term='Bárbara'/><category term='Versinhos'/><category term='Blogando'/><title type='text'>blog do Tyler.</title><subtitle type='html'>Um blogueiro da pesada, que para escrever seus textos do barulho, vai se meter em cada confusão que até deus duvida!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>265</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7416209526428175447</id><published>2012-01-29T20:10:00.000-02:00</published><updated>2012-01-29T20:11:32.234-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Paixões de livro e de bar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Ao noivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ao noivo! E que o casório seja pra sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E que o noivo não suma da mesa do bar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não vou sumir, mas a frequência vai diminuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Espero que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Saúde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Ah!)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ainda não acredito que eu achei uma mulher tão certa pra mim, sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Do jeito que você procurava, me surpreende não ter achado antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É, eu rodei bastante, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mais que o pião da casa própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ha ha! Babaca. Mas e você, não vai sossegar com ninguém, não? Tudo bem que você roda menos que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bem menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bem menos. Mas você tem procurado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sei lá. Acho que não. Eu meio que já achei a minha, né, mas ela sumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porra! Ainda com essa menina do livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sempre com a menina do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que menina do livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porra! Ele nunca te contou a história? Ele adora contar essa história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não &lt;i&gt;adoro&lt;/i&gt; contar essa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Me conta essa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vai. Conta logo a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ok, eu conto a história. Foi aqui nesse bar mesmo, numa sexta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E você estava bêbado.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Há quanto tempo você me conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hmm, quase um ano, acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E nesse tempo todo, em quantas sextas-feiras eu não estive bêbado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É, você tem um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim. Tenho pouca tolerância a pessoas. Sorte que meu fígado tem muita tolerância a álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Conta logo a porra da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então. Eu estava aqui, bebendo, na minha, e comecei a ficar de saco cheio. Aí sentei por aí e peguei um livro que estava no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você trouxe um livro pro bar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não &lt;i&gt;trouxe&lt;/i&gt; um livro pro bar. É que eu tinha passado na livraria antes de vir pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não foi a primeira vez que você trouxe livro pro bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele não precisa saber disso. Enfim, eu comecei a ler o liv-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cara! Não é possível que o bar estivesse tão chato. Você resolveu ler no bar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu tinha comprado o livro naquele dia, estava bem interessado, ansioso, curioso pra ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você tem sérios problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A gente pode passar horas falando dos meus problemas. Mas depois que eu terminar a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu disse que ele adora contar a história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você fica quieto, noivinho. Então. Eu estava lendo e aí sentou essa menina do meu lado. Super cheirosa. Dei uma olhada assim rápida e meudeus como ela era linda. Aí fiquei bebendo cerveja, fingindo que lia e tentando olhar o máximo possível pra ela sem que ela percebesse. Ou percebesse muito. Até que eu reparei que ela estava esticando o pescoço pra ler o livro. Enrolei uns minutos, tomando coragem, fingi que ia virar a página e disparei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se você quiser eu espero você terminar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– PUTA XAVEQUINHO FUR-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Cala a boca, você! Aí a gente começou a conversar, e putaquepariu foi a melhor conversa da minha vida. Se eu soubesse que não iria ter outra eu teria tirado o celular do bolso e começado a gravar, juro! A gente simplesmente começou a falar das coisas, de todas as coisas. De qualquer coisa. Eu não conseguia sair do fundo dos olhos dela, e tenho certeza que ela também já estava gostando de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aí vocês se beijaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah, claro. Porque ela está aqui do meu lado contando a história e teimando que não foi bem assim, e fomos felizes para sempre. Palhaço. Eu precisei ir no banheiro. Fui rápido, deixei a cerveja e o livro com ela na mesa e, quando voltei, ela disse que as amigas estavam indo embora e que ela precisava ir também,  me deu um abraço que me derreteu, um beijo no rosto, e disse “a gente se fala.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hum. E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aí que eu não tinha como falar com ela! Não tinha um número de telefone, nem o nome dela eu sabia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não perguntou o nome dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A gente nem lembrou que tinha nome na hora. Não precisava. E nenhum dos dois tinha planejado terminar a conversa naquela correria, eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então vocês nunca mais se viram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tem mais?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tem mais. No dia seguinte eu acordei e fui ler o livro, mas não rolou. Umas quarenta páginas depois eu abandonei, joguei em uma estante e esqueci. Passei meses triste pra cacete, pensando nela o tempo todo, torcendo pra ela aparecer do meu lado e tomar da minha cerveja cada vez que eu entrava no bar. Até que, um ano e meio depois daquele dia, mais ou menos, eu resolvi ler o tal livro de novo, dessa vez com mais persistência. E então, uns dias depois, eu achei: exatamente no meio do livro ela tinha escrito o nome e o telefone dela, bem grandes, não daria pra ler mais as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Daí você ligou pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Um milhão de vezes. Acho que ela já tinha trocado de celular, porque estava sempre fora de serviço ou algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E como ela ch-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nem pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não digo. Eu conto a história, mas o nome dela eu deixo só pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Uhum. E você disse que ela é a mulher certa pra você. Mas e se vocês não se virem nunca mais? Você não acha que pode ter outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Claro que pode, eu não fecho nenhuma porta. Não impeço ninguém de tentar, mas-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas ele fica esperando a menina do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não fico &lt;i&gt;esperando&lt;/i&gt; a menina do livro. Eu só acho que um dia, sei lá, parecia tudo tão certo, que eu acho que um dia eu vou estar por aí, aqui no bar, com uma cerveja e talvez um livro, e que então ela vai me achar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hm. Porra, cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ao noivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7416209526428175447?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7416209526428175447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7416209526428175447&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7416209526428175447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7416209526428175447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2012/01/paixoes-de-livro-e-de-bar.html' title='Paixões de livro e de bar.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8429593254480286053</id><published>2012-01-23T15:51:00.000-02:00</published><updated>2012-01-23T15:52:10.895-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Upgraded.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia desses eu sonhei que tinha travado, igual a um computador. Estava conversando com alguém na mesa de um restaurante e de repente aconteceu: fisicamente, nada errado, mas meu cérebro não conseguia acessar informação nenhuma e eu só conseguia dizer “Eu travei. Preciso reiniciar.” Era como se eu tivesse executado uma operação ilegal naquele jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei achando graça daquilo e também um pouco puto, porque estava louco para saber como eu reiniciaria. Então comecei a pensar em como seria a vida se a gente funcionasse mais como um computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo seria uma mudança certa. Imagina só a situação: você conhece uma pessoa em um bar, conversam, se gostam e terminam a noite no mesmo quarto, mas na hora da coisa realmente rolar você descobre que precisa de um adaptador, ou que ela precisa de um driver que não está instalado. Dá-lhe correr na loja de informática 24 horas. Ou o casal abraçado, ele vira e diz “Amor, posso remover o hardware com segurança?”, e ela “De jeito nenhum! Não enquanto ele ainda estiver hardware.” Ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras coisas seriam uma maravilha só. Uma roupa que não caiu muito bem em você passaria a ficar ótima depois que você tirasse e vestisse de novo. Poderíamos criar um atalho no trabalho que nos levaria direto para casa e vice-versa, além de alguns atalhos para nossos lugares favoritos e mais visitados, e poderíamos mudar o papel de parede quando não estivéssemos satisfeitos com a cara do dia. Sem contar os sensacionais “Marcar como spam” e “Ficar invisível”, grandes sucessos das relações interpessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que teríamos novos problemas, como as já citadas travadas sem motivo, a incompatibilidade com alguns componentes externos e a necessidade de atualizar os órgãos de tempo em tempo. Mas tudo valeria a pena, afinal poderíamos ignorar perguntas difíceis ou constrangedoras ficando alguns minutos em silêncio e mandando um “desculpa, caí” e, no meu caso quase a realização de um sonho, resolver tudo o que tivéssemos que fazer sem praticamente nenhum contato com outro representante da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu fiquei intrigado mesmo quando cheguei à cozinha para tomar o café da manhã. Fui pego num dilema: comer maçãs passaria a ser considerado canibalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8429593254480286053?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8429593254480286053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8429593254480286053&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8429593254480286053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8429593254480286053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2012/01/upgraded.html' title='Upgraded.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4050188049194377704</id><published>2012-01-17T14:37:00.000-02:00</published><updated>2012-01-17T14:38:02.670-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Um copo para dois.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais de meia vida vinha analisando os relacionamentos das pessoas, primeiro por ser uma amiga dedicada, depois profissionalmente. Era boa no que fazia, podia ser considerada a quase responsável pela salvação de dezenas de casamentos, e por fazer com que muitos outros terminassem civilizadamente, hipótese muito pouco provável sem sua intervenção. Mas, embora conseguisse convencer até mesmo as amigas mais próximas quando explicava seus próprios fracassos com os nunca sinceros "simplesmente não deu certo" e "não era pra ser". Se recusava a aceitar o fato de não ter sucesso pessoal em seu maior êxito profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi curiosamente em uma época em que se sentia muito bem sozinha, quase sem se preocupar em como resolver os próprios problemas, porque sentia que não os tinha, num começo de noite, esperando as amigas em um bar, que reparou sem querer em um casal que lhe abriu os olhos para o que se mostrou a ela como uma espécie de fórmula mágica para um relacionamento duradouro: eles dividiam um copo. Falavam de qualquer coisa, compartilhavam a mesa com outras pessoas, e bebiam seja lá o que estivessem bebendo no mesmo copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As amigas chegaram, ela se distraiu do casal do copo e teve uma ótima noite, mas não tirou da cabeça a ideia do copo compartilhado. Pensou bastante no assunto durante as semanas seguintes, criou argumentos mais formais, elaborou soluções para possíveis problemas e imprevistos e passou a inserir levemente o assunto em algumas sessões com pacientes e conversas de bar. Teve alguma rejeição, mas pareceu agradar na maioria dos casos, o que aumentou sua confiança para ampliar a aplicação da teoria, e seu sucesso entre os pacientes foi a prova de que precisava. Estava convencida, a Teoria do Copo para Dois era o que a transformaria de psicóloga em autora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a procurar em bares e restaurantes por casais bebendo de um mesmo copo, observando sempre discreta, notando detalhes. Criou metáforas, explicações e frases de efeito para tudo: o toque indireto dos lábios na borda do copo, os dedos que às vezes se cruzavam em volta do vidro, a troca não de fluidos, mas sim de sentimentos a cada gole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Copo Dividido" foi publicado, virou sucesso, levou-a a programas de tv, noites de autógrafos, listas. No auge do sucesso, se casou. Conheceram-se ainda enquanto escrevia, durante uma de suas noites de pesquisa em um bar de jazz. Encantando-se, teve certeza de que era &lt;i&gt;certo&lt;/i&gt; quando, em um dos primeiros encontros, no mesmo bar de jazz, ele ousadamente pediu apenas um copo, sem nem mesmo ter ouvido falar ainda em sua teoria. Na festa, serviu um copo para cada casal, o que foi considerado um gesto espirituoso por uns e uma grande mostra de cafonice por outros. O casamento acabou alguns anos depois, quando ela voltava de uma livraria e o viu sozinho na mesa de um bar, quando deveria estar em um happy hour com o pessoal do escritório. Entrou para dizer oi e viu dois copos na mesa. A surpresa no rosto dele e o batom em um dos copos não deixaram dúvidas. Nunca o perdoou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não culpou os copos, porém, e seguiu defendendo e divulgando sua teoria, com o livro fazendo sucesso por muito tempo e dando origem a outros projetos sobre o copo dividido. Em uma entrevista, certa vez, lhe perguntaram se conhecia o casal que chamou sua atenção para o simbolismo do copo em uma relação, ou se já os havia visto alguma outra vez. Não. Por muito tempo os procurou, durante a pesquisa para o livro e depois do lançamento, querendo agradecer ou simplesmente contar a eles a história. Mas não, nunca mais viu nenhum dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram namorados, na época, e o namoro não durou mais que três semanas depois daquela noite em que foram inspiração. Nunca nem repararam que às vezes pediam uma só bebida para os dois. Ela chegou a ganhar o livro de uma tia, num Natal em que ele estava em todas as listas de mais vendidos, mas jogou-o em uma estante qualquer sem ler, nunca leria. Achava a psicologia para casais e qualquer teoria sobre relacionamentos uma grande idiotice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4050188049194377704?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4050188049194377704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4050188049194377704&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4050188049194377704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4050188049194377704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2012/01/um-copo-para-dois.html' title='Um copo para dois.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8727452951477633068</id><published>2012-01-04T23:26:00.004-02:00</published><updated>2012-01-04T23:31:52.754-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Go Tyler Go'/><title type='text'>São Marcos de Palestra Itália.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(num futuro não muito distante)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"Começa você no gol. Eu sou o Neymar!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou o Messi!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então eu vou ser o Marcos!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que Marcos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Do Palmeiras. Ele não joga mais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não conheço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele foi o melhor goleiro de todos. Meu vô que falou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você já viu ele jogando?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só no youtube. Mas se você quiser perguntar pro meu vô, ele conta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Vô! Ô vô!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oi, filho. Dá um beijo aqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vô, conta pra eles do Marcos, do Palmeiras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, o Marcos. O Marcos foi o maior goleiro que eu vi jogar. E olha que eu vi uns muito bons, viu. Não sei se ele foi o &lt;i&gt;melhor&lt;/i&gt;, mas foi o maior, um dia vocês entendem a diferença. Ele agarrava demais, parecia uma muralha. E foi graças a ele que nós ganhamos nosso maior título."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Libertadores, né vô?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso mesmo. Ele já estava no time fazia um tempo, mas foi na Libertadores que ele saiu do banco de reservas e virou o eterno goleiro palestrino. Fechou o gol mesmo. Com ele nós erguemos o título mais importante das Américas e ele entrou para nossa história. Começamos a chamar o Marcos de São Marcos, de tantos milagres que ele fazia debaixo das traves."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas ele não errava nunca?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É claro que errava. No final daquele ano mesmo, noventa e nove, como ganhamos a Libertadores, nós fomos disputar o Mundial contra um time da Inglaterra. O jogo foi apertado, nós perdemos de um a zero com uma falha do nosso goleirão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossa! Errou no Mundial! Vocês ficaram com raiva dele, né?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É claro que não. Ficamos tristes, frustrados, mas não com raiva. Nós estávamos lá por causa dele, seria injusto colocarmos a culpa nele pela derrota. Isso acontece, é coisa do jogo. É sempre importante vocês lembrarem disso sobre o futebol: é só um jogo. E o Marcos errava algumas vezes, mas sempre se redimia. Menos de um ano depois, nós encontramos de novo o Corinthians na Libertadores."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De novo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É. Em noventa e nove nós eliminamos eles nos pênaltis, depois de defesas fantásticas do nosso Santo nos dois jogos, e em dois mil pegamos eles nas semifinais. Foram dois jogaços, os dois times eram muito bons, cheios de craques, e acabou tudo nos pênaltis de novo. E dessa vez foi tudo ainda mais épico."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Épico?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É, filho. Grandioso. Histórico. Ninguém errou nenhum chute. E o último era deles. O Marcelinho cobrou no cantinho, e o Marcos foi buscar. Voou até lá, a boca aberta, o braço esticado, defendeu. Depois foi só correr pro abraço. Eles estavam eliminados de novo, nós na final. Aquela noite, o mundo inteiro era nosso!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas o Palmeiras só ganhou uma Libertadores até hoje."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso mesmo. Um dos momentos mais memoráveis da história, provavelmente o mais marcante do Marcos, não valeu título nem nada. Mas nem por isso é menos gigante. Nós perdemos a final naquele ano. Em 2001 fomos bem no torneio outra vez, mas também não ganhamos. Mas o Marcos continuava enorme, cada vez mais Santo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah. Que pena que ele não foi campeão do mundo, né."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tá torcendo pro Palmeiras, é?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não! Mas queria que o Marcos ganhasse. Ele era bom mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você não é o único que se sente assim, calma. Mas o Marcos foi sim campeão do mundo. Não com o Palmeiras, mas com a seleção brasileira. E o Brasil inteiro pôde comemorar e se emocionar com as defesas dele lá do outro lado do mundo. Nosso camisa 12 era o 1 do Brasil, e a muralha verde foi verde e amarela. Não é só por isso, mas com certeza esse é um dos motivos pelos quais todo brasileiro que gosta de futebol gosta do Marcos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Daí ele foi jogar na Europa? No Real Madrid, no Manchester?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, não foi. Em 2002, depois de ganhar a Copa do Mundo, o Marcos foi rebaixado com o Palmeiras pra segunda divisão. Foi uma época difícil para o time, assim como os anos seguintes também seriam, e na dificuldade ele mostrou mais uma vez porque era O Santo. Os europeus vieram, ofereceram milhões em dinheiro, muita fama, e o Marcos recusou. Não quis jogar em um dos maiores times da Europa, quis jogar no Palmeiras, e só no Palmeiras. Mesmo na segunda divisão, mesmo ganhando menos. Se o futebol é paixão, o que o Marcos fez foi uma verdadeira prova de amor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossa!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Legal, né? Os anos foram passando e ele continuou uma muralha. Até que a idade começou a chegar, os cabelos foram caindo cada vez mais, os joelhos foram perdendo a força. O Palmeiras não ia tão bem, ficou anos sem ganhar títulos, até dois mil e oito, quando levou um Paulista depois de um discurso do São Marcos no vestiário que fez muito marmanjo chorar. E cada vez mais ele se machucava muito. Até que passava mais tempo em tratamento do que em campo. Precisou parar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas pelo menos ele é lembrado, né, vô?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É sim, filho. Faz poucos anos que ele parou, mas ele vai ser sempre lembrado, principalmente pelos palmeirenses. Foi nosso gigante, nossa muralha, nosso Santo nas nossas maiores glórias e nas nossas épocas mais difíceis. E nunca abandonou o Palmeiras. E nenhum palmeirense nunca vai esquecer isso."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*****&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma pequena homenagem ao meu maior ídolo no esporte. Que me faz todo dia ter orgulho de ser palmeirense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DlYKBcObsdI/TwT8q89ReHI/AAAAAAAAAfw/DlhMALnxbew/s1600/SAO-MARCOS.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-DlYKBcObsdI/TwT8q89ReHI/AAAAAAAAAfw/DlhMALnxbew/s200/SAO-MARCOS.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693953643750979698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Obrigado, campeão!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8727452951477633068?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8727452951477633068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8727452951477633068&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8727452951477633068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8727452951477633068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2012/01/sao-marcos-de-palestra-italia.html' title='São Marcos de Palestra Itália.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DlYKBcObsdI/TwT8q89ReHI/AAAAAAAAAfw/DlhMALnxbew/s72-c/SAO-MARCOS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5481819699744029913</id><published>2011-12-06T15:36:00.003-02:00</published><updated>2011-12-06T15:38:34.174-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O tal do l'esprit.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E aí, cara?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Opa! Senta aí, meu. Tudo bem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais ou menos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que rola?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acabei de sair de uma reunião com a chefe. Sobre aquele projeto que deu errado, com a Fabíola, sabe?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me saí mal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Putz!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É. A Fabíola começou a fazer um monte de acusação contra mim e o meu trabalho. E eu sei que eu tenho falhas, mas ela foi muito injusta em alguns pontos. Ela só queria tirar o dela da reta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É horrível, isso. Oi, garçom, outra Coca."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Duas. O pior é que eu não esperava isso dela e acabei ficando sem reação lá, com cara de bobo, sem saber o que dizer. Só que foi só acabar a reunião, eu tinha todas as respostas pra tudo o que ela disse. Mas aí não adiantava mais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"L'esprit de l'escalier."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"L'esprit de l'escalier. É francês."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não entendi."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;i&gt;laro que não.)&lt;/i&gt; É que em francês tem uma expressão pra essa situação que você passou. É algo tipo 'sagacidade de escada', sacou?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tinha nada a ver com escadas, cara. Foi uma reunião sobre aquele projeto de logística meu e da Fabíola."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não &lt;i&gt;essa&lt;/i&gt; situação. A outra. L'esprit de l'escalier é quando você sai de uma briga ou discussão e de repente te vêm à cabeça todas as respostas e argumentos que você precisava, mas agora eles não valem mais nada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só não entendi ainda onde é que entram as escadas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"OK! Sem escadas! Serve com elevador também."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas eu não peguei elevador. A sala da chefe fica no mesmo andar que a nossa, esqueceu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu Deus. Deixa pra lá. Me passa o sal. Valeu. Esquece o francês. A sua arquitetura é em bom português mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como assim?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;(burro feito uma porta)&lt;/i&gt; Nada. Nada não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5481819699744029913?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5481819699744029913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5481819699744029913&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5481819699744029913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5481819699744029913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/12/o-tal-do-lesprit.html' title='O tal do l&apos;esprit.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1192755574156530931</id><published>2011-11-15T15:08:00.001-02:00</published><updated>2011-11-15T15:08:43.143-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Dia de folga.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordou normalmente, com o dia ainda por amanhecer. A cidade em silêncio, preguiçosa, se despedindo lentamente dos lençóis e travesseiros, lutando e relutando por mais cinco minutinhos. Ligou a cafeteira, tomou o banho rápido de sempre, comeu duas torradas enquanto lia o editorial de uma revista do fim de semana sobre a população mundial estar próxima dos sete bilhões de pessoas. Lembrou disso quando chegou à rua e começou a notar a diferença: seu bairro era pouco movimentado naquele horário, mas havia sempre alguém pelas ruas, indo para o trabalho ou comprar pão. Naquele dia, ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A suspeita virou certeza quando desceu as escadas do metrô e encontrou totalmente vazia uma estação que àquela hora já costumava estar em ritmo acelerado. Ninguém nos guichês vendendo bilhetes, ninguém atendendo na pequena cafeteria, nem esperando nas plataformas, nenhum funcionário da limpeza ou da segurança. Embarcou no primeiro trem, que chegou sem nenhum passageiro, sentou-se e pensou em voz alta, porque podia: "todo mundo sumiu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou para o trabalho, mais curiosa que preocupada, e ninguém atendeu. Na estação central, em vez de mudar de trem, mudou de planos, e saiu. O centro da cidade estava mudo, parado, era possível ouvir o vento batendo contra estruturas de ferro e placas de trânsito. Só quando viu no que havia se transformado aquele lugar normalmente tão turbulento foi que teve certeza de que não se tratava de uma pegadinha. Passou a formular teorias enquanto caminhava. Havia cafeterias, padarias, postos de combustível e outros estabelecimentos abertos, mas vazios, todos funcionavam durante as 24 horas do dia, ou abriam muito cedo, antes dos outros. O sumiço devia ter ocorrido algumas horas antes do horário comercial, pensou, e riu sozinha quando se pegou pensando na situação toda como "o sumiço".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riu mais ainda e olhou em volta, um pouco envergonhada, quando percebeu que estava parada na esquina esperando o semáforo abrir, para atravessar. Entrou em um grande supermercado, reparando em coisas que normalmente não notava, mas os corredores largos e vazios começaram a ficar um pouco assustadores quando se lembrou de alguns filmes. Pegou algo para comer e uma barra de chocolate, parou no caixa, somou o valor total e deixou o dinheiro junto com um bilhete explicando a situação, caso o sumiço durasse apenas um ou dois dias. Foi então a um café, se serviu de dois copos grandes, escolheu outro chocolate e deixou também o dinheiro da compra, incluindo a gorjeta - não achava que as atendentes dali, sempre tão simpáticas, tivessem culpa por todo mundo ter desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou então até o parque, o maior da cidade, do qual sempre havia gostado porque, mesmo cheio, nunca deixava de ser tranquilo. Descobriu que também era muito agradável sem mais ninguém. Podia ouvir cada folha seca cair, podia observar o reflexo do céu nublado no lago sem ver o reflexo de outros rostos, podia sentar em seu banco favorito. Tirou um livro da bolsa, deixou-a solta ali, sem se preocupar. Abriu o livro e não pôde - nem tentou - conter o sorriso quando leu, no marcador de páginas, "O que você vai fazer?", escrito em inglês e com um design bonito. E pensou, em silêncio, que não faria nada. Gostava do mundo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1192755574156530931?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1192755574156530931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1192755574156530931&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1192755574156530931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1192755574156530931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/11/dia-de-folga.html' title='Dia de folga.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7384705561094423749</id><published>2011-10-04T23:55:00.001-03:00</published><updated>2011-10-04T23:55:00.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O menino que tinha medo do silêncio.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há muito que se falar, na verdade, sobre esse cara que eu conheci, não lembro direito onde nem como. Só isso, que tinha medo do silêncio. Parecia ter, pelo menos, porque se recusava a ficar sozinho sem som. Trabalhava, lia, dormia, sempre com música alta, ou a TV ligada em um bom volume. Sempre andava com os fones de ouvido, não importa para onde fosse. Se entrava em um bar e a música parava em algum momento, corria ligar sua música particular. Se estava conversando com alguém e a pessoa ia ao banheiro, ou até o balcão buscar uma cerveja, encaixava os fones e apertava o play. Chegava a assustar. Quem é que anda sempre com dois players de mp3 nos bolsos, para o caso de um deles ficar sem bateria - além do celular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dia eu tive que perguntar. Estávamos por aí, fui buscar mais um café para cada um e, quando voltei, menos de dois minutos depois de sair da mesa, ele já tinha os fones no ouvido e os olhos em uma página de jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cara, que obsessão é essa? Você nunca fica sem ouvir nada?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas por quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pelo mesmo motivo que você tem todas as suas neuroses."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei em silêncio por alguns minutos, pensando se o motivo seria realmente o mesmo e que, se fosse, era uma pena. Ele já levava um dos fones de volta à orelha quando retomei a conversa, perguntando meio sem graça, até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mulher?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Exato."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei facialmente, ele continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu conheci essa menina, faz uns anos, e a gente namorou por um tempo. E não sei se você já teve isso, e se não teve, não adianta eu explicar, mas nós tínhamos essa coisa de ficar em silêncio, sem som nenhum, e era bom. A gente passava horas trocando toques, e cheiros, e olhares, mas sem dizer nada. A gente conversava muito também, mas quando ficávamos em silêncio era confortável, daquele jeito que nunca é com qualquer pessoa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E aí acabou..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acabou. E eu prefiro ouvir as músicas favoritas dela, sentir o cheiro dela ou passar um dia todo olhando fotos dela. Mas não aguento ficar em silêncio sem ela do meu lado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7384705561094423749?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7384705561094423749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7384705561094423749&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7384705561094423749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7384705561094423749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/10/o-menino-que-tinha-medo-do-silencio.html' title='O menino que tinha medo do silêncio.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3056399238478618843</id><published>2011-10-01T15:17:00.002-03:00</published><updated>2011-10-01T15:19:12.283-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Outra conversa de bar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E você gosta mesmo daqui?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu adoro. Você não?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É meio deprimente, acho, eu mal consigo enxergar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hm. Uma vez eu li um texto, acho que do Hemingway, falando de bares. Que tudo que um homem precisa, na verdade, é de um lugar limpo e bem iluminado. Mais seu tipo, né?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho que sim. Bom, ter que ser limpo, com certeza."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Claro, é bom ser limpo. Mas na medida. É importante poder apoiar o braço no balcão e ele não grudar, mas limpeza demais também atrapalha. É um bar ou um hospital? Aqui, por exemplo, eu adoro esse chão cheio de cascas de amendoim e bitucas de cigarro. Fica essa constante torcida pela não inflamabilidade do amendoim, o bom senso coletivo de saber o que pode ser jogado no chão e o que você precisa levantar e levar até o lixo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então é uma questão - oi? sim, mais uma. É uma questão social, então?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Claro! É a mesma coisa com a luz. Tem que ter pouca, tem que ser escuro. Não é um escritório, onde as pessoas esperam que você seja transparente, limpo. Aqui, aqui você escolhe o que quer parecer. Se você quiser ser o tipo de pessoa que ilumina o ambiente ao seu redor, fique à vontade. Se quiser passar despercebido, não precisa de muito esforço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E o que você faz?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sento aqui no balcão com a cara desanimada, sempre, sempre com uma cerveja, e penso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pensa? Em quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qualquer coisa. Às vezes sobre meu dia, às vezes sobre o que eu quero ou preciso escrever - às vezes eu escrevo também -, às vezes eu só penso se as outras pessoas do bar estão se perguntando no que eu estou pensando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que sincero. E funciona?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei. Funciona?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho que sim. Eu reparei em você porque você parecia pensativo demais, mesmo no meio de tanta gente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É. Então, acho que sim. Ei, mais uma aqui, valeu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu estou numa mesa ali com um pessoal, quer sentar com a gente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Posso sentar lá e falar praticamente o tempo todo só com você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hmm, pode, vai."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ok."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3056399238478618843?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3056399238478618843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3056399238478618843&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3056399238478618843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3056399238478618843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/10/outra-conversa-de-bar.html' title='Outra conversa de bar.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3334419478493263793</id><published>2011-09-05T18:30:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T18:34:54.147-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Aquele céu.</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Já tinha anoitecido, e eu estava passando por uma praça e decidi sentar em um banco. O céu estava escuro de um jeito que eu nunca tinha visto, nenhuma estrela, nenhuma lua, nada. E eu encarei por um tempo e quando me dei conta, havia um rosto nele. Sim, é óbvio, o seu, que outro rosto seria? A princípio não acreditei. Fechei os olhos e ainda te vi, então pensei que era possível que eu tivesse fechado os olhos sem querer. Abri e você continuava lá, sorrindo. Sorrindo longe. Naquela noite eu não fiz mais nada; não li, não bebi, não falei, não saí do lugar, só olhei pra você. E apesar de ter crescido apaixonado por estrelas, o céu daquela noite ainda é meu céu preferido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="Bazz"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="Bazz"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Bazz"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3334419478493263793?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3334419478493263793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3334419478493263793&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3334419478493263793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3334419478493263793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/09/aquele-ceu.html' title='Aquele céu.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-2703297363208218523</id><published>2011-08-20T14:09:00.001-03:00</published><updated>2011-08-20T14:10:15.797-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>De Châtelet a Sully Morland</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela não fazia ideia, naquele momento. Precisou de anos para descobrir a influência que aquela pequena viagem de metrô teria no resto de sua vida. O que ela soube, na hora, foi que quando seus olhos cruzaram com os daquele cara, ele e ela se entenderam. Entre os milhões de parisienses, nunca nenhum a havia feito andar sutilmente até o lugar de outra porta para que pegassem o mesmo vagão. Só ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por anos após aquele encontro ela culpou e evitou usar na presença de outras pessoas o telefone celular, que dividia as atenções dela com ele nos poucos minutos em que existiram só os dois no vagão lotado. Ele, acho, não tomava a atitude que lhe cabia, mas não foi um completo inerte. Nem que quisesse poderia não reparar naqueles olhos castanhos enormes, no cabelo cuidadosamente desarrumado, no sorriso que, para fugir do doce lugar comum, diria, se pudesse, que deveria ter um gosto muito bom. Sem tirar os olhos dela, gostou de sua voz e da forma como falava francês, e os dois se aproveitaram das oscilações de velocidade do trem para que suas mãos se tocassem. Eu sei que parece mentira, mas era Paris! E essas coisas acontecem em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só anos depois dos sorrisos, olhares e do pequeno toque que ela conseguiu tomar atitudes parecidas outra vez. Porque, quando ela resolveu descer do trem muito antes do que deveria, sabendo que estariam em um bairro bonito, ele não a seguiu. Ela o olhou, sorriu, acenou, e ele apenas sorriu. As portas se fecharam e algo dela foi embora naquela viagem; talvez a recém-adquirida confiança, a ideia de que era bonita, a coragem de deixar as escolhas de outra pessoa fazerem parte de sua vida. Enquanto ele, sem saber como falar uma mísera palavra em francês, tentava explicar tudo com um sorriso, sem nem saber o que fazer com as mãos, preocupado em parecer um louco se a seguisse para fora do trem, preocupado em não ter onde dormir se não encontrasse logo um hotel. Porque esse tipo de coisa acontece em todo lugar – até em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela nunca mais foi a mesma. E ele nunca mais a esqueceu. E seus olhos nunca mais se encontraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-2703297363208218523?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/2703297363208218523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=2703297363208218523&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/2703297363208218523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/2703297363208218523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/08/de-chatelet-sully-morland.html' title='De Châtelet a Sully Morland'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3853381336829467566</id><published>2011-08-13T14:44:00.001-03:00</published><updated>2011-08-13T14:44:50.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu queria escrever um texto bom. Um que falasse de um jeito bonito sobre as coisas que eu sinto, mas sem parecer pessoal. Que falasse da saudade, da falta e, desculpe dizer, do amor. Um texto que fizesse todo mundo sorrir ao ler, em vez de chorar, e que fizesse você sorrir de um jeito diferente, sabendo que o texto seria todo seu, dedicado, pensado e feito para você. Um texto eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um texto que você guardaria impresso na bolsa. Um tão bom quanto o seu cheiro, um que tenha gosto de chegar em casa. Um texto com todas as palavras do mundo, inúteis, tentando falar de você. Um texto que fosse tão bom que as pessoas escreveriam histórias de amor sobre ele, e que viraria um filme, bobo e bonito, com uma atriz não tão linda quanto você no seu papel. Um texto seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não tenho o talento, as palavras, nada. As palavras que eu conheço você já conhece todas, inclusive na ordem em que elas aparecem na minha cabeça. Meu talento é te querer, e nisso eu sou o melhor do mundo. Mas acho que nunca vou conseguir escrever um texto eu que seja seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3853381336829467566?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3853381336829467566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3853381336829467566&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3853381336829467566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3853381336829467566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/08/hoje-eu-queria-escrever-um-texto-bom.html' title=''/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5802230639090360722</id><published>2011-08-03T17:01:00.002-03:00</published><updated>2011-08-03T17:18:55.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Ir.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há anos não se viam, há anos não se falavam e há anos esperavam chegar o momento em que conseguiriam passar um dia sem pensar um no outro. Acabaram se encontrando sem querer por aí e decidiram individualmente que podiam conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se abraçaram timidamente, desajeitados, como se não tivessem passado dias inteiros daquele jeito. Ele tremia, ela parecia ter seus braços amarrados, ambos se esforçavam para tirar os olhos do chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como você tá?", ela decidiu que lhe cabia perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu vou indo", ele respondeu. "Você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Indo, também", e ela ainda tinha o melhor sorriso do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram quietos por alguns segundos, se olhando nos olhos, dizendo um milhão de coisas. Ele resolveu que lhe cabia quebrar o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu acho que a gente devia ir junto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais se soltaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5802230639090360722?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5802230639090360722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5802230639090360722&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5802230639090360722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5802230639090360722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/08/ir.html' title='Ir.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4861119078259265370</id><published>2011-07-13T16:52:00.001-03:00</published><updated>2011-07-13T16:53:49.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Inventário.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não chorava há dias, até que encontrou sem querer, escondidas propositalmente entre seus livros favoritos, lágrimas. Espalhadas nas páginas do caderno que usava para anotar e escrever as coisas dela. Coisas dela, era tudo o que escrevia desde o começo. Abria o caderninho e escrevia um texto bonito, uma carta em um momento de saudade, quando passavam dois ou três dias sem trocarem olhares, uns versinhos que encaixaria um dia em uma declaração de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca teve pressa. Teria para sempre para dar os textos a ela. Mostrar, na verdade, pois já eram dela. Todas as vírgulas. E entre as páginas encontrou notas sobre filmes que viram juntos, e viagens que sonharam em planejar, e o comprovante de um presente que havia comprado com meses de antecedência e nunca teve a chance de entregar. Um cartão que nunca pôde escrever. E não conseguia se lembrar de alguma vez já ter visto tantas lágrimas, quando encontrou a escrita dela ali, metida entre os textos, falando de amor e saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em vender o presente, poderia usar o dinheiro para pagar a conta da tv. Pensou em publicar o caderno, tentando se lembrar da última vez que havia visto cartas de amor tão ridículas em páginas de livro. Pensou nela e em como ela sorria. E amaldiçoou o mundo e a si mesmo, pois havia sempre se esforçado para que tudo em sua vida não dependesse de ninguém que não fosse ele próprio, e na única vez em que deu espaço a algo que não dependia só dele -não que houvesse opção-, viu tudo ir embora sem que pudesse fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu guardar o caderno. Para sempre, e dessa vez entre os livros favoritos dela. Continuaria escrevendo poesias e cartas de amor e recados de saudade. Só adicionou, na última página, um pedido a quem um dia encontrasse aquelas folhas: quando morresse, queria ser enterrado, com o caderno, junto dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4861119078259265370?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4861119078259265370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4861119078259265370&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4861119078259265370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4861119078259265370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/07/inventario.html' title='Inventário.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-2255210540724796816</id><published>2011-07-04T03:50:00.002-03:00</published><updated>2011-07-04T03:51:44.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Taxa de embarque.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós estávamos juntos há pouco mais de um ano e meio e, para não ganhar a descrença cética amarga de vocês dizendo que era perfeito, vou apenas dizer que foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida, sem excluir nada. Eu estava de malas prontas e ela decidiu terminar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava literalmente de malas prontas. Seis meses na Alemanha. Estudaria, beberia cervejas, tentaria arrumar um bom trabalho para pagar a viagem dela para lá no fim do ano. O reveillón dos nossos sonhos, dos meus pelo menos. E ela esteve comigo durante toda a preparação da viagem; da prova para a bolsa de estudos até a arrumação da mala em si, me forçando a deixar algumas coisas em casa, me convencendo de que se eu não as usava há anos, não seria agora. E quando estava tudo pronto e eu só precisava dormir, fazer a barba e ir para o aeroporto, ela me chamou para conversar e disse que queria terminar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;(não vale a espera)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me deu uma série de motivos e explicações ruins. Disse que seria difícil, que a distância nos distanciaria, que eu veria coisas que nunca vi enquanto ela ficaria em casa, me esperando chegar, e que, se não agora, depois de algumas semanas eu acabaria decidindo que eu é que não queria mais, e que então seria melhor assim, terminar agora, sem grandes ressentimentos, do que adiar um sofrimento inevitável. Eu tentei argumentar. Eu achava que, além de mim, só ela saberia do meu amor todo, e só ela entenderia que nada nem ninguém mudaria isso. Que não importa a distância, não importam os olhos azuis, nada, tudo o que eu faria naqueles seis meses seria pensar nela, e sentir saudade, e contar os dias para que ela chegasse. Mas nenhuma das minhas argumentações, explicações, promessas, nada, teve efeito. Ela estava decidida de um jeito que nem parecia dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;(você nem é isso tudo pra mim)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu te amo", fiz questão de que fosse a última coisa que ela ouvisse de mim, antes de sair. E até hoje não comprei as explicações que ela tentou me vender. Só o que consigo lembrar de ter ouvido ela dizer naquela conversa é "você não é tudo isso. não vale a pena esperar. Você não é tudo isso, não vale a pena esperar. Você não é tudo isso, não vale a pena esperar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-2255210540724796816?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/2255210540724796816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=2255210540724796816&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/2255210540724796816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/2255210540724796816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/07/taxa-de-embarque.html' title='Taxa de embarque.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8300337011544990031</id><published>2011-06-21T16:44:00.000-03:00</published><updated>2011-06-21T16:45:14.785-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Fé.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era cético. Não acreditava em nada e se orgulhava disso, declarava sem medo, discutia, defendia. Era um cético forte, daqueles que acreditam só nas pessoas e no que elas mesmas podem fazer. E era esse seu defeito, sua fraqueza: acreditava nas pessoas. Acreditava em coisas ditas olhos nos olhos, acreditava em juramentos. Talvez não fosse cético, talvez fosse burro. Mas acreditava nisso e em mais nada, até perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeu e perdeu o rumo, a vontade, a referência. Passou meses trancado em si, chorando sem lágrimas, falando sozinho com todo mundo, explicando teorias que inventava e refutando-as em minutos. E de tanto ver tanta gente encontrando tanta solução em tanta crença, resolveu acreditar. Ou tentar. Precisou, primeiro, se convencer a tentar, depois, a acreditar, e então a agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia direito nem por onde começar. Numa noite escura -e amarga- como café, quando voltava para a casa depois de horas tentando fingir, olhou para o céu, procurou a estrela mais brilhante, que ainda assim não parecia ter muita força, e pediu. Pediu que tivesse de volta o que havia perdido, primeiro à estrela maior, depois às outras em volta dela, e a todo o céu. Chegou em casa e mais uma vez pediu, antes de dormir, olhando o céu. No outro dia leu horóscopos, traçou mapas, consultou quem soubesse, tudo indicava o que ele já sabia: as coisas estavam erradas. E continuou pedindo aos astros, que talvez tivessem mesmo algum poder, já que estavam lá em cima, brilhando e caminhando por si no vazio. E o tempo foi passando, e ele pedindo, e nada sendo atendido, e a paciência acabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando já havia quase desistido de acreditar, quando já passava até a questionar a beleza das estrelas, viu algo brilhando mais forte quando olhou para cima. Era a cruz de uma igreja, e foi até lá. Estava fechada, pelo horário, e voltou para a casa e passou a noite acordado pensando se valia a pena tentar e, com olheiras do tamanho de seu desespero, foi até a igreja pela manhã e entrou. Ainda se lembrava de como rezar, ajoelhou-se, juntou as mãos e desistiu das orações decoradas, só pediu. Conversou, explicou, pediu, e acima de tudo pediu para que ele mesmo acreditasse que estava pedindo à pessoa certa, àquela que é boa e que quer que as pessoas sejam felizes. E nos dias seguintes, continuou rezando, às vezes na igreja, às vezes em casa, às vezes quieto no ônibus. Rezou para Deus, e para o santo dos desesperados, e torceu para que existisse uma Nossa Senhora Protetora dos Sorrisos de Amor, porque rezou para ela também, e fez promessas de que, se voltasse a ter o que tinha perdido, lançaria oferendas ao mar, e subiria escadas de joelhos, e ajudaria paróquias, e andaria o Caminho de Santiago. Prometeu, e rezou, e viu sua paciência acabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desistiu de acreditar. Não logo de cara, tentou ainda uma ou outra coisinha, que juntas não encheriam um parágrafo. Mas, depois de um tempo, desistiu. E voltou a ser cético, a não acreditar em nada, só nas pessoas e em coisas ditas olhos nos olhos e na força de cada um fazer o que quiser. Parou de pedir para voltar a ter o que havia perdido, e racionalmente não acreditava que um dia voltasse a ter, mas acreditava. Sem querer, sem poder fazer nada quanto a isso, acreditava. Porque as pessoas que não acreditam em quase nada, quando acreditam, acreditam muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8300337011544990031?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8300337011544990031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8300337011544990031&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8300337011544990031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8300337011544990031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/06/fe.html' title='Fé.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1359026948912551296</id><published>2011-06-16T13:08:00.000-03:00</published><updated>2011-06-16T13:09:25.394-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Pela Raiz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E era assim. Cada vez que o telefone tocava, meu coração disparava esperando que fosse acontecer algo grande. Uma oportunidade de trabalho interessante, alguém me convidando pra sair, uma bolsa de estudos no exterior. E eu tremia, ficava ansiosa e corria pra atender, e era sempre engano, ou telemarketing, ou qualquer coisa sem graça. Até que eu cansei dessa expectativa nunca atendida e resolvi tomar uma atitude."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se arrumou e saiu pra conhecer alguém? Procurou o trabalho interessante? Foi estudar alemão?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não! Cancelei o telefone."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1359026948912551296?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1359026948912551296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1359026948912551296&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1359026948912551296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1359026948912551296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/06/pela-raiz.html' title='Pela Raiz'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-591024079844290557</id><published>2011-06-11T15:59:00.002-03:00</published><updated>2011-06-11T16:00:55.661-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcela'/><title type='text'>Marcela - O Fim-de-semana Supresa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcela dormiu na minha casa na noite de quinta-feira, porque na sexta de manhã iríamos para o litoral. Começamos com ela na cama de solteiro, eu em um colchão de casal, no chão do quarto. Terminamos no mesmo colchão, com ela reclamando que eu ocupava espaço demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamos bem cedo e, enquanto eu tomava banho, Marcela arrumou as camas, fez café, ligou a torradeira, assistiu algumas notícias na tv, trocou de roupa, escreveu um bilhete dizendo “Não vou mais. Aproveita bastante a praia, te vejo segunda. Beijo” e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marcela tinha armado tudo. Inventou essa viagem toda comigo já decidida a não ir para que eu passasse três dias inteiros em um apartamento na praia, com clima agradável, ar condicionado e muito sexo com a Flávia, conhecida lindíssima da Marcela que aparentemente queria me fazer uma surpresinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu teria ficado sabendo disso tudo na mesma sexta-feira, algumas horas depois, pela boca macia da Flavinha, e não na segunda, ouvindo a história contada aos berros pela Marcela, se não tivesse desistido de ir também ao ler o bilhete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Baz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-591024079844290557?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/591024079844290557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=591024079844290557&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/591024079844290557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/591024079844290557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/06/marcela-o-fim-de-semana-supresa.html' title='Marcela - O Fim-de-semana Supresa'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1569833152641032378</id><published>2011-05-31T16:28:00.001-03:00</published><updated>2011-05-31T16:30:10.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Café da Tarde</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Olá, boa tarde. Posso falar com o senhor por um minuto?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. Antenor precisou de uns segundos para decidir se atenderia. Chinelos nos pés, bermuda cáqui e a camisa polo que havia ganhado da nora no último natal, passou finalmente pelo batente da porta, avançando em direção ao portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boa tarde, senhor...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Antenor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boa tarde, seu Antenor, meu nome é André, eu venho do Cemitério da Paz para oferecer ao senhor a oportunidade de comprar um belíssimo jazigo para que o senhor e sua família possam descansar em paz quando chegar a hora escolhida por Deus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hum, vendedor”, seu Antenor pigarreou. Havia parado de fumar a cinco anos, mas ainda sentia o gosto do cigarro. “Entre, e na próxima casa não diga que você &lt;i&gt;veio&lt;/i&gt; do cemitério. Vai acabar perdendo clientes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André entrou na sala atrás do dono da casa. Não se lembrava de ter visto uma casa tão tipicamente de avô: a poltrona de couro marrom, o abajur fora de moda na mesinha, fotos e mais fotos de filhos, netos e um bisneto. A sala cheirava a fumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pode sentar aí mesmo”, disse seu Antenor, apontando um sofá de dois lugares ao mesmo tempo em que se instalava na poltrona. “Cemitério, então? Foi o Pereira lá do bar que te mandou aqui?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pereira? Não. Olhe, seu Antenor, eu sei que este é um assunto um pouco desagradável de se falar, mas há algumas decisões que precisam ser tomadas pensando no futuro, no bem estar do-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, sim, eu sei, comprar um jazigo. O que você tem aí?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom, o Cemitério da Paz fica na zona oeste, a mais valorizada da cidade, e conta com uma ampla área verde, estacionamento coberto, além de ótima localização. Temos três salas de velório para evitar problemas de agendamento, e um crematório, caso esta seja sua preferência.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“André?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pare de tentar me enterrar. Só me mostre onde eu vou ser enterrado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Certo. O senhor é casado?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há seis anos já não era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viúvo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, sinto muito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sente mesmo? Ou vai querer me vender um jazigo duplo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bem, é, quer dizer...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Jazigos duplos, André, você tem?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, senhor. Jazigos duplos e familiares.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“André?!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Desculpe, senhor. Os jazigos duplos podem ser simples ou com capela. Nos jazigos duplos simples, o sepultamento é feito lado a lado. Nas capelas, as urnas ficam uma sobre a outra, em uma estrutura de alvenaria colocada atrás de um pequeno altar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hum.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As opções-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Calma, André. Estou pensando. Eu queria um jazigo duplo de capela, mas com os caixões um ao lado do outro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Infelizmente isso não é possível, senhor Antenor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas era um grande desejo de minha falecida esposa: que fôssemos enterrados lado a lado, da forma como passamos por todos os momentos difíceis de nossa vida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Infelizmente, senhor...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não pode nem tentar falar com algum superior seu? É um cemitério, vocês não vão precisar derrubar nenhum prédio para construir uma capela um pouco maior, vão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, senhor, mas-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tente, por favor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André pediu licença e fez a ligação de seu celular, indo até a garagem. Enquanto isso, seu Antenor aproveitou para ir à cozinha preparar um café. Pensou que seria uma boa ideia ter um jazigo com capela, muito bonito, onde a família poderia ir visitá-lo. Não podia pagar por um, é verdade, a aposentadoria mal dava para comprar os remédios e a partida de sinuca no bar. Ah, a sinuca. Deixaria de comprar os remédios, se precisasse, mas a sinuquinha... uma partida por dia, não mais, para não virar vício. Gostava. Era uma boa distração. Voltou à sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cafezinho?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, sim, claro, muito obrigado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E então?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Falei com minha supervisora. Expliquei a situação, disse que era um antigo desejo de sua falecida esposa, insisti, dramatizei um pouco mais e finalmente consegui. Podemos abrir uma exceção para o senhor e construir uma capela onde as urnas possam ficar uma ao lado da outra!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ótimo! E o que mais?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Perdão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não quero comprar um jazigo que fique no fundo do cemitério. Do jeito que essa meninada de hoje é preguiçosa, é capaz de nenhum neto meu me visitar se tiver que andar um pouco.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entendo, senhor Antenor, mas já temos um problema com o tamanho do jazigo, teremos que encontrar um lugar adequado para sua construção, que será um pouco maior que as regulares.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, não, isso é tudo desculpa esfarrapada”, retrucou, colocando a terceira colher de açúcar no copo. “Tem que ser no centro do cemitério, ou perto da entrada, senão não tem negócio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas, senhor-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Perto da entrada!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não posso dar garantias quanto à localização do jazigo, mas posso ligar para minha supervisora e ver o que podemos fazer, certo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Muito bem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez André não pediu licença e foi um pouco mais longe da porta de entrada para fazer a ligação. Quando voltou, encontrou um prato sobre a mesinha com algumas fatias de pão com manteiga, esquentados na frigideira. O cheiro era maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não precisava, senhor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Imagina, coma um pãozinho. Falou com sua chefe?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim. Ela relutou um pouco, eu insisti, mas ela realmente não podia garantir o local do jazigo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas, senhor Antenor”, André interrompeu, triunfante, “ela está agora mesmo falando com o diretor do cemitério, explicando o quão importante é para o senhor que o jazigo fique na área central do cemitério.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ou perto da entrada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ou perto da entrada, e logo que tiver uma resposta vai me ligar para fecharmos o negócio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ótimo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André olhou mais uma vez para o celular quieto, aguardou mais alguns segundos, resolveu puxar papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então, o senhor vive aqui há muito tempo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na verdade, não. Faz menos de três anos. Meus filhos venderam a casa em que eu morava com a minha esposa e me compraram essa aqui, que é menor, mas está mais nova.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É mesmo? Pois ela combina tanto com o senhor. Esses móveis...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, os móveis? Já estavam aqui.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim. Comprei mobiliada. A casa foi posta à venda logo que a antiga dona morreu. Meus filhos gostaram da mobília e propuseram aos filhos dela que deixassem os móveis. Eles retiraram o que quiseram, e eu fiquei com o que sobrou.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André não ficou tão impressionado. Em apenas três meses vendendo jazigos do Cemitério da Paz, já havia aprendido que as casas de pessoas idosas costumam ser muito parecidas, e que, ao contrário do que muita gente pensa, eles não davam muito valor aos móveis e objetos. Seu celular tocou. Ele pediu licença, atendeu, conversou com a supervisora ali mesmo, no sofá, sentindo o cheiro do café. Desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conseguimos, senhor Antenor! A capela do senhor ficará a poucos metros da entrada principal do cemitério.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah! Que maravilha, André! Não disse que valia a pena tentar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Haha! Sim! Valeu a pena. Bom, eu vou para o escritório preparar o contrato, amanhã mesmo volto aqui para cuidarmos da documentação, certo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se levantou, André viu seu Antenor escrevendo algo em um papelzinho. Levou os copos vazios para a cozinha, vestiu um boné, e entregou o papel ao vendedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Agora que já escolhi o jazigo, pode ligar para o meu mais velho. É ele quem vai fazer a compra, se tiver dinheiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas, o senhor não vai-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos, André”, seu Antenor saía apressado. “É hora da minha sinuquinha, não posso me atrasar. Mas foi muito bom tomar café com você, viu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André não admitiria, mas tinha mesmo sido bom. Mesmo com aquele café horrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1569833152641032378?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1569833152641032378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1569833152641032378&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1569833152641032378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1569833152641032378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/05/cafe-da-tarde.html' title='Café da Tarde'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7337277687718674123</id><published>2011-05-24T14:51:00.000-03:00</published><updated>2011-05-24T14:58:28.325-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Versinhos'/><title type='text'>Bilíngue</title><content type='html'>Mis sábanas te extrañan,&lt;br /&gt;y los sábados te añoro&lt;br /&gt;en la dársena dos.&lt;br /&gt;La de dónde te has ido&lt;br /&gt;sin nunca decirme adiós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7337277687718674123?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7337277687718674123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7337277687718674123&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7337277687718674123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7337277687718674123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/05/bilingue.html' title='Bilíngue'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-6692406973802358787</id><published>2011-05-18T16:08:00.001-03:00</published><updated>2011-05-18T16:08:43.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Nada.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Você não faz nada comigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como assim?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso mesmo. Você não faz nada comigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é bem assim..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Claro que é. Você sempre tem um trabalho pra fazer, um lugar pra ir, alguém pra encontrar, e nunca mais fez nada comigo." Ela dizia isso com uma intensidade na voz e no olhar que indicavam um drama exagerado, mas não era. Estava intensa. Não conseguia mais lidar com aquela falta, aquela saudade. Ele percebeu, só porque voltou a olhá-la como há tempos não fazia, não porque não queria, mas porque havia perdido o costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçou-a forte, beijou sua testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas horas seguintes ficaram ali, deitados na cama dela. Trocando olhares, dividindo o mesmo ar, misturando cheiros, entrelaçando pernas, trocando carinhos leves, esquentando os pés um do outro. Ela adormeceu, ele se perdeu no teto do quarto, segurando as lágrimas para não acordá-la. Acariciou seus cabelos, beijou-a mais uma vez e quase sem voz pediu desculpas, prometendo que nunca mais se perderia daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebeu que podia trabalhar até ficar milionário, ir a qualquer lugar do mundo ou conhecer todas as pessoas. Mas que nada daquilo era tão bom, nada lhe satisfazia tanto quanto não fazer nada com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-6692406973802358787?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/6692406973802358787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=6692406973802358787&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6692406973802358787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6692406973802358787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/05/nada.html' title='Nada.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5480590618109282349</id><published>2011-05-06T18:35:00.001-03:00</published><updated>2011-05-06T18:35:39.602-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Ímpar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já havia feito seu pedido quando a viu, linda, do outro lado do restaurante. Tinha o rosto perfeito, com traços que misturavam delicadeza e personalidade, olhos firmes, capazes de derrubar o mais duro dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus gestos eram delicados e decididos. A forma como espetava a comida, como bebia direto da garrafa - bebiam a mesma marca de cerveja -, como falava. Ela era ótima companhia, tinha certeza; poderia passar horas conversando com ela sem nunca cansar de ouvir aquela voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construiu em sua mente o cheiro dela. Era perfeito, não havia outra forma de descrever. Perdeu-se em suas pernas, mostradas pela minissaia, tão brancas, com certeza tão macias, longas. Passou a imaginar e desejar aquelas pernas em volta de seu corpo, provocando suor, e a sonhar com os carinhos daquelas mãos, com os dedos compridos indo e vindo entre seus cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê-la sorrir - rir, na verdade - não resistiu e sorriu também, abaixando a cabeça, tímido, com medo de ser notado. Não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava acompanhada. Ele não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5480590618109282349?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5480590618109282349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5480590618109282349&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5480590618109282349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5480590618109282349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/05/impar.html' title='Ímpar'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1854142672744439351</id><published>2011-04-24T17:47:00.001-03:00</published><updated>2011-04-24T17:49:55.628-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Louis Fernán'/><title type='text'>Louis Fernán - O Mistério das Horas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Louis Fernán estava bastante intrigado, o que considerava vital para seu trabalho como detetive. Estava também, dessa vez, um pouco incrédulo. Olhou em volta, procurando algo que estivesse diferente em seu escritório. Seus olhos pesavam, mas tudo parecia estar no lugar. Esticou a mão direita e alcançou a caneca de café, o líquido havia esfriado muito mais do que Lou imaginava. Arrepiou-se pelo amargor da bebida fria, emendou um bocejo, encarou o relógio de pulso por alguns segundos. Não podia ser. Não mais uma vez, não hoje. A janela aberta deixava entrar uma fina garoa, mas o que chamou a atenção do detetive foi a escuridão do céu, o que certamente não era bom sinal. Abriu uma das gavetas de sua escrivaninha e puxou um pequeno relógio despertador, analisou-o. Olhou mais uma vez pela janela, voltou-se para o relógio de pulso. Pensou por alguns instantes. Levantou-se num sobressalto, vestiu o chapéu e correu escada abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluiu, corretamente, que havia dormido outra vez em sua cadeira e estava atrasado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1854142672744439351?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1854142672744439351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1854142672744439351&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1854142672744439351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1854142672744439351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/04/louis-fernan-o-misterio-das-horas.html' title='Louis Fernán - O Mistério das Horas.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1519378315655068218</id><published>2011-04-13T14:56:00.001-03:00</published><updated>2011-04-13T14:58:28.232-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Muito abaixo de zero.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentia frio. Apesar das roupas quentes, do edredom grosso e do clima agradável lá fora, quase quente, sentia muito frio. Tremeu até a janela e conseguiu fechá-la; sentiu ainda mais frio, como se um olhar coincidente às estrelas fosse a única coisa que ainda pudesse aquecê-lo. Não queria mais ver as estrelas. Não queria mais nada que o fizesse pensar, ou sonhar, queria dormir. Rolou mais uma vez na cama, ocupando parte do lado que costumava ser dela. O travesseiro ainda tinha a marca de sua cabeça, um fio de cabelo solto durante uma das últimas noites que havia dormido ali. Aproximou-se, percebeu que ainda podia sentir o cheiro. Sabia que não devia, mas não tinha forças para impedir tais vontades, acabava sempre fazendo o que sabia que machucaria. Inspirou. Pôde sentir vestígios do perfume que o fazia tão bem; o ar, no entanto, era frio, e o fazia sentir mais frio, correndo por seu sangue fervente e o fazendo tremer, sentir dor. Esticou um pouco mais o pescoço, respirou fundo, já não sentia mais quase nada. Suas pernas não mais se moviam, seus dedos crisparam. Já com a boca seca, respirou fundo mais uma vez, usando a pouca energia que ainda tinha. Sentiu os pulmões congelarem. Morreu de frieza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1519378315655068218?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1519378315655068218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1519378315655068218&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1519378315655068218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1519378315655068218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/04/muito-abaixo-de-zero.html' title='Muito abaixo de zero.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3384284287839463262</id><published>2011-04-06T08:24:00.001-03:00</published><updated>2011-04-06T08:24:54.354-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O órgão mais vital.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não se preocupava. Não penteava os cabelos, não lembrava de fazer a  barba. Quando precisava, fazia, mas não tinha cuidado, e seu rosto estava cheio de cicatrizes e cortes. A pele do corpo todo exibia hematomas. As mãos doloridas, por socos em paredes e mesas, em horas de desespero; inchaços, sangramentos, queimaduras. Perdia cada vez mais a força nas pernas, que se recusavam a andar. Não podia comer, porque o estômago já não aguentava a digestão, só aceitava química; seu fígado praticamente não existia, não passava um dia sem altas doses de álcool; seus pulmões fumavam maços e mais maços. Não se preocupava, não tinha porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só cuidava do coração, que era o lugar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3384284287839463262?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3384284287839463262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3384284287839463262&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3384284287839463262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3384284287839463262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/04/o-orgao-mais-vital.html' title='O órgão mais vital.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3417876845322977645</id><published>2011-02-07T20:10:00.001-02:00</published><updated>2011-02-07T20:11:03.363-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Uma história de guerra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caído no chão, com os olhos vidrados no céu, sorria. A bala alojada no ombro direito causava um sangramento enorme e uma dor que ele nunca havia imaginado que pudesse existir, mas ainda assim, para espanto - não, era inveja dos que compreendiam, e curiosidade do que não - sorria. Sabia que aquela bala, além de não matá-lo, o levaria para a casa. E na guerra não se sorri ao matar um inimigo ou vencer uma batalha, somente ao voltar para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergueu a mão esquerda, concentrando-se na cor de seu sangue, comparando-a à cor do vinho que tomaria com a esposa após terem colocado a filha para dormir. Faria amor com ela, beijaria cada centímetro de sua pele macia, tocada apenas por ele e pela placa metálica de identificação, que ele coloraria no pescoço dela ainda com a mancha de sangue, para lembrá-la que ele lutou só por ela. Já havia decidido: quando voltasse para a casa, aproveitaria as coisas simples, aquelas nas quais só reparamos quando perdemos. Jantares tranquilos em família; noites ao lado da esposa do sofá, assistindo filmes românticos e trocando carinhos; trocas de olhares apaixonados, silenciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio. Nunca dera tanto valor ao silêncio. Agora que o som da batalha diminuía, sendo substituído pelo barulho da vitória recente, sorria e pensava no quanto o silêncio lhe fazia falta. A possibilidade de ouvir os próprios pensamentos, uma brisa no fim da tarde, a possibilidade de não ouvir nada. Porque na guerra não há silêncio; mesmo quando não há barulho, ouve-se a tensão, ouve-se o coração sempre tenso, a respiração sempre ansiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi enquanto sorria olhando o céu, pensando nos sonhos da filha pequena, no vinho bebido com calma, no silêncio em que amaria a esposa, que, a poucos metros de seu corpo, uma bomba inimiga explodiu. Nenhum homem daquele batalhão voltou para a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3417876845322977645?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3417876845322977645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3417876845322977645&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3417876845322977645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3417876845322977645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/02/uma-historia-de-guerra.html' title='Uma história de guerra'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-6409024035575520765</id><published>2011-01-20T12:29:00.001-02:00</published><updated>2011-01-20T12:31:14.034-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Go Tyler Go'/><title type='text'>Essa coisa de escrever.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos de vocês, ao lerem isso, vão dizer que estou tentando parecer cult ou cool. Na maior parte do tempo eu estou, mas este não é o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa é que hoje em dia, com essa tecnologia toda chegando – de certa forma, tarde, pois já está no cinema e na música há tempos – à literatura, muito se fala sobre os hábitos de leitura das pessoas; audio books, livros em formatos digitais, tablets! Há quem não veja problema e não demore nada em aderir, há quem seja totalmente contra, que goste de pegar o papel, sentir as folhas, cheirar, manter a experiência sensorial de um livro. É tão discutida a forma de consumir literatura que é curioso o fato de que a conversa não chega à maneira como se &lt;i&gt;produz&lt;/i&gt; literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa enrolação para dizer: eu adoro escrever a lápis. Tenho cadernos, uso mais caneta que lápis neles, mas prefiro. Lápis, não lapiseira – não me dou bem com aqueles grafites finos, tenho a mão pesada. Poderia dizer que minha mão esquerda não tem a leveza da poesia, mas sim a força, o peso da prosa; mas além de transbordar pretensão isso seria uma enorme estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caderno o texto sai mais fácil, e o barulho do lápis no papel parece um incentivo. Não sei. Talvez aquela página branca do computador seja um pouco intimidadora, toda grande e sem linhas, dá a impressão de que é mais difícil preenchê-la. O caderno pode ser pequeno e é todo riscado, a página vira rápido e a sensação é de que o texto está fluindo super bem – a não ser que você seja desnecessariamente prolixo, mas nesse caso você não se encaixa neste texto, é só leitor dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu sei que já existem sites na internet imitando sons de chuva, então é possível que haja também um editor de textos que emule um caderninho, com barulho de lápis no papel e tudo. Vou procurar! Até porque não tenho apontador, e a ponta do lápis acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-6409024035575520765?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/6409024035575520765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=6409024035575520765&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6409024035575520765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6409024035575520765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/01/essa-coisa-de-escrever.html' title='Essa coisa de escrever.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8724814334396681904</id><published>2011-01-12T20:16:00.002-02:00</published><updated>2011-01-12T20:34:35.500-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O Guarda-Roupa do Menino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(crônica inspirada &lt;a href="http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2011/01/07/estou-tao-orgulhosa-do-meu-garoto-princesa-diz-mae-que-permite-que-filho-de-cinco-anos-use-vestidos/"&gt;nisso aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Mateus gostava de se vestir de mulher. Desde pequeno, quando ainda não se expressava muito bem, se encantava com vestidos, saias, roupas de menina. Quando aprendeu a controlar as palavras, passou a pedir, e seus pais, na contramão do que se podia esperar, atendiam aos pedidos do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viam, no começo, as pessoas achavam graça. "É fase, vai passar", dizia uma tia, antes de emendar uma história sobre quando encontrou o próprio filho com a cara pintada de batons. Conforme o tempo passava, porém, as atitudes mudavam, e quando o menino chegou à idade de ir para a escola a sociedade explodiu, de sincera curiosidade e espanto à pura revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele nasceu homem, e deve se vestir como homem!", alguém bradava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele pode usar saia e continuar sendo homem", respondia o pai, que inesperadamente lidava com a pressão externa com mais facilidade que a mãe da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas e se ele for bicha?", perguntou uma das amigas, uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E se ele for?", rebateu a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quer dizer... eu não tenho preconceito. Mas isso não é normal, e vocês têm que mostrar a ele o que é normal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais, na maioria das vezes, riam e desconversavam. Era mais fácil ignorar as pessoas e dar liberdade ao filho do que tentar mudar a cabeça dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia desses, o padrinho do menino visitou a família. Deu presente, brincou com a criança - que, vale dizer, caso vocês não tenham percebido, agia e era como qualquer menino de sua idade - e, após o jantar, foi franco com os pais, amigos seus já há décadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou amigo de vocês já faz muito tempo, e sou padrinho do Mateus. E sim, estou um pouco preocupado com algumas coisas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Algumas coisas sendo o fato de que ele usa roupas de menina?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual o problema?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nenhum, por mim. Mas nós três sabemos que isso pode dificultar muito as coisas pra ele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, nós sabemos. Mas nós vamos sempre estar do lado dele, não é?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Claro. Mas, e quando ele crescer, se interessar por meninas...?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por sexo. Aí a gente explica, ué."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Explica o quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei, cara... o básico: 'filho, a sociedade é complicada, as pessoas não valem a pena, se você gosta de meninos, ótimo, mas isso vai te causar alguns problemas, se você gosta de meninas, ótimo, mas vai ter problemas também por usar vestidos, nesse caso, e se não usar vestidos também, meninas são sempre um problema', brincadeira, amor. É simples", explicou o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Palhaço”, disse a mãe ao marido. "Se ele for gay, hétero, monge, não importa!", completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa hora o Mateus entra na sala, de shorts e sem camisa, anunciando: "Mamãe, o padrinho me deu esse brinquedo, mas eu já tenho um, posso dar pra algum amiguinho que não tem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe pegou o filho no colo enquanto pai e padrinho se entreolhavam, sorrindo, felizes, aliviados. Sabiam que, não importava o que Mateus fosse quando crescesse, de ogro sujo à princesa delicada, ele seria um grande ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8724814334396681904?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8724814334396681904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8724814334396681904&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8724814334396681904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8724814334396681904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/01/o-guarda-roupa-do-menino.html' title='O Guarda-Roupa do Menino'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-677641097739364990</id><published>2011-01-09T16:48:00.001-02:00</published><updated>2011-01-09T16:50:07.071-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Porque não posso ser crítico de restaurantes.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegamos, uma amiga e eu, ao restaurante Casa Suiza, no centro de Madrid, e não havia nenhuma mesa disponível. Nada anormal, sendo o pico do horário de almoço em um belo domingo. Entramos e fomos ao balcão, que abrigava sobremesas e bebidas, e a tentativa de beber um refrigerante durante a espera se tornou uma batalha quase épica. Após muito tentar e quase termos que pegar nós mesmos as garrafas, conseguimos. Vimos um ou dois casais serem acomodados antes de nós, desrespeitando a ordem de chegada, mas decidimos que seria melhor não reclamar; logo chegou nossa vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos encaminharam a uma mesa no apertado salão - nem melhor nem pior que as outras do local - e anotaram nossos pedidos após uma demora maior que a esperada. Responderam sem delicadeza a nossas perguntas e, quando pedimos que nos servissem, antes dos pratos, algum pão para comermos com azeite, quase nos sentenciaram ao enforcamento. “Nós não servimos pão”, informaram, com aquela simpatia que parecia emanar das paredes do local. Ficamos surpresos, afinal era praticamente mais comum servirem pão junto com as refeições nos restaurantes da cidade do que oferecerem talheres. Tentamos entender, indagamos, pedimos vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com a bebida veio o pão, enquanto nos explicavam que abriam uma exceção e que aquilo não fazia parte do funcionamento normal da casa. Agradecemos e fomos ignorados. Esperamos os pratos. A tal mulher que batiza o lugar começa a gritar entre as mesas quando ainda lhe faltam vinte metros para chegar ao balcão: "¡Dos Cola-Colas!", e quase atropela um cliente. A garçonete, sua filha mais velha, como descobrimos mais tarde, finge que não ouve, o mesmo que faz quando qualquer cliente a chama. "¡Dos Coca-Colas!", grita outra vez a suíça, a menos de cinco metros do balcão, e recebe do velho que cuida das bebidas – seu sogro – um olhar que diz "eu sei que é meu trabalho, mas não vou pegar nada para você.", o mesmo olhar recebido por qualquer cliente que ouse fazer um pedido. "¡Joder, dos Coca-Colas!", berra mais uma vez a louca dona do restaurante, enquanto ela mesma pega as duas garrafinhas de vidro. O bom e velho clima dos restaurantes familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida chega, não é de emocionar, mas passa muito longe de ser ruim. É um bom almoço. O vinho não agrada muito. Quando acabamos, tudo o que queremos é pagar e ir embora logo. Pedimos a conta, pego a nota, vou até o caixa pagar com cartão. Nova demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo isso você analisa o serviço, a comida, o ambiente e o preço que está pagando e decide que não vale a pena voltar lá. Há outras opções na cidade. Muitas. E então vê sentada no balcão – você só se dá conta depois, comentando com sua amiga, que ela é filha da dona do lugar, mas na hora não percebe – uma menina com seus onze anos e um sorriso sincero de criança, que pergunta, de um jeito tão doce: "¿Te has gustado la comida?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-677641097739364990?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/677641097739364990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=677641097739364990&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/677641097739364990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/677641097739364990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/01/porque-nao-posso-ser-critico-de.html' title='Porque não posso ser crítico de restaurantes.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5706519374871287600</id><published>2011-01-08T00:24:00.001-02:00</published><updated>2011-01-08T00:25:58.863-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><title type='text'>5 Anos!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por alguns dias eu pensei em algo especial para escrever. Algum post engraçado, algum que juntasse alguns dos personagens que passam por aqui com frequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que eu não tenho criatividade. Sim, tenho enganado vocês há cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CINCO ANOS!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Muitos posts, muitos textos, muitos amigos, algumas desavenças. Morro de orgulho disso aqui. Em mais de onze anos de internet eu sei que são poucos os blogs que - irregularmente, mas constantemente - sobrevivem por 5 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, obrigado a todos, todos mesmo, que entraram aqui. Mesmo que uma vez só. Cada visita e cada comentário é um incentivo a continuar escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a partir de agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;blog do Tyler - Ano 6!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, mesmo. :~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5706519374871287600?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5706519374871287600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5706519374871287600&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5706519374871287600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5706519374871287600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/01/5-anos.html' title='5 Anos!'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-6961999692697970769</id><published>2011-01-04T12:50:00.004-02:00</published><updated>2011-01-04T13:29:36.914-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O(s) Negativo(s)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"...o problema é quando os olhos começam a sangrar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os olhos. Se eles sangrarem, não tem mais jeito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Do que você tá falando, cara?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todo mundo sabe como começa: o coração dispara, parece que vai sair do peito num tiro, as mãos transpiram e tremem demais; se estiver em pé, você vai precisar sentar, mas se estiver sentado vai tentar levantar, de tão inquieto, e sentir as pernas moles; a boca seca vai ser um detalhe quase imperceptível em comparação com o aperto que te impede de respirar. Você entra em desespero. Sua cabeça pára!, seu cérebro não consegue mais pensar e você perde o controle. E aí, se os olhos sangrarem, você já era."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você tá viajando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É sério. Foi assim que aconteceu quando eu vi ela da primeira vez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mentira."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Garanto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses depois, já não se lembrava do que o amigo lhe havia dito quando, em um restaurante, sua noiva disse que não queria mais, que tinha conhecido alguém e estava se mudando com ele para outro estado. A princípio ficou sem reação, depois se odiou por chorar. Mas foi só ao ver o choque no rosto da moça e as gotas manchando a toalha branca da mesa que soube: não tinha mais volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;___&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Gostou do texto? &lt;a href="http://champ-vinyl.blogspot.com/2011/01/bastidores.html"&gt;E do título&lt;/a&gt;? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-6961999692697970769?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/6961999692697970769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=6961999692697970769&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6961999692697970769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6961999692697970769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/01/os-negativos.html' title='O(s) Negativo(s)'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-6779371190792684943</id><published>2011-01-03T01:57:00.001-02:00</published><updated>2011-01-03T01:59:21.356-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Olhando a chuva pela janela, pensando...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impressionante a quantidade de textos que começam com um personagem na janela olhando a chuva enquanto pensa profundamente em algum aspecto da vida. São muitos mesmo; se fosse um gênero literário, "textos que começam com personagens na janela olhando a chuva enquanto pensam" seria um dos maiores, com prêmios próprios e um infindável número de coletâneas de contos sendo publicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma razão para isso, claro. É uma forma fácil e plausível de colocar o assunto principal da história no texto - quase sempre. É muito menos comum as pessoas terem grandes reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais em uma arquibancada de estádio de futebol, enquanto correm para pegar um ônibus ou durante uma discussão acalorada sobre a diferença do posicionamento dos legumes no prato entre o almoço e o jantar. A única situação capaz de competir com olhar a chuva pela janela na hora de pensar sobre algo são as filas de banco, mas em tempos de internet banking as ocorrências de chuva na janela são muito maiores (a não ser, claro, que você more no deserto. Mas se você mora no deserto é provável que suas histórias mais interessantes não comecem com uma grande reflexão na janela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é uma cena da qual os escritores costumamos gostar muito. Os olhos vidrados na chuva que se choca contra o vidro; nas mãos um café, ou um cigarro, um livro fechado com o dedo indicador marcando a página; as gotas que escorrem da mesma forma que a tinta da caneta corre pelo papel e metalíngua o fenômeno climático-literário. PURA CONVERSA! A verdade é que a cena é tão utilizada porque é fácil; e uma das coisas mais chatas que existem é começar um texto tentando inserir um pensamento profundo sobre algum aspecto da vida de uma forma nova e interessante. Mas, claro, qualquer um pode tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não. Pelo menos não agora. Porque parou de chover e eu preciso sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-6779371190792684943?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/6779371190792684943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=6779371190792684943&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6779371190792684943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6779371190792684943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2011/01/olhando-chuva-pela-janela-pensando.html' title='Olhando a chuva pela janela, pensando...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4299809596622423614</id><published>2010-12-28T20:18:00.001-02:00</published><updated>2010-12-28T20:21:39.115-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 28/12 – O problema de 2010 foi...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns 200 kilômetros. Vezes demais.&lt;br /&gt;Ou um cômodo longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;com saudade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4299809596622423614?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4299809596622423614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4299809596622423614&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4299809596622423614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4299809596622423614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-2812-o-problema-de-2010-foi.html' title='Dia 28/12 – O problema de 2010 foi...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-268970367021887244</id><published>2010-12-23T20:09:00.003-02:00</published><updated>2010-12-23T20:17:23.465-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 23/12 – E o troféu me mata de orgulho de 2010 vai para...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é um post fácil. Ninguém merece mais o troféu "Me mata de Orgulho" de 2010 que o Rob. Todo mundo sabe que ele é um grande amigo pra mim, um irmão (muito, muito, muuuuuuuuuuuuuito) mais velho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Vive me dando orgulho... o cara trabalha pra cacete, e ainda assim consegue manter DOIS blogs com qualidade extrema, absurda (o &lt;a href="http://champ-vinyl.blogspot.com/"&gt;Champ Vinyl&lt;/a&gt;, não canso de dizer, é o melhor blog da internet). Mas esse ano ele fez algo pra MATAR de orgulho: virou um autor publicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou um dia no msn, me passou um arquivo de Word, e disse: "meu primeiro livro." Fiquei com os olhos cheios de lágrimas &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(alô, meu anônimo: sou bicha?)&lt;/span&gt;. Pegou os melhores textos do &lt;a href="http://www.champ-chronicles.blogspot.com/"&gt;Championship Chronicles&lt;/a&gt; e transformou em livro. Livro! Papel, capa, lombada, orelha, mancha de café nas folhas porque você emprestou pra uma amiga descuidada filha da puta!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.clubedosautores.com.br/book/31586--Anonimos_e_Urbanos"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 108px; height: 162px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZuWQ9UPozyY/TKnxh7AnNVI/AAAAAAAAAPY/J5w-SoR67bk/S162/anonimos_e_urbanos_CAPA_bx.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anônimos e Urbanos&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Rob Gordon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro é todo independente - ou seja, você deve ler, adorar, e falar sobre ele para todas as pessoas que você conhece; e é vendido no sistema on demand: cada exemplar é impresso depois que o pedido é feito e a venda é feita pela internet. Então vai, não enrola mais não, clica na imagem ali em cima ou &lt;a href="http://www.clubedosautores.com.br/book/31586--Anonimos_e_Urbanos"&gt;aqui&lt;/a&gt; e compra logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu garanto, vai ser um dos melhores livros da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-268970367021887244?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/268970367021887244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=268970367021887244&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/268970367021887244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/268970367021887244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-2312-e-o-trofeu-me-mata-de-orgulho.html' title='Dia 23/12 – E o troféu me mata de orgulho de 2010 vai para...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ZuWQ9UPozyY/TKnxh7AnNVI/AAAAAAAAAPY/J5w-SoR67bk/s72-c/anonimos_e_urbanos_CAPA_bx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8928219061875205274</id><published>2010-12-22T14:11:00.002-02:00</published><updated>2010-12-22T14:17:15.296-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 22/12 – E o troféu vergonha alheia de 2010 vai para...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dava pra fazer uma lista interminável de coisas que causaram bastante vergonha alheia por aqui em 2010. Porém, acho que a pior vergonha alheia é aquela causada por alguém que nós conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, por serem pessoas que eu conheço (fazem o mesmo curso que fiz, na mesma faculdade, isso conta como conhecer), por ser um vlog (que já é motivo de vergonha alheia) e por ser muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito ruim (texto, execução, edição, tudo), o Troféu Vergonha Alheia de 2010 vai para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/okSaWBgTX1E?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/okSaWBgTX1E?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desculpem por compartilhar. E até amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8928219061875205274?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8928219061875205274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8928219061875205274&amp;isPopup=true' title='70 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8928219061875205274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8928219061875205274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-2212-e-o-trofeu-vergonha-alheia-de.html' title='Dia 22/12 – E o troféu vergonha alheia de 2010 vai para...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>70</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-655362044977716080</id><published>2010-12-21T08:59:00.002-02:00</published><updated>2010-12-21T09:04:11.701-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 21/12 – Em 2010 eu quis matar...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;fácil:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comvextrade.com/images/mapa_mundi.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 344px; height: 220px;" src="http://www.comvextrade.com/images/mapa_mundi.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã. ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-655362044977716080?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/655362044977716080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=655362044977716080&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/655362044977716080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/655362044977716080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-2112-em-2010-eu-quis-matar.html' title='Dia 21/12 – Em 2010 eu quis matar...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4245331933156263660</id><published>2010-12-19T15:23:00.002-02:00</published><updated>2010-12-19T15:24:58.751-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 19/12 – Em 2010 eu quase...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...morri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De saudade, de raiva, de rir, de amores, de ódio, de tanto trabalhar. De atravessar a rua desatento, de quase sofrer acidentes. De ressaca. De tanto pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda bem que foi assim. Quase morrer é sentir ao extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4245331933156263660?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4245331933156263660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4245331933156263660&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4245331933156263660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4245331933156263660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-1912-em-2010-eu-quase.html' title='Dia 19/12 – Em 2010 eu quase...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3844363864766059215</id><published>2010-12-16T12:57:00.000-02:00</published><updated>2010-12-16T12:59:03.094-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 16/12 – Em 2010 eu tentei...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trabalhar o dobro da minha capacidade. Economizar dinheiro. Ler o quanto desse. Ver quantos filmes desse. Ignorar algumas coisas. Segurar a raiva e não esfregar a cara das pessoas no asfalto quando elas mereciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas eu consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3844363864766059215?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3844363864766059215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3844363864766059215&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3844363864766059215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3844363864766059215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-1612-em-2010-eu-tentei.html' title='Dia 16/12 – Em 2010 eu tentei...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5268969409639689690</id><published>2010-12-14T17:20:00.002-02:00</published><updated>2010-12-14T17:22:57.676-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 14/12 – Em 2010 eu pela primeira vez...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...não fui aluno. Não tinha que estudar. Por um lado foi bom, porque eu fui aluno por 17 anos consecutivos, precisava descansar. Por outro, no entanto, foi estranho. Fica uma sensação de que o tempo está passando e você não está aprendendo nada novo. Ok, eu sei, a gente aprende com tudo na vida - e eu aprendo coisa pra cacete traduzindo, mas é a sensação de aprender "oficialmente" que chegou a fazer falta em algum momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que 2010 tá acabando e eu enfiei na cabeça que quero algum curso já no começo de 2011. Algo legal, talvez um idioma novo. Só pra em março já estar reclamando tudo, dizendo que não aguento mais estudar. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5268969409639689690?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5268969409639689690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5268969409639689690&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5268969409639689690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5268969409639689690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-1412-em-2010-eu-pela-primeira-vez.html' title='Dia 14/12 – Em 2010 eu pela primeira vez...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7998711378229715214</id><published>2010-12-13T12:19:00.004-02:00</published><updated>2010-12-13T17:36:29.126-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Marcela - O Pior Dia, O Melhor Dia, A Compra do Ano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Parte do #MemeDasAntigas: 11/12 – Minha compra de 2010; 12/12 – Meu pior dia de 2010; 13/12 – Meu melhor dia de 2010. Uma ficçãozinha no meme, já que esse é um blog quase sempre de ficção ;P)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava exausto naquela manhã. Tinha passado boa parte da madrugada acordado, tentando reunir anotações para um, digamos, livro de memórias. Uma coletânea de pequenos relatos baseados em minhas experiências com uma grande amiga, quando o telefone começou a tocar. Puxei o celular, vi que não eram nem nove horas e tentei ignorar o telefone, definitivamente não estava interessado nas vantagens do seguro de vida oferecido por uma loja que vende roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa que fazia a ligação, no entanto, não concordava com minha ideia de não manter uma conversa àquela hora da manhã. Tive a impressão de que o telefone não pararia de tocar tão cedo, atendi. A inconfundível voz de Marcela quando estava animada acabou com todas as minhas esperanças de conseguir dormir por um tempo razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vem pra cá tomar café da manhã, preciso falar com você.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Marcela,” tentei argumentar, em vão, como sempre. Não sei por que ainda tento. “Eu fui dormir com o sol quase nascendo, não consigo nem falar direito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Consegue sim, tô fazendo café, vem! Tenho um presente pra te dar também. Fiz a melhor compra do ano ontem, e faz quanto tempo que você não come coisas gostosas de manhã, tomando café e tendo uma conversa interessante?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu precis-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Passa na padaria e compra uns pães de queijo, e bolachinhas também.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quê? Você nem comprou as tais coisas gostosas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu fiz o café. Levanta e vem logo!”, e ela desligou antes que eu pudesse respirar para responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me com muito esforço, me arrastei entre guarda-roupa, banheiro, cozinha... lembrei que não tinha o que fazer na cozinha, voltei para o quarto, me arrumei rápido, coloquei um livro no bolso e saí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na padaria, comprei os pães de queijo e fiquei em dúvida sobre quais outras coisas levar. A voz da Marcela estava animada, mas será que &lt;i&gt;ela&lt;/i&gt; estava? E se estivesse, sendo ela, não seria surpresa nenhuma se o humor já estivesse mudando completamente. Na dúvida, comprei um pouco de cada bolacha e pão doce disponível, pão francês, pão caseiro, e na hora de pagar resolvi que não seria de todo mal levar um maço do cigarro que ela fuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da padaria e a única coisa maior que as sacolas que eu carregava eram minhas olheiras. Cheguei ao prédio da Marcela, subi, ela abriu a porta ainda de pijama e me deu um beijo no rosto – sinal de bom humor. “Põe as coisas na cozinha.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok, mas pode começar a falar que eu vim mais pela curiosidade que pelo café.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois. Agora vou tomar um banho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, sério?!”, perguntei, sabendo que não obteria resposta enquanto ela ia para o quarto. “Cadê o café?”, gritei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acabou!”, ela gritou também, já entrando no banheiro. “Faz mais aí enquanto me espera.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro no bolso não tinha erro. Li enquanto esperei a cafeteira, li tomando café e comendo um pouco até ela voltar, com roupas que ela só usaria na minha frente e uma toalha enrolada nos cabelos. “Porra! Nem me esperou pra comer!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorei. Ela também. Sentou-se, serviu-se e nem esperou eu fechar o livro para começar a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não acredita a loucura que foi ontem. Sério.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ela falava, a cada duas ou três frases, eu fazia algum pequeno comentário, soltava algum “uhum” ou perguntava algo. Como todos nós sabemos que o só interessa o que a Marcela fala, excluirei minha participação no monólogo dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu queria uma grana pro fim do ano, pra comprar uns presentes, viajar pra algum lugar, essas coisas, aí fui atrás de arrumar um trabalho. Ok, as coisas andam bem fáceis pra quem quer arrumar trabalho nesse fim de ano, porque na segunda loja que tentei a gerente já me entrevistou, na terceira, o proprietário disse que eu podia começar imediatamente e que dependendo do meu desempenho eu ficaria com a vaga. Meu, era o pior trabalho do mundo. Eu tinha que fazer o serviço de umas três ou quatro pessoas, dentro da loja fazia um calor infernal e em certo momento, perto da hora do almoço, o dono da loja começou um papo estranho e eu desconfiei que ele ia dar em cima de mim. Não deu outra! Veio passando a mão, eu saí da loja xingando o filho da puta de tudo quanto é nome, chutei umas coisas no caminho e queimei meu filme com qualquer outro possível empregador daquele quarteirão. Fiquei puta! Saí quase correndo pela rua, debaixo daquele sol que tava fazendo ontem, quando meu salto quebrou. Sério! Não ri, babaca! Quebrou, tive que ir rápido até um shopping ali perto tentar comprar outro, queimando o pé no asfalto e tendo que aturar todo mundo olhando pra mim. Chego no shopping, o segurança não quis me deixar entrar, tive que esperar pedir permissão pelo rádio pra eu entrar e ir numa loja comprar um tênis. Ok, comprei o tênis, fui pagar, meu cartão não passava. Tive que deixar minha bolsa na loja pra poder sair com o tênis e ir até um caixa automático, tirei dinheiro, voltei na loja, paguei, tudo lindo. Fui almoçar e meu lanche veio errado, resolvi comer o errado mesmo. Não aguentava mais, era o pior dia do ano inteiro, sem brincadeira!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de mastigar um pedaço de pão, bebi um gole de café... “Caralho, Ma...”, tentei comentar, mas ela não me deixou, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, deixa eu falar! Mas daí mudou tudo, sério, virou o melhor dia do ano inteiro!” – Como o pior dia do ano passa a ser o melhor? Isso era impossível. Ele podia deixar de ser tão ruim, podia até acabar sendo bom, mas... o melhor do ano? Claro que eu só pensei isso tudo, não ia ser louco de interromper &lt;i&gt;e&lt;/i&gt; discordar da Marcela na mesma frase. Enquanto eu viajava, ela falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...e ele disse que tava me olhando desde quando eu sentei ali e perguntou se podia sentar comigo. Ele era lindo, aí eu disse que sim e a gente começou a conversar, eu gostei. O papo era bom, eu ria, melhorou um pouco meu humor. Então ele virou e perguntou se podia me fazer uma proposta indecente. Não ia ser a primeira que eu recebia, você sabe, então deixei fazer: ele queria que eu fosse com ele na festa de fim de ano do escritório. Parece que ele dizia por lá que era noivo, mas na verdade não era, e queria manter as aparências... essas coisas. ‘Uma coisa meio Uma Linda Mulher?’, eu perguntei, ele respondeu que sim, mas que só até o fim da festa, porque na verdade ele era gay e então não ia rolar nada mesmo, nem que eu aceitasse, ou que eu quisesse, etc. Aceitei, mas disse que não tinha roupa para a ocasião. Ele concordou; comemos e passamos as horas seguintes indo de loja em loja. Comprei um vestido, sapatos novos, e um par de brincos – nada de joia, só bem bonitos, depois te mostro. Ainda tínhamos bastante tempo antes da tal festa da empresa e fomos para um hotel ali perto, ele queria se arrumar, talvez comeríamos algo lá mesmo, essas coisas. No quarto do hotel, coloquei o vestido para ver outra vez como ficava. Eu tava maravilhosa, você não tá entendendo! Saí do banheiro e ele me garantiu que se não fosse gay iria acabar se apaixonando. Perguntou se eu podia acabar de me arrumar no quarto, porque ele queria tomar um banho, e quando ele entrou no banheiro eu tive a grande ideia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, comprei cigarro pra você”, aproveitei a pausa-para-causar-suspense da Marcela e ofereci meu presente. “Aí na sacola.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esquece o cigarro, presta atenção. Eu fugi! Fugi! Me vi naquele quarto e resolvi que não queria ir em festa nenhuma de empresa com bicha fraca que não se assume. Mas o vestido era lindo, o sapato era lindo... peguei minha bolsa, as sacolas e saí correndo pelo corredor, de vestido e all star, acredita? Corri até o fim do corredor torcendo pra ele não sair do banho, consegui pegar o elevador até o térreo e tentei chegar no banheiro sem ninguém me ver. Troquei de roupa de novo, vesti o que estava usando antes, desci pela escada de emergência até o subsolo e saí pela garagem, indo apressada para o shopping. Eu suava só de pensar que ele podia sair correndo do hotel me chamando de ladra vagabunda, mas ele não apareceu, fico pensando se chegou a me procurar... Enfim, cheguei no shopping e tentei devolver as compras. Não me deixaram pegar o dinheiro de volta na loja do sapato, então aproveitei que ele era lindo e fiquei com ele. Na loja de roupas tive mais sorte: não me deixaram pegar o dinheiro também, mas troquei por outras peças lá e me pagaram uma boa diferença. Saí da loja feliz demais e foi aí que comprei seu presente, peraí.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela correu para o quarto enquanto eu não conseguia nada além de ficar pasmo. Sim, era a Marcela e eu esperava qualquer coisa dela, mas essa história toda, àquela hora da manhã, comigo sem dormir e ela recusando cigarro foi informação demais pra mim. Ela voltou com uma sacolinha de livraria e me entregou. Era um livro que eu queria há tempos, mas nunca lembrava de comprar quando tinha dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois de um tempo eu saí do shopping já dentro de um táxi, pra não correr o risco de o cara estar lá fora me esperando, né. E aí, gostou?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Adorei! Tava querendo demais esse livro, valeu!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sabia que você ia gostar, eu nunca erro.” – Pois é. E quando errava, eu é que não tinha coragem de dizer.&lt;br /&gt;“Mas, Ma, essa foi sua melhor compra do ano? Sério? Você compra tanta coisa legal...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Imagina, tonto. Esse é só um presentinho pra você, porque você é um fofo. A compra do ano foi algo que eu comprei só pra &lt;i&gt;mim&lt;/i&gt; e que vai me fazer &lt;i&gt;muuuito&lt;/i&gt; feliz.” – ela disse isso e abriu aquele sorriso de Marcela que me encanta desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hm, e o que é?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ahhhh hahaha. Não conto &lt;i&gt;mesmo&lt;/i&gt;!", e mudou de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7998711378229715214?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7998711378229715214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7998711378229715214&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7998711378229715214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7998711378229715214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/marcela-o-pior-dia-o-melhor-dia-compra.html' title='Marcela - O Pior Dia, O Melhor Dia, A Compra do Ano'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4580130094949826594</id><published>2010-12-10T05:42:00.002-02:00</published><updated>2010-12-10T05:45:50.091-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 10/12 – Minha música favorita em 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns posts desse meme foram facílimos, como escolher minha parceira de 2010 ou o show favorito. Outros, no entanto, prometem ser bastante difíceis, e é o caso deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouço música o tempo todo, muitas. E por isso é difícil demais escolher uma. Precisei pensar muito antes de decidir, e a minha música favorita de 2010 é uma que remete a um passado não muito distante: o fim de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 2009 eu fui pra Espanha. Passei um mês em Salamanca, estudando espanhol, e depois saí para uma viagem de 20 dias por alguns lugares da Espanha e da Europa. Como sou eu, meu mp3 quebrou ainda em São Paulo, antes de ir, e toda a música que eu tinha estava no pequeno espaço do celular - Bob Dylan, Hellacopters, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, havia algum espaço livre no cartão de memória, e depois que comprei um pc na Espanha, conheci uma banda fantástica, maravilhosa, sueca. The Soundtrack of Our Lives. O disco Behind The Music - do qual falei &lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2010/09/15-discos.html"&gt;nesse post&lt;/a&gt; - virou vício imediato, e ocupou o espaço livre do celular dias antes da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ouvia o disco sempre que "podia". Basicamente em aeroportos, estações, aviões, trens e ônibus. Assim, a segunda música do disco - minha favorita - ficou marcada para mim como uma música de viagens. Daquela sensação deliciosa de entrar em um avião, cheio de expectativas, sabendo que em poucas horas teremos uma cidade totalmente desconhecida a nossa frente, com suas pessoas, seu metrô, sua língua, sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sister Surround é o nome da música, e para mim ela tem cheiro de viagem, de descoberta, e de saudade. Impossível ouvi-la sem lembrar de todos os momentos bons - e uns poucos ruins - que tive em todas essas cidades. E quase me ponho em lágrimas se a ouço no meio de uma viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas boas lembranças e pela saudade, é a música do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9DgyeIm2CQ4?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9DgyeIm2CQ4?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4580130094949826594?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4580130094949826594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4580130094949826594&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4580130094949826594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4580130094949826594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-1012-minha-musica-favorita-em-2010.html' title='Dia 10/12 – Minha música favorita em 2010'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3562119302475777712</id><published>2010-12-09T15:17:00.002-02:00</published><updated>2010-12-09T15:19:08.555-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 09/12 – Meu show preferido de 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2010/11/eu-nao-ousaria.html"&gt;Eu não ousaria&lt;/a&gt; escrever sobre o show de Paul McCartney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3562119302475777712?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3562119302475777712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3562119302475777712&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3562119302475777712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3562119302475777712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-0912-meu-show-preferido-de-2010.html' title='Dia 09/12 – Meu show preferido de 2010'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4525736932587523937</id><published>2010-12-08T00:08:00.001-02:00</published><updated>2010-12-08T00:08:00.137-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 08/12 – Meu lugar preferido em 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca fui o tipo de pessoa que procura seu lugar no mundo. Na verdade, meu lugar é sempre meu quarto, ou um lugar sem muita gente: uma sala de cinema vazia, por exemplo. Mas meu lugar preferido de 2010 não é meu quarto, nem uma sala de cinema. Também não vou dizer que é o quarto da Ma, porque né, não quero vocês imaginando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que falo sobre cidades - e eu sou apaixonado por grandes cidades - digo que, pra mim, o que faz uma cidade são as pessoas que vivem nela. Por isso meu lugar favorito deste ano está relacionado a algumas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TP7MajeoOMI/AAAAAAAAAcQ/YCQ26fo8kBs/s1600/20080608-Vila%2BCruz-013.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TP7MajeoOMI/AAAAAAAAAcQ/YCQ26fo8kBs/s320/20080608-Vila%2BCruz-013.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548096547539400898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesas de bar. Nelas a gente falou de tudo. Amor, política, futebol, trabalho, sexo, faculdade, do clima e, claro, de toda e qualquer pessoa que não estivesse na mesa. Cervejas e mais cervejas que fizeram as horas passarem rápido demais, sempre deixando a sensação de que deveríamos fazer aquilo mais e mais vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso graças às pessoas sentadas à mesa do bar comigo, no Portuga ou não. &lt;a href="http://www.twitter.com/mariiiiiiina"&gt;Ma&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.twitter.com/marcellotruzzi"&gt;Puto&lt;/a&gt;, Keka, &lt;a href="http://www.twitter.com/littlemarininha"&gt;Ma(rininha)&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.twitter.com/rsbonaldi"&gt;Bonaldi&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.twitter.com/Mel_BB"&gt;Melissa&lt;/a&gt;, Solange, Dedéia, e todo mundo que esteve presente alguma vez, com maior ou menor frequência: obrigado por beberem comigo em 2010, e bora tomar meia-dúzia em 2011!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4525736932587523937?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4525736932587523937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4525736932587523937&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4525736932587523937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4525736932587523937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-0812-meu-lugar-preferido-em-2010.html' title='Dia 08/12 – Meu lugar preferido em 2010'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TP7MajeoOMI/AAAAAAAAAcQ/YCQ26fo8kBs/s72-c/20080608-Vila%2BCruz-013.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-6060622674411538096</id><published>2010-12-07T00:05:00.001-02:00</published><updated>2011-01-13T04:49:24.008-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 07/12 – Minha parceira de 2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TP1l0UonSWI/AAAAAAAAAcI/5zzOk4qZijQ/s1600/maaaaaaa.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TP1l0UonSWI/AAAAAAAAAcI/5zzOk4qZijQ/s320/maaaaaaa.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547702265556978018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2009/06/um-texto-ridiculo.html"&gt;Te&lt;/a&gt; &lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2010/01/uma-sindrome-em-estocolmo.html"&gt;amo&lt;/a&gt;! &lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2010/03/meus-diasdias-meus.html"&gt;Obrigado&lt;/a&gt; &lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2010/05/pra-resumir-e-contar-as-minhas-viagens.html"&gt;por&lt;/a&gt; &lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2010/07/obituario.html"&gt;tudo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-6060622674411538096?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/6060622674411538096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=6060622674411538096&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6060622674411538096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6060622674411538096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-0712-meu-parceiroa-de-2010.html' title='Dia 07/12 – Minha parceira de 2010'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TP1l0UonSWI/AAAAAAAAAcI/5zzOk4qZijQ/s72-c/maaaaaaa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-6238117513446477771</id><published>2010-12-06T12:00:00.001-02:00</published><updated>2010-12-06T12:00:10.386-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 06/12 – Meu livro favorito em 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nick Hornby - Slam&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPwWoewOrkI/AAAAAAAAAcA/sXO9dx4Mzhc/s1600/slam.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 131px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPwWoewOrkI/AAAAAAAAAcA/sXO9dx4Mzhc/s200/slam.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547333725719539266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você já leu muito sobre gravidez na adolescência. Não só em textos jornalísticos, mas também em obras de ficção. O que eu, pelo menos, nunca tinha visto, era alguém falar de gravidez na adolescência do ponto de vista do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso com o texto sempre maravilhoso e cheio de sarcasmo do Hornby.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-6238117513446477771?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/6238117513446477771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=6238117513446477771&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6238117513446477771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6238117513446477771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-0612-meu-livro-favorito-em-2010.html' title='Dia 06/12 – Meu livro favorito em 2010'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPwWoewOrkI/AAAAAAAAAcA/sXO9dx4Mzhc/s72-c/slam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5813970504019701052</id><published>2010-12-05T14:13:00.000-02:00</published><updated>2010-12-05T14:14:14.063-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 05/12 – Um vídeo do YouTube em 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é um vídeo do YouTube. É um vídeo de TV, que está no Youtube para ser visto e revisto, sempre que qualquer um quiser. E é o vídeo de uma das cenas que mais me emocionou em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro futebol. Mesmo. Assisto todos os jogos possíveis, vejo os programas sobre, leio notícias o tempo todo. Sempre acompanhei de longe o campeonato espanhol, mas quando fui pra lá me interessei mais; via jogos, lia jornais esportivos espanhóis... e com isso vi o quanto a Espanha queria ganhar a Copa do Mundo de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os países que disputavam a Copa queriam ganhá-la, eu sei. Mas eu estou falando de outra coisa. A Espanha sempre foi conhecida no mundo por, várias vezes, ter uma seleção fortíssima, mas nunca ganhar nada. "Amarelar" na hora em que valia tudo. E nenhum jogador da Fúria de 2010 estava satisfeito com isso. Muito menos Casillas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palmeirense, sou fã de goleiros. O maior jogador da história do meu time ainda joga embaixo das traves, então era fácil pra mim ter simpatia com um cara como o Casillas, símbolo do clube no qual joga - Real Madrid - e capitão da seleção de seu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa do Mundo chegou, a Espanha perdeu o primeiro jogo e um vulcão entrou em erupção sobre os jogadores, principalmente sobre Casillas, el capitán. E ele fechou o gol, aguentou, suportou tudo. Até o dia da final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A final, Espanha x Holanda (vale dizer, se ainda não ficou claro, que a partir do momento em que o Brasil saiu da Copa eu passei a torcer &lt;i&gt;demais&lt;/i&gt; pelos espanhóis. Desde 2008 eu dizia: "essa Copa é da Espanha." E uma final de 0x0, indo para a prorrogação, deixava tensa toda a Espanha, e eu, que queria poder soltar aqueeele "eu disse!" por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no fim do segundo tempo da prorrogação, Iniesta fez um gol para a Espanha. O momento mais importante do futebol de todo um país. E enquanto o time todo corria atrás de Iniesta, comemorando, Casillas, antes mesmo que o jogo acabasse, desabou. E para um brasileiro apaixonado por futebol, que ainda vê seu país depender de jogadores como Robinho e Ronaldinho Gaúcho, sempre mais preocupados em aparecer e fazer poses, é emocionante ver um homem tão emocionado por &lt;b&gt;vencer&lt;/b&gt;. Porque, naquela hora, Casillas não era o herói da seleção espanhola, era o menino que cresceu jogando futebol e sonhando com seus objetivos, e que acabava de alcançar o maior deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PUz9JxunJwU?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PUz9JxunJwU?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5813970504019701052?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5813970504019701052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5813970504019701052&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5813970504019701052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5813970504019701052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-0512-um-video-do-youtube-em-2010.html' title='Dia 05/12 – Um vídeo do YouTube em 2010'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3845994736386649099</id><published>2010-12-04T12:00:00.001-02:00</published><updated>2010-12-04T12:00:03.784-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 04/12 – Meu site/blog preferido em 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa é difícil, afinal, estamos falando da rede mundial de computadores, milhões e milhões de sites a apenas um clique... blá blá bá! A verdade é que é difícil achar algo de qualidade na internet, mas eu sou bom nisso, e conheço alguns blogs ótimos (sim, vocês). O melhor deles - o melhor blog da internet, na verdade - continua sendo o Champ, mas seria manjado demais citá-lo, todos vocês já sabem que nós temos um contrato de elogios mútuos e tal. Poderia citar também o Twitter, onde diariamente nos encontramos para rir das situações engraçadas da vida, quase um @F.R.I.E.N.D.S., mas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu site preferido de 2010 foi o PayPal, que é por onde eu recebo todo mês. No entanto, se eu publicar isso, vocês vão pensar que eu só penso em dinheiro, e isso seria um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, meu site de 2010 será um que me acompanha desde muito antes de 2010, alegrando dias e noites de tédio e solidão, me ajudando a fazer amigos e esquecer as coisas ruins da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*** Importante:&lt;/span&gt; o site deve ser aberto com o Internet Explorer, caso contrário, não é o site preferido de 2010, é apenas um site. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://www.yonkis.com/imagenes6/tititatitututu.htm"&gt;CLIQUE AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3845994736386649099?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3845994736386649099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3845994736386649099&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3845994736386649099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3845994736386649099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-0412-meu-siteblog-preferido-em-2010.html' title='Dia 04/12 – Meu site/blog preferido em 2010'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5135497792965959240</id><published>2010-12-03T02:21:00.008-02:00</published><updated>2010-12-07T22:52:43.354-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 03/12 – Meu filme preferido em 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre chato pra mim falar de cinema. Calma, eu adoro cinema! É que eu acabo revelando alguns pecados mortais e algumas falhas na minha educação, e fica meio constrangedor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos logo ao filme de 2010! Não vi "O Segredo de Seus Olhos" ainda. Já decidi que verei este fim de semana e tenho certeza que vai ser o melhor do ano, mas não vi ainda. Entre filmes lançados este ano, vistos no cinema, ficaria provavelmente com "A Origem" e "Tropa de Elite 2", filmaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPhwuW3ICQI/AAAAAAAAAb4/DP3eUtME_oY/s1600/awaywego.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 136px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPhwuW3ICQI/AAAAAAAAAb4/DP3eUtME_oY/s200/awaywego.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546306882819852546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o filme preferido de 2010 vai ser um que na verdade é de 2009, mas só assisti esse ano mesmo. "Distante Nós Vamos" (o título original, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Away We Go&lt;/span&gt;, agrada muito mais os ouvidos) é ótimo. É sobre um casal de uns 30 e poucos anos (o cara é o Jim, de The Office) que engravida e passa a viajar pelos EUA visitando famílias de amigos, procurando um bom lugar onde possam se instalar e criar o filho. Tudo isso com uma trilha sonora deliciosa. Recomendo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5135497792965959240?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5135497792965959240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5135497792965959240&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5135497792965959240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5135497792965959240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/dia-0312-meu-filme-preferido-em-2010.html' title='Dia 03/12 – Meu filme preferido em 2010'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPhwuW3ICQI/AAAAAAAAAb4/DP3eUtME_oY/s72-c/awaywego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-6880867518048158023</id><published>2010-12-02T12:49:00.002-02:00</published><updated>2010-12-03T14:01:08.279-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 02/12 – Mas 2010 ainda não acabou, ainda vou tentar...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como assim "ainda vou tentar"? Sério, vocês beberam? Fiquei o ano todo me prometendo que ia fazer isso e aquilo, ver tal filme, ler tal livro, estudar tal língua, e nada! Não vou ser louco de fazer planos pra dezembro, que é o menor mês do ano (tem em torno de 23 dias, ganha de Fevereiro)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou é fazer o básico: continuar trabalhando feito louco pra fechar bem o mês, comprar o livro do Rob - é, eu ainda não tenho, e daí?, tentar comprar o ingresso do U2 sem dores de cabeça, aproveitar os últimos dias com a namorada antes de ela viajar, e tentar calar a boca um pouco - ok, isso é mentira, vou tentar não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou também ficar pensando e considerando meia dúzia de lugares onde passar o ano novo, e acabar (des)curtindo o réveillon aqui mesmo, em Rio Preto, com aquela chuva toda que vai chover, bebendo cerveja e ouvindo Bob Dylan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-6880867518048158023?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/6880867518048158023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=6880867518048158023&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6880867518048158023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6880867518048158023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/0212-mas-2010-ainda-nao-acabou-ainda.html' title='Dia 02/12 – Mas 2010 ainda não acabou, ainda vou tentar...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3961915543422026551</id><published>2010-12-01T20:08:00.004-02:00</published><updated>2010-12-03T14:01:50.603-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#MemeDasAntigas'/><title type='text'>Dia 01/12 – Peraí... 2010 tá acabando?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPbH9_SHwUI/AAAAAAAAAbw/j7Abfzl5O8k/s1600/meme_das_antigas-vertical.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 147px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPbH9_SHwUI/AAAAAAAAAbw/j7Abfzl5O8k/s200/meme_das_antigas-vertical.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545839858926731586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;#MemeDasAntigas - explicação depois do texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tá! É verdade que 2010 tá acabando faz um tempinho, já, porque desde o fim de setembro todo mundo olha a data e pensa "putz, acabou o ano já!". É impressionante como esse ano voou. E se for analisar a coisa toda, 2010 foi um puta ano – e totalmente inesperado (talvez por isso um ano tão "puta").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano que, pra mim, começou com tudo para ser o pior da minha vida. Eu estava recém-formado, sozinho e acabava de voltar de uma viagem de 2 meses pela Espanha e pela Europa, a qual aproveitei para &lt;s&gt;beber a vida&lt;/s&gt; estudar muito. Daí... e-mail pra cá, e-mail pra lá, e eu tinha um emprego. Conversinha aqui, conversinha ali, e eu e a Marina estávamos juntos de novo. A Espanha? Bom, a Espanha foi campeã mundial de futebol e alvo de muita saudade. Mas ela continua lá, um dia eu volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010 foi um ano em que eu trabalhei. Muito. Pra caralho, aliás. Foram noites e noites acordado. Semanas com 2 horas de sono por dia, café, café, café, em doses assustadoras. E assim, com tanto trabalho e alguns happy hours, duas coisas aconteceram: 1) parei de blogar (mas voltarei, e esse post é prova disso), não de escrever, mas de &lt;i&gt;blogar&lt;/i&gt;, vocês sabem a diferença; e 2) não vi o ano passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novembro chegou e quando eu vi era dia de encontro com os amigos do #ChampClub - de cujo amigo secreto eu fiz questão de fugir, reafirmando minha posição de chato do grupo -, meu irmão estava grávido e se mudando - yeah, tio Bazz -, e o Paul McCartney estava na minha frente me fazendo chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então é dezembro. Dezembro de 2010, um puta ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;____________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Post inicial do #MemedasAntigas, ideia muito boa do Max. Info sobre o meme no &lt;a href="http://pequenoinventario.blogspot.com/2010/11/meme-das-antigas.html"&gt;blog dele – um dos melhores de todos&lt;/a&gt;. E &lt;a href="http://pequenoinventario.blogspot.com/2010/12/memedasantigas-0112-perai-2010-ta.html"&gt;nesse post&lt;/a&gt; rola uma listinha de quem tá participando. Bora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até amanhã! ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3961915543422026551?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3961915543422026551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3961915543422026551&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3961915543422026551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3961915543422026551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/12/0112-perai-2010-ta-acabando.html' title='Dia 01/12 – Peraí... 2010 tá acabando?'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TPbH9_SHwUI/AAAAAAAAAbw/j7Abfzl5O8k/s72-c/meme_das_antigas-vertical.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8507023458811747410</id><published>2010-11-30T15:33:00.001-02:00</published><updated>2010-11-30T15:36:14.672-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O Escritor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A discussão começava na parte externa da cafeteria/bar na Avenida Paulista e se estendia até a parte de dentro do local, próximo ao caixa. Um rapaz, usando jeans, camiseta regata e mochila nas costas, acompanhado por duas garotas de jaleco branco, discutia com os garçons o valor consumido pelos três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é possível ter dado isso tudo!", disse, nervoso, exibindo o fortíssimo sotaque carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É o que está na comanda", respondeu um dos garçons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas isso a gente não pediu!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tem coisa aqui de outra mesa", acrescentou uma das moças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso é de quando vocês chegaram e sentaram naquela mesa lá”, explicou o garçom, apontando um canto do bar, agora ocupado por um grupo de amigas mal vestidas que viravam shots de tequila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós nunca sentamos naquela mesa! Nós não sentamos em nenhuma outra!”, o garoto ergueu a voz, mostrando que a controvérsia ainda estava longe de acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio disso tudo, o responsável pelo caixa – gerente? proprietário? – reparou que um rapaz baixinho, de óculos e uns 30 anos observava a cena com muita atenção, fazendo até algumas anotações em um caderninho de capa preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso e ao mesmo tempo preocupado com o conteúdo do caderno, tentou saber do que se tratava. “Posso ajudar?”, perguntou, educado, tendo que repetir a pergunta para ser ouvido pelo moço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hã? Ah...”, o jovem respondeu, tentando não perder nenhum detalhe do embate entre garçons e clientes. "Não, não, só estou olhando mesmo. Pedi uma cerveja, mas ainda não veio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Desculpe senhor, mas é que nós estamos com um probleminha aqui, por isso-"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sim, sem problemas”, interrompeu, “é que eu sou escritor, então vou assistir aqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante a capacidade que as pessoas têm de dar escândalo em público, sabendo que todos em volta estão ouvindo, mas só se incomodarem quando alguém assume que está dando atenção voluntariamente à situação. Isso porque os três cariocas, ao ouvirem o que disse o escritor, esqueceram totalmente o valor da conta e se concentraram no rapaz que já bebia sua cerveja, com a caneta em mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como assim olhando?”, perguntou uma das moças, mais irritada do que estava por pagar o dobro do que acreditava que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olhando, observando. Prestando atenção. Essa discussão de vocês me pareceu interessante e eu achei que podia-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu não pode nada!", interrompeu o moço de mochila nas costas, aproximando-se do escritor, quase agredindo-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...achei que podia usar a situação em algum texto", concluiu o escritor, sem se alterar, ao mesmo tempo em que rabiscava algo no caderninho. “Aliás, vocês duas podiam me explicar: por que o jaleco? É sábado à noite, vocês não devem ter saído do trabalho, e estão com crachás... é de um congresso?”, apertou os olhos para tentar ler, precisava trocar os óculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, mas isso não é da sua conta", respondeu uma das moças, enquanto pensava que o escritor estava mesmo certo. Podiam ter tirado o jaleco e o crachá, obrigatórios no congresso de medicina de que participavam, quando chegaram ao bar. Será algo no ar paulista que as fazia esquecer de separar diversão e trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É sim, moça", explicou, calmo. “Sendo escritor, eu tenho o direito de observar de perto qualquer situação que possa ser literariamente interessante para mim. Não posso divulgar nenhum dado pessoal de vocês; se citar nomes, eles devem ser fictícios. As descrições físicas, porém, podem ser idênticas a vocês, porque isso não seria suficiente para identificá-los.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não só os cariocas, mas também os garçons e o homem do caixa do estabelecimento ouviam, num misto de curiosidade, descrença e incômodo, o que o rapaz do caderno lhes dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso é um absurdo!”, uma das moças gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é, não. Na verdade, isso tudo está na legislação. Como membro da Associação de Escritores eu tenho o direito de parar, olhar e fazer anotações sobre qualquer coisa que me interesse em locais públicos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Espera, associação?”, perguntou o gerente do bar, entre todos ali o mais interessado no trabalho do escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, tenho até carteirinha”, e o escritor tirou da carteira um documento, tomando cuidado para cobrir com o dedão a foto 3x4, com o logotipo da associação, número de inscrição, entre outras coisas. “Agora, vocês podiam, por favor, voltar à discussão sobre a conta? É que eu preciso ir embora logo, porque o metrô fecha.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ninguém vai voltar a falar de conta nenhuma não”, o rapaz de regata voltava à conversa, falando cada vez mais alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, mas vai sim”, respondeu o gerente, “eu tenho mais clientes para atender e não posso mais perder tempo com vocês não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor bebeu um grande gole de sua cerveja que havia chegado, o gerente conferiu novamente as comandas, os garçons defenderam a posição de que não haviam errado e os clientes continuaram falando cada vez mais alto e garantindo que não iam pagar. Tudo isso alternado com brigas, perguntas e esticadas de pescoço cada vez que o escritor colocava a caneta no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês estão perdendo o foco”, pedia, olhando nervosamente o relógio e vendo que precisava logo de um final para seu possível relato. “Estão repetindo a mesma coisa, não vão chegar a lugar nenhum assim. Posso fazer uma sugestão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não!”, responderam os três clientes ao mesmo tempo, enquanto um dos garçons quase caía no riso e o gerente, sem poder fazer nada, pedia desculpas e explicava que seria mesmo um pouco demais, que provavelmente isso ia contra as diretrizes da associação da qual o escritor fazia parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor não podia aceitar aquilo. Queria um final, precisou pensar rápido. “Sério, eu posso ajudar”, insistiu, “sei reconhecer caligrafias, posso ver quais pedidos foram anotados por quais garçons, a gente pode também conferir o horário das comandas. Aliás, falando em comanda, quanto deu a minha, por favor?”, perguntou, aproveitando para pagar sua própria conta – no valor correto – já tendo em mente o que faria em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gerente recebeu seu dinheiro, sem troco, e analisou a proposta do escritor. “A gente não está conseguindo resolver nada, se ele pode mesmo ajudar, acho que tudo bem tentarmos, né?”, propôs aos clientes, que concordaram, enquanto os garçons começavam a se perguntar se teriam cometido algum erro e se, nesse caso, seriam pegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto bebia os últimos goles de cerveja, o escritor recebeu as comandas das mãos do gerente. Olhou algumas, disfarçando, abriu um sorriso e rapidamente rasgou-as, jogando os papéis picados para o alto enquanto saía correndo do bar para chegar às catracas a tempo de pegar o último trem. Finalmente tinha um final para sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8507023458811747410?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8507023458811747410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8507023458811747410&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8507023458811747410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8507023458811747410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/11/o-escritor.html' title='O Escritor'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-6650793668617467189</id><published>2010-11-23T22:01:00.003-02:00</published><updated>2010-11-23T22:11:20.840-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Go Tyler Go'/><title type='text'>Eu não ousaria...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;…escrever sobre o show de Paul McCartney. Infelizmente não tenho as palavras e a sintaxe necessárias; não tive, também, no momento do show, a capacidade de observação exigida, pois na maior parte do tempo estive pasmo, sem ação, e quando conseguia me mover, era para enxugar as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Além disso, seria difícil para mim fazer vocês sentirem algo lendo sobre o show. O que era para ser sentido foi sentido lá, em volta daquele palco, nas três horas – eternas e ao mesmo tempo curtas demais – que o show durou. Seria perda de tempo tentar explicar a sensação a quem não estava lá, e desnecessário a quem estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não saberia descrever o que sentiu o garoto de cabelos compridos que se livrou da vergonha e sem se preocupar com o que diriam seus amigos dançou Rockshow. Nem o que se passava na cabeça da menina que atravessou o país achando que o único lugar solitário era a lua. Faltariam expressões e figuras de linguagem para explicar o que sentiu o casal que decretou, durante All My Loving, que estavam casados – depois que ele usou essa música para dizer a ela que escreveria todos os dias durante certa viagem – e a explosão que foi o coração da garota que nunca foi tão feliz na vida quanto ao ouvir uma música sobre uma longa estrada sendo tocada a poucos metros de seu rosto já cheio de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lágrimas, muitas, todas. Avôs e netos chorando juntos por Blackbird, enquanto se perguntavam de onde as pessoas sozinhas vêm. Alguém estava mesmo sozinho ali? A amizade emocionante das homenagens feitas por Paul a seus amigos, e a possibilidade de sentir que ele, Paul, era nosso amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era, e é. De longa data, desde sempre. Sentado no quarto, dividindo cervejas, cigarros e dúvidas, resolvendo problemas ou afogando mágoas. Falando sobre um dia na vida, e sussurrando palavras sábias: vamos viver e deixar morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada coisa ali sentida foi pessoal, íntima, única, e por isso eu não seria invasivo a ponto de tentar descrever. Meu negócio é falar de coisas mais gerais, que todos sentem, e por isso eu poderia escrever – acho que já escrevi – sobre o show de domingo à noite. Porque as sensações eram únicas e pessoais, mas também eram multiplicadas por setenta mil. E se arte é fazer as pessoas sentirem, os grandes artistas são aqueles que conseguem fazer cada pessoa sentir algo diferente, e todas as pessoas sentirem a mesma coisa, ao mesmo tempo. E ninguém – muito menos eu – precisa dizer que Paul McCartney é um dos maiores artistas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TOxW9sz06HI/AAAAAAAAAbo/dTPiQl9cb5Y/s1600/paul%2521.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 176px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TOxW9sz06HI/AAAAAAAAAbo/dTPiQl9cb5Y/s200/paul%2521.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542900859386783858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thank you, Sir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(foto: &lt;a href="http://g1.globo.com/pop-arte/fotos/2010/11/paul-mccartney-em-sao-paulo.html"&gt;G1&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-6650793668617467189?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/6650793668617467189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=6650793668617467189&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6650793668617467189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/6650793668617467189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/11/eu-nao-ousaria.html' title='Eu não ousaria...'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TOxW9sz06HI/AAAAAAAAAbo/dTPiQl9cb5Y/s72-c/paul%2521.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4564590971345956320</id><published>2010-11-09T19:14:00.001-02:00</published><updated>2010-11-09T19:20:49.336-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Narcisos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passou boa parte da tarde ali, encarando o vaso com o buquê de flores que havia recebido do namorado algumas horas antes, sem motivo aparente. Não era aniversário, nem dela, nem do relacionamento. Não se lembrava de nada que pudesse ter acontecido que merecesse comemoração, e obviamente não podia ser uma demonstração gratuita de carinho. Não aguentou mais, ligou para as duas melhores amigas e foram para uma cafeteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se davam muito bem entre si, as duas, mas faziam o esforço de se encontrarem algumas vezes pela amiga. E em uma situação dessas - flores sem explicação - até viajariam juntas. Era necessário. Quais eram, afinal, os motivos que levaram ao misterioso envio de flores em uma ordinária tarde de terça-feira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É traição do filho da puta!", decretou uma das amigas, que chegou a traçar planos para terminar o  namoro da amiga e ficar com o cara, mas desistiu ao conhecer um moço rico, meio inseguro, que babava por ela. Continuou: "Ou traiu, ou mentiu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a ficar desesperada, por que ele a trairia? Não podia ser sexo, pois ela tinha certeza que era muito boa em tudo nesse ramo. Nos outros aspectos tudo ia bem também. Se gostavam, tinham preferências parecidas, tudo levava a crer que em breve morariam juntos, depois casariam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra amiga, após beber de um gole só uma xícara de café, tentou acalmar. "Ele vai te pedir em casamento!", ideia totalmente rejeitada pela primeira amiga. Eram assim mesmo, como a anjinha e a diabinha que surgem sobre cada um dos ombros em momentos de dúvida. "Só pode ser! Vocês se amam, são ótimos juntos, e ele é um cara legal, tenho certeza que vai pedir você em casamento quando chegar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amiga mal teve tempo de terminar a frase, pois o namorado ligou no celular, marcando um jantar para aquela noite, em um ótimo restaurante próximo à casa dela. Ele já esperava quando ela chegou, um pouco atrasada, se sentindo esperançosa e ao mesmo tempo com medo. Sorriu ao sentar, fez o pedido e o ouviu dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu... conheci outra pessoa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não podia acreditar. Traição? Não, ele explicou. Não havia acontecido nada, mas obviamente iria acontecer e ele quis ser sincero e honesto com ela, porque ela merecia, era uma ótima pessoa, ótima namorada... só que as coisas não são sempre do jeito que queremos. Ouviu, com calma, toda a explicação, e quando se levantava para ir embora, sem derramar nenhuma lágrima, mas com o estômago parecendo um tornado, resolveu perguntar o porquê das flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu me dei conta que nunca tinha te dado flores, e eu sei que você gosta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4564590971345956320?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4564590971345956320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4564590971345956320&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4564590971345956320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4564590971345956320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/11/narcisos.html' title='Narcisos'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3602886486534497749</id><published>2010-10-26T14:18:00.001-02:00</published><updated>2010-10-26T14:18:43.071-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Coletivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desceu as escadas rolantes do metrô enquanto colocava os fones no ouvido e ligava alguma música no celular, ficando ao lado direito para não atrapalhar nem atrasar ninguém. Naquela estação, naquele horário, sempre desciam muitas pessoas e subiam poucas, ainda assim, ninguém cogitava descer pelas escadas comuns, estáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou o bilhete do bolso e passou pela catraca, sempre acelerado, e enquanto descia até a plataforma começou a reparar nas pessoas que faziam o mesmo trajeto. Não havia indivíduos, as mãos passavam umas após a outra pelo corrimão, as pernas todas no mesmo ritmo, na mesma direção. As mesmas roupas, os mesmos jornais. Lembrou-se de algo que tinha lido, na faculdade, que comparava as pessoas nas grandes cidades às ovelhas de um rebanho. O trem chegou e todos entraram. Não estava lotado, mas havia espaço suficiente para movimento e respiração. Encontrou um canto e encostou-se com aquele pensamento na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou os olhos pelo vagão e sentiu o estômago trovoar. Não! Errado! Essas pessoas não eram parte de rebanho nenhum! Esses olhos, essas mãos... elas tinham histórias, sentimentos, vidas privadas e desejos próprios. Olhou para um lado e viu o jovem que escancarava no rosto a ansiedade da primeira entrevista de emprego; olhou para o outro lado e viu o casal apaixonado, que fazia questão de viajar de mãos dadas, mesmo sendo maior o risco de caírem. Trabalhadores, mães, amigos, sonhadores, pessoas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu uma onda percorrer-lhe o corpo e não resistiu. Encheu os pulmões e anunciou, junto com um grande sorriso: "Vocês... nós! Nós não somos ovelhas, não somos um rebanho! Nós somos pessoas e temos vidas, temos vontades! Não seguimos uns aos outros, vamos por conta própria! Parabéns, e viva!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos o olhavam e alguns já começavam a se irritar quando o trem chegou a uma estação e as pessoas começaram a descer sem ao menos olhar para aquele homem que via tanto nelas. Sentiu alguma decepção, abaixou a cabeça, cansado, mas precisou sair correndo, pois era ali que descia e o trem já apitava, anunciando a partida. Não podia chegar atrasado ao escritório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas decidiu: nunca compraria um carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3602886486534497749?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3602886486534497749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3602886486534497749&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3602886486534497749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3602886486534497749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/10/coletivo.html' title='Coletivo'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3317283837027400118</id><published>2010-10-18T19:04:00.001-02:00</published><updated>2010-10-18T19:06:14.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>A Amiga da Rainha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na casa da vó, filhos, noras e netos enrolavam até a hora do almoço. Enquanto todos se arrumavam, alguém resolveu brincar com a vó:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos lá almoçar? A gente tem uma convidada especial."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem", a vó perguntou, curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma conhecida sua."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, é? Quem? A rainha da Inglaterra?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se entreolharam. A vó é velha, mas não é louca; pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como assim, vó?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês não sabiam que eu conheci a rainha da Inglaterra quando era mocinha?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos nós ouvimos que um dia, quando a vó tinha lá seus 17 anos e trabalhava na fábrica têxtil d'Os Ingleses, o chefe da seção em que trabalhava a chamou, junto com mais duas moças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como eu era uma das mais bonitas", a vó explicou, orgulhosa, "eles me chamaram pra tirar uma fotografia." Arrumada, maquiada, toda bonita e elegante, ficou um pouco espantada, no início, com a pompa que antecedia a visitante. No entanto, logo tudo se explicou: quem visitava a fábrica era ninguém menos que vossa majestade, a rainha da Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cumprimentou as moças operárias, tirou a fotografia que mostrava o progresso da indústria inglesa no Brasil e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vó terminou a história e, enquanto uns não sabiam o que dizer e outros faziam comentários espantados, já emendou um comentário sobre a chamada da novela das 6 que passava na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto talvez ainda exista em algum arquivo do passado. A história, que a vó já contou algumas vezes, agora está documentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz, o neto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3317283837027400118?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3317283837027400118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3317283837027400118&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3317283837027400118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3317283837027400118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/10/amiga-da-rainha.html' title='A Amiga da Rainha'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7497063902917979154</id><published>2010-09-20T17:20:00.005-03:00</published><updated>2010-09-20T17:29:32.784-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O Artista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando as lojas começavam a abrir e as pessoas enchiam as ruas, ele já estava pronto. Seu dia começava antes das 5 da manhã, quando ia até o mercado portuário trabalhar na venda de peixe. Depois, tomava um rápido banho e ia até a avenida dos turistas. Ali se fantasiava, subia na caixa, com um pequeno pote à sua frente, para as moedas, e passava o dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Apesar da grande concorrência - estátuas, reis, sereias -, fazia sucesso. Turistas de todo o mundo lhe deixavam um ou dois níqueis em troca de uma foto e uma curta performance, que ele repetia por horas sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes se cansava, perdia a paciência, mal suportava as dores. Continuava apenas porque a lembrança da esposa em casa, dos filhos correndo pelo quintal, dos pais, aposentados em um país pobre, lhe dava a força necessária para continuar. Respirava fundo, grunhia e fazia outra pose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim da noite, quando o movimento já era quase nenhum, tirava a monstruosa fantasia e ia para a casa. Chegava sempre exausto, após algumas baldeações, as crianças há muito dormiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando olhava para elas, crescidas sem que ele percebesse, se sentia, dentro de sua própria casa, um verdadeiro alienígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJfDzL_Cv7I/AAAAAAAAAbY/HQkJMbsdKwg/s1600/DSC08140.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJfDzL_Cv7I/AAAAAAAAAbY/HQkJMbsdKwg/s320/DSC08140.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519095152523788210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7497063902917979154?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7497063902917979154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7497063902917979154&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7497063902917979154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7497063902917979154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/09/o-artista.html' title='O Artista'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJfDzL_Cv7I/AAAAAAAAAbY/HQkJMbsdKwg/s72-c/DSC08140.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-2451321170091447231</id><published>2010-09-17T13:16:00.009-03:00</published><updated>2011-07-03T19:34:52.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Go Tyler Go'/><title type='text'>15 discos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vira e mexe me dá vontade de falar de música aqui no blog, um texto sobre, uma série de posts, qualquer coisa. Mas nunca realmente fiz nada. Primeiro porque queria fazer algo diferente, segundo porque é difícil escrever sobre música sem soar chato. Eu, pelo menos, não sei se consigo não. Agora, porém, me apareceu uma boa desculpa/oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://twitter.com/ThomazFrias"&gt;Thomaz&lt;/a&gt; me indicou pelo Facebook uma paradinha chamada “15 discos em 15 minutos”. É isso mesmo, você lista 15 discos que lembrar em 15 minutos. Resolvi fazer a lista aqui no blog porque, bem, eu tenho um blog, e vira e mexe me dá vontade de falar de música aqui. Quem também me indicou isso dos 15 discos foi a &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://twitter.com/marinadeak"&gt;Deak&lt;/a&gt;, &lt;s&gt;essa linda&lt;/s&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz minha lista e resolvi falar uma linha ou outra sobre cada disco, afinal, na minha opinião, eu tenho o melhor gosto musical do mundo e todos vocês deveriam ouvir o que eu ouço. A lista – que pode ser outra daqui a duas semanas – não está em ordem de importância pra mim, nem de preferência. Tentei começar com os clássicos ultraconhecidos e fechar com umas coisas mais minhas (ainda assim, tudo bem longe do underground). Divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJOVpAsPQpI/AAAAAAAAAa4/LIPhXxGa7gE/s1600/Hellacopters-promo-MJ-0693.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 156px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJOVpAsPQpI/AAAAAAAAAa4/LIPhXxGa7gE/s200/Hellacopters-promo-MJ-0693.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517918500251714194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Hellacopters!&lt;br /&gt;(à esquerda, Nick Andersson e seu chapéu legal; à direita, Robert Dahlqvist)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Bob Dylan - Bob Dylan's Greatest Hits&lt;/b&gt; –– Não preciso falar muito, né? Em 67, Deus já tinha ali sua meia dúzia de discos lançados, com tanta, mas tanta música boa, que poderia ter lançado uma coletânea tripla. Esse tem 10 faixas, fica &lt;i&gt;muit&lt;/i&gt;&lt;i&gt;a&lt;/i&gt; coisa de fora, mas quebra o galho legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Rolling Stones – Forty Licks&lt;/b&gt; –– Algumas bandas passam a vida tentando fazer uma música de sucesso, uma realmente boa. Os Rolling Stones têm 40 dessas só nesse disco. Chupemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Led Zeppelin – Untitled (IV)&lt;/b&gt; –– Black Dog, John Paul Jones, Rock and Roll, The Battle of Evermore, Jimmy Page, Stairway to Heaven, Misty Mountain Hop, Robert Plant, Four Sticks, Going to California, When the Levee Breaks, John Bonham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Guns N’ Roses – Appetite for Destructio&lt;/b&gt;&lt;b&gt;n&lt;/b&gt; –– “Guns? O Axl tá gordo e acabado, e antes disso usava aqueles shortinhos de veado. Mó bosta essa banda.” – Se você é das pessoas que dizem qualquer coisa parecida com isso, vá tomar no seu cu. O Guns foi a última banda monstruosa que surgiu no mundo. Sabia como poucas misturar marketing e, principalmente, músicas absurdamente boas. O Appetite mudou a vida de muita gente, incluindo a minha, e é fácil um dos melhores discos já feitos na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pearl Jam - Ten&lt;/b&gt; –– Enquanto o Nirvana se preocupava em aparecer e fazer caretas, o Pearl Jam se preocupava em tocar, e em fazer músicas muito, muito boas. De longe a melhor banda dos grunges, e uma das melhores do mundo. (&lt;i&gt;Antes de ser Pearl Jam, o Pearl Jam foi Temple of the Dog. Ouçam o disco dessa banda, por favor!)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Black Crowes - Lions&lt;/b&gt; –– Sério. Eles são bons demais. Devem ter nascido de alguma orgia do Led Zeppelin no começo dos anos 70. Sério. Se você acha que o bom rock ‘n’ roll não existe mais, que cabelo comprido e alguma psicodelia são coisas que deixaram de existir a décadas, ouça esse disco, de 2001. Se ainda tiver essas opiniões depois, eu desisto de você. Sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Forgotten Boys – Stand by the D.A.N.C.E.&lt;/b&gt; –– Um disco do caralho feito no Brasil. Os Forgotten Boys nunca vão gravar algo tão bom de novo. Nesse disco eles tentaram fazer músicas em português pela primeira vez – é um pouco estranho, verdade, mas as em português do disco seguinte (Louva-a-deus) são nível SbtD de qualidade. Um dos melhores discos pra dançar sozinho em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJOV49yCA1I/AAAAAAAAAbI/28MEHfa-Qk4/s1600/russian-red-guitarra-blanca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 131px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJOV49yCA1I/AAAAAAAAAbI/28MEHfa-Qk4/s200/russian-red-guitarra-blanca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517918774348612434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Russian Red&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Backyard Babies – Stockholm Syndrome&lt;/b&gt; –– Minha banda favorita. Meu disco favorito deles. Porrada atrás de porrada, cheio de música boa – pra beber, pra bater cabeça, pra cantar junto, pra qualquer coisa. Suecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Hellacopters – Head Off&lt;/b&gt; –– O Hellacopters acabou em 2008. Filhos da puta. Entram no meu top 10 de melhores bandas do mundo, sem brincadeira. Fizeram dois ou três tipos diferentes de rock ‘n’ roll, sempre com uma qualidade absurda. É disco fodido atrás de disco fodido, tocavam bem demais! Tão bem que as outras bandas deles são boas demais também (pesquisem). Antes de acabar, resolveram lançar esse disco de covers, bandas que, segundo eles, “todo mundo deveria conhecer”. É sensacional. Demais. Não dá pra explicar. Suecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Thunder Express – Republic Disgrace&lt;/b&gt; –– Thunder Express é a banda do Robert Dahlqvist, ex-guitarrista do Hellacopters. Puta banda! Tem dois discos ótimos, difícil parar de ouvir. Existe “outra banda”, chamada Dundertåget, que é essa banda, tocando algumas das mesmas músicas, mas em sueco. Eu acho bem legal. Sim, suecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Imperial State Electric – Imperial State Electric&lt;/b&gt; –– Suecos, suecos, suecos. O Nick Andersson, cantor do Hellacopters – que tocava bateria no Entombed e toca no The Solution) – montou essa banda e gravou o melhor disco de 2010. Garanto. Não dá pra parar de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Russian Red – I Love Your Glasses&lt;/b&gt; –– Ela é espanhola, canta em inglês, é linda, canta bem, tem músicas ótimas e fecha o disco com uma versão toda dela de Girls Just Wanna Have Fun. No youtube rola um vídeo dela cantando Let it Be dos Beatles, e olha... a menina é boa, viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Wave Pictures – Puncture My Pride&lt;/b&gt; –– É um trio inglês um pouco diferente das outras coisas que ouço normalmente. Conheci sem querer – a moça que trabalhava no bar do barco-hostel em que me hospedei em Estocolmo não parava de ouvir. É tão, tão, tão bom, que j&lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2010/01/uma-sindrome-em-estocolmo.html"&gt;á serviu de pano de fundo pra declaração de amor por aqui&lt;/a&gt;. A discografia deles é meio confusa pra mim, achei esse disco em algum lugar e indico porque tem boa parte das músicas que eu mais gosto deles. (Eles têm um disco de covers do Bruce Springsteen que é bom demais.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Danko Jones – Below the Belt&lt;/b&gt; –– Power trio canadense. Power! Banda doente de boa, com músicas e discos sensacionais. Esse foi lançado em 2010 e eu já ouvi milhões de vezes. Muito do caralho mesmo. Vale a pena ver o clipe de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6F8guNGt-IU&amp;amp;ob=av2e"&gt;Full of Regret&lt;/a&gt;, com participação do Lemmy, do Motorhead, e do Elijah Wood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJOV0G3Y8SI/AAAAAAAAAbA/sBj38f3w8Es/s1600/The%2BSoundtrack%2Bof%2BOur%2BLives.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 164px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJOV0G3Y8SI/AAAAAAAAAbA/sBj38f3w8Es/s200/The%2BSoundtrack%2Bof%2BOur%2BLives.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517918690887659810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Soundtrack of Our Lives&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(um dos melhores nomes de bandas da história)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;The Soundtrack of Our Lives – Behind the Music&lt;/b&gt; –– Eles são da Suécia e por muitos anos eu conheci só de nome. Ouvi pela primeira vez quando estava na Espanha e não parei mais. A banda é maravilhosa, a discografia toda é boa, o vocalista é gordo. Esse disco é fantástico, cheio de músicas ótimas, com uma puta cara de anos 70 que é praticamente garantia de qualidade. Como sempre viajava ouvindo ele, pra mim tem cheiro de aeroporto, de avião, de viagem. Dá até saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;* Bonus track (pessoal mais experiente, vale isso em listas, não vale?):&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cardigans – Super Extra Gravity&lt;/b&gt; Banda super gostosa de ouvir, principalmente pela voz da linda, linda, linda Nina Persson. Com certeza todo mundo conhece Lovefool e My Favourite Game. Nenhuma das duas está nesse disco, mas tem tanta coisa boa nele que duvido que elas façam falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-2451321170091447231?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/2451321170091447231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=2451321170091447231&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/2451321170091447231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/2451321170091447231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/09/15-discos.html' title='15 discos.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/TJOVpAsPQpI/AAAAAAAAAa4/LIPhXxGa7gE/s72-c/Hellacopters-promo-MJ-0693.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5187648611438134828</id><published>2010-09-12T23:10:00.001-03:00</published><updated>2010-09-12T23:11:55.119-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Na Beira do Lago</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na beira do lago, foi concebida. Apaixonados, tomados pelo desejo, seus pais escaparam do baile da festa de São José, deram a volta até a outra margem e se amaram, rodeados de vagalumes e do cheiro de terra, sob a lua rodeada de estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na beira do lago, nasceu. Durante a semana que antecede o ano novo, na fazenda de um dos tios de seu pai, que teve que fazer o parto, pois a filha resolveu que nasceria durante um tranquilo passeio no fim da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na beira do lago, cresceu. Ficava quase no quintal de sua casa, na pequena cidade escolhida por seu pai. Passava as tardes ali, nadando, brincando de caçar peixes, de encontrar animais nas nuvens, fosse sozinha, com o irmão mais novo ou com as amigas. Adorava a água, era seu lugar favorito, sua brincadeira mais legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na beira do lago, se apaixonou. Visitava os avós, na mesma festa de São José em que fora concebida - história que nunca chegou a ouvir -, passeava com as primas em volta do lago, comendo pipoca e algodão doce, andando na direção contrária à dos rapazes, quando seus olhos se cruzaram com os de um moço dali. Risinhos, comentários com as primas, mais e mais visitas aos avós, acabaram noivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na beira do lago, se casou. O noivo, descobriu depois, já apaixonada, era filho do maior fazendeiro da região, que fez questão que o casamento acontecesse em sua propriedade, e totalmente às suas custas. Foi uma festa linda e enorme, com toda a vila convidada, muita comida, muita bebida, e um baile que só terminou com o sol, lembrado até hoje pelos casais dançarinos. Casada, foi para São Paulo com o marido, que cuidava dos negócios do pai na cidade. Prosperaram, compraram indústrias, tiveram filhos e foram tão felizes quanto poderiam ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na beira do lago, poderia ter morrido. Seria interessante, pelo menos para a estrutura desta minibiografia. Mas não. Morreu de velhice, em sua cama quentinha, rodeada de filhos, netos e bisnetos em seu quarto num apartamentos nos Jardins. Os lagos... desde o casamento, nunca mais esteve na beira de um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5187648611438134828?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5187648611438134828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5187648611438134828&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5187648611438134828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5187648611438134828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/09/na-beira-do-lago.html' title='Na Beira do Lago'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8720122928786449179</id><published>2010-08-18T16:24:00.001-03:00</published><updated>2010-08-18T16:26:04.347-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Ltda.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria subiu de elevador até o terceiro andar do prédio. Em um dia normal, iria pelas escadas, tinha tempo de sobra e era uma das poucas coisas parecidas com exercício físico que ainda conseguia fazer. Porém, naquela dia, como seus sapatos novos apertavam os pés e a ansiedade para a entrevista de emprego a deixava no limite da transpiração, preferiu não arriscar e chegar da forma como havia saído de casa, arrumada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou pela porta da empresa e se aproximou lentamente do balcão de recepção, vazio, olhando para os lados e vendo que não havia ninguém na sala para ajudá-la. Apoiou-se, ainda pensando no que fazer, quando ouviu alguém dizer “bom dia”. Assustou-se, a princípio, e logo depois viu que quem a havia cumprimentado era a recepcionista, sentada atrás do balcão, no chão. “Posso ajudar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu...”, ela hesitou, não sabendo se devia esperar a moça se levantar. “Eu vim para uma entrevista de emprego.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah!”, a recepcionista levantou-se num pulo, com um sorriso, “a menina nova. Vem comigo”, começou a cruzar, descalça, o escritório, “que eles não puderam te esperar e já começaram a reunião.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, moça, eu vim para uma entrevista, não uma reunião”, Maria tentava explicar, inutilmente, enquanto acelerava o passo através do escritório. A recepcionista se aproximou da sala de reuniões, abriu a porta rapidamente, sem bater, sentou-se no chão, sorriu e anunciou: “A menina nova chegou”, virou para Maria, apontando um lugar na mesa que ela com certeza não conseguia ver dali do chão, “Aquela é sua cadeira, pode sentar e fique à vontade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina, totalmente perdida e nervosa, foi até a cadeira designada, enquanto ouvia o homem em pé na ponta da mesa falar uma língua incompreensível para ela. Sentou-se, viu à sua frente um bloco de folhas de papel em branco e uma caneta de tinta preta. Olhou para o rapaz sentado a seu lado, ele fazia rabiscos irregulares no papel, do tipo que as pessoas fazem quando falam ao telefone ou... participam de uma reunião. Ela pegou sua caneta e ameaçou fazer o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não faria isso”, quem disse foi o rapaz, sorrindo quando ela o olhou, assustada. “Prazer”, ele estendeu a mão, que ela apertou, “Gerente do Departamento de Rabiscos. Você é a menina nova, né?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não! Eu vim para uma entrevista, não sou a menina nova. Quero ser, eu acho, mas não sei o que estou fazendo aqui nessa sala ouvindo esse cara falar uma língua que eu não conheço!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Grego.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O quê?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele está literalmente falando grego.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas por quê?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sei. Ele gosta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria ficava cada vez mais confusa. Correu os olhos pela mesa de reuniões, vendo um rapaz da mesma idade que o Gerente do Departamento de Rabiscos rasgar folhas de papel e duas senhoras, com mais de quarenta anos, trocarem freneticamente as canetas entre si. Preparava-se para fazer uma pergunta quando todos se levantaram e ela, por impulso fez o mesmo. Quando todos se abraçaram, ela buscou o Gerente de Rabiscos, que era de longe a pessoa com quem mais tinha intimidade ali, mas ele abraçava o homem a seu lado. Maria então foi até o homem que falava grego, que estava sozinho, e lhe deu um abraço, friamente recebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro jovem, em cujo crachá lia-se Gerente do Departamento de Pilhas Fracas, passou por ela e avisou: hora do intervalo. Maria saiu da sala seguindo o fluxo de pessoas e entrou, como todas elas, em outra sala. Ali, todos enchiam uma bexiga de cor vermelha e a estouravam, ela fez o mesmo. Alguém anunciou o fim do intervalo e Maria, em vez de seguir todos de volta à sala de reunião, foi para o outro lado do corredor, vagando pela empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou a sala do departamento de Recursos Humanos, bateu na porta uma vez, duas, e entrou. Uma mulher bonita, de pouco mais de trinta anos e com sorriso simpático olhava fixamente para um peixe dentro de um aquário. “Posso ajudar?”, perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É... eu vim para uma-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher interrompeu Maria. “Ah, oi! Você é a menina nova, né?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria suspirou, já não tinha mais forças. “Sim, sou eu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ótimo. Me faz um favor? Leva esse documento aqui até a recepção, por favor. Eu mesma levaria, mas não posso sair porque estou esperando uma moça que vem fazer uma entrevista para a Contabilidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria pensou em retrucar, perguntando como era possível que uma empresa tivesse um Departamento de Rabiscos, um Departamento de Pilhas Fracas e, ao mesmo tempo, algo tão comum como Contabilidade, mas desistiu ao ver que as folhas de papel em sua mão eram, na verdade, seu curriculum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarou a moça do RH por alguns segundos, verificando se não aquilo não era uma dessas estranhas estratégias de entrevista utilizadas nos dias de hoje, e saiu pelo corredor em direção à recepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, antes que a recepcionista descalça pudesse se levantar, Maria tirou rapidamente os sapatos e correu para fora do escritório. Desceu as escadas em tempo recorde e saiu ofegante do prédio. Ali ela não voltava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8720122928786449179?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8720122928786449179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8720122928786449179&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8720122928786449179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8720122928786449179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/08/ltda.html' title='Ltda.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1374601189733625567</id><published>2010-08-11T16:57:00.001-03:00</published><updated>2010-08-11T17:04:09.325-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Figuração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"And the plot thickens", disse, sem tirar os olhos do celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O quê?", perguntou uma garota sentada na cadeira atrás dele, na praça de alimentação. Era muito, muito bonita, e parecia curiosa, com os olhos vivos, espertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desculpa, não era com você. Tava só pensando alto." Respondeu, sem graça, quase sem voz, se odiando por aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, mas agora eu quero saber o que foi!", disse ela, largando metade das batatas em sua mesa e sentando-se rapidamente enquanto falava na cadeira à frente dele, com o copo de refrigerante na mão esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É só uma expressão em inglês, quer dizer-"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sei o que quer dizer", ela interrompeu, "quero saber é do plot!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hmm. É que... deixa pra lá, é uma história complicada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você tem algum compromisso marcado?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Agora não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nem eu, por pelo menos uma hora. Sou toda ouvidos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele hesitou, mas queria mesmo dividir a história com alguém. "Tenho duas amigas, não, são só duas moças que trabalham comigo, na verdade, e elas gostam do mesmo cara."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Iihhh."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sei, mas calma. As duas já tiveram algo com ele, coisa passageira, e ele não liga pra nenhuma das duas, mas vai enrolando, pra ter quem pegar de vez em quando, sabe?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sei. Típico. Quem é o cara?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mentira!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É. Desculpa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que você achou que eu ia acreditar?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sei lá, não é sempre que uma menina linda com quem eu nunca falei senta na minha mesa e puxa papo. Queria impressionar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ia me impressionar mesmo se fosse você, mas não de um jeito bom. Você é bem bonito também, viu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, obrigado", ele sorriu, tímido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E aí?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O plot!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah! Então, nas últimas semanas ele tinha saído algumas vezes com uma delas, e só, mas ela contou para a outra, que disse que tinha saído com ele também, o que era mentira. A primeira tentou tirar satisfação, mas ele enrolou e não deu em nada..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Óbvio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim. E mais da metade disso tudo pela internet."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quase óbvio, hoje em dia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aí, hoje... aparece que ele está namorando!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Caralho! Vai ficar muito boa essa história!”, sua voz tinha perdido o interesse do começo da conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vai... não vejo a hora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Falando nisso, que horas são?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Humm, duas e meia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já estava em pé antes que ele acabasse de falar. "Preciso ir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como assim?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu preciso ir, ué."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, espera. Vamos tomar um café? Você nem me disse seu nome, e-"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vai rolar. Essas duas aí já tomam muito do seu tempo, não ia sobrar nada pra mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas, mas...", não encontrou as palavras para argumentar, enquanto ela se afastava, deixando o copo cair em um cesto de lixo antes de descer as escadas, uma cena que ele jamais esqueceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase apaixonado, suspirou, olhou em volta, desligou o celular. "Melhor voltar para o escritório", pensou, "que hoje a tarde vai ser divertida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1374601189733625567?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1374601189733625567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1374601189733625567&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1374601189733625567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1374601189733625567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/08/figuracao.html' title='Figuração'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7827169494957025836</id><published>2010-08-03T12:44:00.003-03:00</published><updated>2010-08-03T12:48:59.749-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Perspectiva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;direito, esquerdo, direito, esquerdo, direito, esquerdo, dir- esquerdo esquerdo esquerdo esquerdo. diree- esquerdo. direeeei- esquerdo. direeeeeeit- esquerdo. esquerdo... .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Acontece que eu entrei apressado na sala e pisei em uma tachinha. Cheguei a pular de dor! Tentei pisar no chão com o pé machucado, mas não dava. Tive que me jogar no sofá.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7827169494957025836?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7827169494957025836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7827169494957025836&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7827169494957025836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7827169494957025836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/08/perspectiva.html' title='Perspectiva'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4908811385524359998</id><published>2010-07-22T14:42:00.001-03:00</published><updated>2010-07-22T14:45:16.791-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Go Tyler Go'/><title type='text'>Obituário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faleceu nesta quinta-feira, vinte e dois de julho de dois mil e dez, T.B., 23, de saudade. O fato junta-se aos falecimentos diários ocorridos nas últimas semanas em decorrência do fenômeno conhecido como "férias de julho." Espera-se ansiosamente que tal período chegue logo ao fim, para que T.B. volte a morrer, também diariamente, de amores. T. não deixa família nem propriedades, apenas um órgão vital que acelera e quase explode à qualquer referência à M.R. e alguns textos em uma página na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4908811385524359998?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4908811385524359998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4908811385524359998&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4908811385524359998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4908811385524359998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/07/obituario.html' title='Obituário'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4955412907431074229</id><published>2010-07-19T08:19:00.002-03:00</published><updated>2010-07-19T08:26:14.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Reconciliação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na terceira discussão daquela semana, já sem voz por tentar gritar sempre mais alto que a esposa, que tentava sempre gritar mais alto que ele, saiu do quarto com passos largos após vê-la cortar em pedaços sua camisa da seleção, autografada. Chegou à sala, agarrou uma garrafa de whisky e quebrou-a sem dó sobre o piano de cauda que ela tanto adorava, riscando toda a madeira preta do instrumento com o os restos do gargalo. Ela, ao ouvir aquilo, saiu do quarto num acesso de fúria, trazendo nas mãos o revólver que haviam comprado antes e nunca usado, atirou. A última coisa que ele viu antes de desmaiar foi a bala entrando em seu ombro direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois, saía do hospital. Ela havia sido presa – os vizinhos chamaram a polícia antes mesmo do tiro – quando os policiais a encontraram aos prantos sobre o marido, que sangrava. Voltou ao trabalho, ajustou o orçamento à falta da renda que ela trazia à casa, continuou a viver. A diferença, agora, é que usava sempre presa a um cordão no pescoço a bala que o atingiu. Conheceu outras mulheres, nada sério. Trocava correspondências com a esposa na prisão, mas nunca foi visitá-la. Conseguiu perdoá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela foi solta, ele a estava esperando na saída do presídio. Se beijaram, ela pediu desculpas, chorou em seus braços, prometeu que seria a melhor esposa do mundo dali em diante. Foram para a casa, ela queria fazer amor, se entregar a ele como nunca havia feito antes, dizia. Ele recusou. Disse que só à noite, após irem jantar. Deu-lhe um vestido e sapatos novos, de presente, brincos, colar, tudo. Pediu para ela se arrumar, tinha reserva em um bom restaurante. Ela começou a despir-se e ele resolveu sair, para não cair em tentação. Voltou duas horas depois e ela estava deslumbrante, tão linda como nas primeiras vezes em que saíram juntos. Jantaram, depois passearam, e finalmente voltaram para o apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então se amaram como nunca haviam feito. Tudo parecia novo, cada toque causava arrepios. Quando ele tirou a camisa, ela perguntou sobre o cordão. Ele explicou, ela se desculpou novamente. "Esquece isso. Eu uso porque não é qualquer um que sobrevive a um tiro. Lembra disso, quando ver, de como seu homem é forte." Ela o beijou com força, beijos molhados, quentes, os corpos suados. Mais, cada vez mais. E com ela sentada sobre ele, pressentiram o orgasmo, e ele colocou a bala na boca dela, que chupou, sentindo o gosto do metal. Ele tirou o cordão do pescoço, desceu lentamente a bala, molhada de saliva, pelas costas dela, que aumentou a velocidade. Introduziu a bala nela, ela gozou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, sem sair de seu ritmo, subiu lentamente as mãos pelo corpo da mulher, cintura, seios, pescoço. Apertou com força, sufocou-a. Até a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4955412907431074229?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4955412907431074229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4955412907431074229&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4955412907431074229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4955412907431074229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/07/reconciliacao.html' title='Reconciliação'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5578091709640648438</id><published>2010-07-16T23:12:00.001-03:00</published><updated>2010-07-16T23:13:31.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Engano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ligou para o ex-namorado numa tarde chuvosa de sábado, chorando, desesperada. Não sabia o que fazer. Não tinha emprego, não tinha dinheiro, praticamente não tinha mais onde morar ou morrer. Sentia saudades, queria saber se ele estava bem, sentia falta das músicas que ele ouvia. Não podia voltar para a casa da mãe, queria ter tido um pai. Iria embora, para outro país, quase outro continente. Se não desse certo, voltaria, para a capital, pelo menos, não para sua cidade. Precisava encontrar uma nova casa, um novo trabalho. E mesmo que encontrasse, continuaria perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5578091709640648438?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5578091709640648438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5578091709640648438&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5578091709640648438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5578091709640648438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/07/engano.html' title='Engano'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3814629471593890174</id><published>2010-07-09T15:57:00.001-03:00</published><updated>2010-07-09T16:04:08.570-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Discussão Relevante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Legal isso que você disse. Mas tem outra coisa que é bem importante na hora de escrever um texto e que a maioria das pessoas deixa passar despercebido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pontuação. Formatação! Mais especificamente, o jeito de marcar diálogos, sabe?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sei sim. É verdade. Tem gente por aí escrevendo sem dar a menor importância pra isso. O travessão no começo da fala muda tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como assim travessão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É! Travessão: direto, bastante marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nada a ver! Eu estava falando de aspas. Os diálogos marcados com aspas são bem melhores: além de serem elegantes, as aspas facilitam tudo. Quer inserir o narrador no meio da fala? Fecha aspas e vai! Quer colocar uma fala, pequena ou grande, no meio de um parágrafo? Abre aspas e vai!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tá viajando. O travessão é forte. Com travessão a gente tem certeza que quem fala é o personagem mesmo. Se põe aspas, dá impressão de que é citação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dá pra diferenciar bem. Além do que, usando aspas dá pra usar também aspas simples. É mais um recurso. Não tem essa limitação toda que-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que limitação?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que limitação? Sério?! Travessão, traço, hífen... ninguém nem percebe a diferença.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu desisto. Você é louco, não dá pra conversar com alguém tão fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois suspiraram, deixando a conversa morrer. O personagem que defendia as aspas, após alguns segundos, disse que toda a discussão poderia ser sem sentido, sem propósito, porque em certos momentos ninguém ia usar nem aspas nem travessão. O outro respondeu que eram casos especiais, de escritores tentando derrubar normas e estruturas, não eram? O das aspas disse que também, mas continuou, dizendo que era uma pena que dois personagens tão bons quanto eles, com tanto a dizer, cada um à sua maneira, às vezes fossem relegados ao silêncio, ou melhor, ao quase anonimato, por um narrador que simplesmente usa apenas a voz passiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3814629471593890174?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3814629471593890174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3814629471593890174&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3814629471593890174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3814629471593890174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/07/discussao-relevante.html' title='Discussão Relevante'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-9002403065459506325</id><published>2010-07-01T15:49:00.003-03:00</published><updated>2010-07-01T16:01:08.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O Capitão do Time</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se tem doze anos, o segredo para o sucesso na escola, se você for um menino, é simples: basta ser bom em futebol. A vida é muito mais fácil! Os outros meninos te admiram, te respeitam, e se importam com sua opinião sobre eles. As meninas te acham mais bonito do que você realmente é, gritam seu nome durante a educação física, e vão à loucura quando você faz um gol e corre para onde elas estão, fazendo gracinhas. Eu nunca fui bom em futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até sabia jogar. Não fugia de bola dividida -era raçudo e cabeludo, me chamavam de Caniggia-, acertava os passes, chutava... só não era bom. Não era o último a ser escolhido, mas passava longe dos primeiros. Tinha meus dias inspirados, quando fazia três, quatro, seis gols em um jogo, e tinha aqueles dias de sono em que tudo dá errado. E eu me divertia bastante jogando, duas vezes por semana, na educação física da escola. Até aquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia eu estava péssimo. Não acertava um passe, chutava mal, marcava mal, entregava a bola para os adversários. Eu quase merecia apanhar do resto do time, e ficaria no quase se, aos doze anos, eu já não fosse um filho da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem o tal cara bom em futebol no começo do texto? Existem duas possibilidades: ou ele é magro e ágil, ou é mais forte que o resto da sala. Na minha classe, tínhamos uns dois magros e ágeis, e um fortão. Por acaso, o fortão era o capitão do meu time nesse dia - não que ele tenha sido eleito capitão, o posto foi conquistado, em parte por méritos, em parte por medo do resto da galera -, e não estava nem um pouco feliz com minha performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o time ficava puto com as minhas cagadas, mas ele, por ser o que melhor jogava, começou a se achar no direito de passar dos limites, me xingando (regra entre meninos de 12 anos jogando futebol: xingar a mãe pode, &lt;i&gt;me&lt;/i&gt; xingar, não.) e tirando a bola dos meus pés cada vez que alguém tocava para mim. E minha paciência, sempre muito grande, como a de todo filho da puta, foi acabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a bola na defesa e, enquanto ele gritava impropérios em minha direção, exigindo que eu tocasse para ele, perguntei quanto estava o jogo. Estava empatado - não lembro em quanto, vamos com 3 a 3. Virei para meu goleiro e chutei. Inexplicavelmente, foi meu único chute bom naquele dia. Golaço. Contra. "4 a 3, filho da puta do caralho", eu disse para o capitão. E alguém além de mim pensou que ele acharia graça disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time todo me xingou, mas entendeu e riu também. O fortão, no entanto, veio até mim babando e gritando coisas ininteligíveis, enquanto girava a perna com toda a força que tinha - um chute. Tentei desviar, mas fui atingido, parte no osso do quadril, parte no estômago, e doeu, porra, como doeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vai jogar direito agora?", ele berrou, entre xingamentos. Eu, me contorcendo no chão, garanti que sim, enquanto falava para o resto da classe, que tinha se aproximado para apartar uma possível briga, que ficassem tranquilos, que eu tinha merecido mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida recomeçou e fiquei um tempinho meio escondido na quadra, me recuperando. Após alguns segundos, quando nosso time tinha a bola, me posicionei na defesa e esperei. Alguém tocou para mim, e não tive dúvidas: virei e marquei outro gol contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cinco a três!", gritei para o capitão, xinguei o pai dele, e fiz algo que eu fazia muito bem aos doze anos, mas que nunca me garantiu reconhecimento algum: corri feito louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-9002403065459506325?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/9002403065459506325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=9002403065459506325&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/9002403065459506325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/9002403065459506325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/07/o-capitao-do-time.html' title='O Capitão do Time'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1919601639688206304</id><published>2010-06-16T20:01:00.003-03:00</published><updated>2010-06-16T20:05:21.069-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Louis Fernán'/><title type='text'>Louis Fernán - Salamanca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;¿Dónde está la jodía rana?, pensava Louis Fernán enquanto olhava o Céu de Salamanca. Tinha visto a frase escrita em uma camiseta, numa das oito mil lojas de presentes da cidade, e sentia que ela fazia cada vez mais sentido. A rã de Salamanca, símbolo da cidade, procurada por todos; mas Lou, detetive experiente que é, decidiu encontrá-la sem nenhum tipo de pesquisa, sem perguntar nada a ninguém, apenas com seu instinto, faro apurado e habilidade de investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de sua viagem à Espanha, por motivos que agora não vêm ao caso, reservou um fim de semana em Salamanca – a busca da rã devia durar poucas horas, o resto seria um bom passeio. Chegou à rodoviária por volta das seis da tarde, sexta-feira, pegou um mapa, estudou-o por alguns segundos e guardou-o no bolso. O frio de novembro era suportável, e Lou decidiu caminhar até a Plaza Mayor: era seu primeiro e melhor palpite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali o detetive, por um breve momento, quase perdeu o foco. Durante a noite, com as luzes acesas, a Plaza era dourada, brilhante e imponente. “Madrid que me perdoe,” pensou Lou, “mas essa é a Plaza Mayor mais linda da Espanha.” Ficou alguns segundos olhando, maravilhado, e deu finalmente início à investigação. Tinha que estar à vista de todos; logo, o único e mais óbvio local alto possível era o relógio, ponto de encontro da cidade, que Lou examinou por alguns bons minutos, não deixando escapar qualquer detalhe que fosse. Os turistas, que enchiam a Plaza mais e mais, faziam barulho suficiente para atrapalhar um detetive novato, que não saberia como separar seus pensamentos do som da multidão, mas isso não era problema para Lou. Porém, quando o segundo grupo de pessoas pediu para que ele os fotografasse – pedidos gentilmente atendidos – Lou percebeu que não podia ficar parado, tinha que parecer, e não só estar, ocupado. Deixou o relógio, voltaria a ele para uma última olhada sob a luz do sol, na manhã seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia o detalhe dos rostos nas paredes, que Lou já conhecia. Começou pela parede à sua direita, a dos Reis, por um certo &lt;i&gt;señor de bigotes&lt;/i&gt; que nunca foi nobre, mas que enfiou-se ali, tentando ser. Nada, apenas chicletes grudados. Continuou dali, rei por rei, e nenhum sinal da rã. Procurou também com máxima atenção nas paredes dedicadas a santos e sábios, sem sucesso. Encontrou, no entanto, uma escada que levava a um bar. Subiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorreu o lugar com os olhos e notou que as janelas tinham vista para o interior da plaza. Pensando que a rã podia não estar &lt;i&gt;no&lt;/i&gt; alto, mas num lugar visível &lt;i&gt;do&lt;/i&gt; alto, como um grande desenho no chão, correu para uma das janelas, chamando mais atenção do que gostaria. Após não encontrar nada, Lou olhou em volta, respirou fundo e foi até &lt;i&gt;la barra&lt;/i&gt;. Não bebia nada desde Madri, precisava não só beber, mas matar a sede. “Una caña”, pediu, e enquanto dava os primeiros goles, que diminuíam sua frustração por ver que havia errado sobre a rã, um grupo de espanhóis não totalmente sóbrios se aproximou, curiosos sobre a corrida do detetive à janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lou inventou uma história aceitável – evitava falar da rã, obviamente – e a partir dali a conversa começou. Quando souberam que aquele homem era brasileiro, todos elogiaram, impressionados, o espanhol tão bem falado por ele – aprendido desde muito pequeno com sua mãe argentina, cujo sotaque Lou eliminou com muito treino e tempo. Sob o olhar de uma estátua de Cervantes, todos terminaram o que bebiam e decidiram trocar de bar. Lou, feliz por ser convidado a ir junto, aceitou. Passaram por um pub irlandês, um típico bar de tapas, outro irlandês... em cada um deles Lou bebia duas ou mais cervejas, acompanhadas de jamón, pipas, amendoins, o que viesse. Às vezes, entre um gole e outro, a investigação surgia em sua cabeça, e o detetive prometia a si mesmo que no dia seguinte acordaria cedo e procuraria e acharia logo a tal rã de Salamanca. Terminou a noite em um bar decorado, cheio de coisas antigas, que não combinavam umas com as outras, como se não tivessem sido compradas, mas sim colocadas ali ao longo de décadas; havia um trio de músicos tocando jazz, baús cheios de amendoim espalhados pelo lugar, fumaça que quase impedia a visão, e uma bebedeira que Lou há tempos não via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte ele acordou. Não cedo, é verdade, mas antes da uma, o que considerou uma vitória, dadas as circunstâncias. Se arrumou, saiu, parou em um café e bebeu duas xícaras enormes, sem açúcar e batizado com whisky. Era o que precisava para começar o dia. Voltou à rua com energia e as antenas ligadas, protegido do frio, e reiniciou a busca. Era a vez da catedral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Das catedrais&lt;/i&gt;, na verdade, já que a cidade tem duas. Lou começou pelo exterior, dando a volta completa e examinando cada detalhe da fachada; encontrou imagens santas, dragões, até um astronauta. E nada de rã. Entrou, passou por todas as capelas e sepulturas e altares e imagens, sem sinal da rã, nem mesmo referências a ela. Pagou a visita ao andar de cima, com a subida às torres e a vista do terraço, em vão. Não havia menção à rã em parte alguma das catedrais, nem em nenhuma outra igreja que Lou havia visto na cidade. Parecia que não era a igreja católica que ajudaria o detetive a encontrar o animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu pelas ruas: na Casa de las Conchas, só viu conchas; sem rã para Calixto e Melibea, no horto onde Lou aproveitou para descansar um pouco e ficar maravilhado com a vista; nada nas ruas antigas da cidade. Parou para almoçar e comeu demais – era a Espanha; bebeu vinho, cerveja, café sem whisky, um com, fumou três cigarros, impaciente ao ver como as horas passavam rápido ali. Quando saiu outra vez para a rua, encontrou um portão, entrou. Era um dos prédios da Universidade, foi até a sala do Céu. Sentou, olhando as constelações e símbolos pintados no que um dia foi o teto da biblioteca. ¿Dónde está la jodía rana?, pensou. E resolveu relaxar, precisava disso. Deixou-se levar pela música tranqüila, esperou que seus olhos se acostumassem à luz, ficou olhando o Céu. Era quase mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu dali leve, surpreso, ao ver que já era noite no céu de verdade; devia ter perdido a noção do tempo. Passou pela estátua de Fray Luís e o olhou por alguns segundos, como se recebesse uma benção. Notou que algumas pessoas olhavam a fachada da Universidade, um de seus palpites para a localização da rã, mas negou-se a reiniciar a busca. “Só amanhã cedo,” pensou, não queria esquentar mais a cabeça. Andou um pouco, sem rumo certo, e entrou em um bar, próximo a um dos irlandeses da noite anterior. Foi ao balcão, pediu uma cerveja, sentou, ouviu e reconheceu as músicas sendo tocadas, que o agradavam, virou para o lado e se perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era linda. Tinha a pele clara, cabelos negros, olhos extremamente castanhos. Bebia cerveja e fumava muito. Bem vestida, batia papo com as garçonetes do local como se passasse boa parte de suas semanas ali, naquele banco. Lou bebia cerveja e a olhava. Ela falava e a cada tragada Lou viajava em seu rosto magro, côncavo; às vezes abria um sorriso largo, lindo como poucas vezes ele havia visto, e cada vez que ela sorria, o detetive aumentava o tamanho de seus goles. E quando ela resolveu beber cerveja escura, ele já bebia a terceira, e resolveu mudar para cerveja escura também, pint atrás de pint. Ela bebia e sorria, e ele quase se afogava; e quando ela levantou e foi embora, Lou estava tão bêbado que só conseguiu levantar, ir embora, e desmaiar na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, Lou levantou mais cedo que no sábado. Em compensação, sua cabeça não doía tanto há séculos. Encontrou a nota fiscal do bar no bolso e se lembrou de quanto tinha bebido. Impressionante o que um par de olhos pode fazer, pensou. Não tinha mais muito tempo nem dinheiro para Salamanca. Foi até a estação de trens e, após uma rápida busca, descartou o lugar como possível lar da rã. Cruzou a cidade, andando, e chegou à estação de ônibus. Também não estava lá. E como só lhe restava um palpite, o detetive aproveitou e comprou sua passagem de volta à Madrid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta aos arredores da Plaza Mayor, que sob o sol também é dourada, procurou algo para comer; sem estômago nem apetite para um almoço completo, escolheu apenas um &lt;i&gt;bocadillo&lt;/i&gt; – jamón, queijo de cabra, azeite... – e café. Comeu e foi até a Universidade, onde dezenas de pessoas olhavam, inquietas e intrigadas, para a fachada. Todos buscavam, entre todos os detalhes ali presentes, la jodía rana. Lou encarou a fachada por apenas três minutos. Duas horas depois, sorria em seu assento no ônibus, deixando Salamanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltasse ao Brasil, as pessoas perguntariam sobre a Espanha, sobre Salamanca e sobre a rã, já que Lou tinha espalhado entre os amigos e concorrentes que iria encontrá-la. E Lou diria que sim, ele a havia encontrado, estava lá, sobre a caveira. O que ele não diria, no entanto, é que para isso ele precisou deixar dois euros na mão de um velhinho esperto e com cara de simpático, que passava boa parte do dia ali, salvando turistas impacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1919601639688206304?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1919601639688206304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1919601639688206304&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1919601639688206304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1919601639688206304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/06/louis-fernan-salamanca.html' title='Louis Fernán - Salamanca'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8983174354706551970</id><published>2010-05-14T19:12:00.000-03:00</published><updated>2010-05-14T19:14:03.388-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Fisionomia.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu do escritório amaldiçoando o mundo em pensamento. Não só por ainda ser segunda-feira e ele já estar um caco, mas também pelo chefe idiota, pelo estagiário incompetente, pelo tempero do almoço e pela chuva que resolveu cair forte, claro, no seu dia de rodízio. Quase encharcado, entrou em um supermercado e saiu, trinta segundos depois, com um tabloide de ofertas, numa última tentativa de não se molhar demais. Na saída, deu de cara com um mendigo e fez o que sempre fazia quando via um: arrancou umas moedas do bolso, entregou, e balbuciou um "boa pinga."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se preparava para encarar a água quando ouviu uma voz velha e rouca tocar-lhe o ombro. Era o mendigo: "Tá aqui, doutor. Hoje o senhor precisa mais que eu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8983174354706551970?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8983174354706551970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8983174354706551970&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8983174354706551970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8983174354706551970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/05/fisionomia.html' title='Fisionomia.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7998582821342220362</id><published>2010-05-10T02:58:00.000-03:00</published><updated>2010-05-10T03:00:20.838-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Pra resumir e contar as minhas viagens.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu viajei. Fui pra longe, meio mundo. Já passei muito calor, muito frio, e até encontrei clima que me agradasse. Conheci meia dúzia de pessoas sem graça, uma ou duas até legais. Milhares de desconhecidos encantadores, cheios de histórias. Andei de ônibus, trem, avião, bonde, dormi num barco. Bebi, quase não comi, não dormi. Sorri sozinho, ri acompanhado, chorei escondido, com todo mundo olhando. Ouvi as mesmas músicas sem parar. Escrevi. Ouvi gente falando. Línguas que eu entendia, línguas que eu sequer reconhecia. Usei moedas diferentes, me perdi fazendo contas de câmbio, devo ter pago muita conta a mais. Tomei chuva, corri na neve, torci pra ver um dia de sol. Fiquei preso em aeroporto. Perdi as malas. Fui e voltei. E a melhor das viagens que eu fiz, a que mais me fez bem, demorou pouco mais de duas horas, foi paga em reais, numa estrada que eu conheço desde pequeno. Fui te ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7998582821342220362?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7998582821342220362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7998582821342220362&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7998582821342220362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7998582821342220362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/05/pra-resumir-e-contar-as-minhas-viagens.html' title='Pra resumir e contar as minhas viagens.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3011939513081386100</id><published>2010-05-05T00:23:00.001-03:00</published><updated>2010-05-05T00:23:45.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Brilho.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as noites se sentava na sacada com um livro e um vinho, no clima gostoso acima do trópico de câncer, e em pouco mais de meia página se distraía olhando as estrelas. Ficava ali perdida, com o coração apertado, pensando nele e no que ele estaria fazendo no calor do Brasil. Será que também olhava o céu? Não bebia vinho, quase certeza. Olhava sempre na mesma direção, fixamente. "É a estrela favorita dele," disse um dia a uma amiga, que riu, dizendo ser impossível, pois os céus do norte e do sul são diferentes. Ela sorriu, pensou uns segundos, e respondeu: "é sim, eu decidi assim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era. Era a estrela favorita dele, porque era a dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3011939513081386100?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3011939513081386100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3011939513081386100&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3011939513081386100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3011939513081386100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/05/brilho.html' title='Brilho.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8452154907474176899</id><published>2010-04-16T09:22:00.000-03:00</published><updated>2010-04-16T09:23:41.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Vermelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um corredor em uma estação de metrô. De um lado, ela canta suas músicas, apenas com um violão e sua voz forte, marcante, linda como ela. Do outro lado, apoiado na parede, com um pequeno caderno na mão direita e uma caneta na esquerda, ele escreve crônicas, ou um conto, poema, não sei. De frente um para o outro, sorriem quando percebem que vestem chapéus iguais, continuam. O case do violão recebe moedas de alguns passageiros, encantados com aquela voz preciosa; ele não recebe nada, ninguém lê seu caderno. Trocam mais alguns sorrisos entre as estrofes das canções, e quando ele fecha o caderno e guarda a caneta, ela acaba de cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fumamos lá fora?”, pergunta, recolhendo o dinheiro e guardando o violão, rápido, antes que ele fosse embora. “Claro,” ele responde, sorrindo mais uma vez. Ela pega suas coisas e eles sobem juntos as escadas para a rua. Não se conheciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começam a conversar conversas de metrô. Onde viviam? Ela, por ali, ele, nem tanto. Ela discorre um pouco sobre as melhores estações para música, ele diz que prefere escrever em vagões, mas que aquele corredor o havia seduzido; ela se encolhe, tímida. Só no fim dos cigarros se lembram de perguntar o nome um ao outro, e riem de que seus nomes são tão parecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conta o dinheiro, tira metade e entrega a ele. “Esse é seu, você fez por merecer.” Ele a olha com cara de quem não entendeu, e não entendeu mesmo. As pessoas deram o dinheiro a ela, por sua música. “Nunca ganhei tanto assim em tão pouco tempo,” ela explica, “acho que o cronista do outro lado do corredor ajudou a criar o clima. Ou pelo menos me inspirou a cantar melhor.” Dessa vez, é ele quem fica sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ok, então eu aceito,” ele diz, “mas só se eu puder te pagar um café.” Ela aceita, claro, e durante o café falam de mais e mais coisas que têm em comum. Ele, de como adora as músicas de Dylan; ela, de como se encanta com os contos de Cortázar. Almodóvar, narizes grandes e vinhos tintos. Ele não entende como ela pode não gostar de certo ator; ela quase não o perdoa por gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que um dia vão falar de nós durante um café?”, ela pergunta. Ele sabia que não. Aliás, ele tinha certeza que falariam &lt;i&gt;dela&lt;/i&gt;, que ela sim seria publicada, ele nunca. No entanto, apenas concorda, para não parecer pessimista, ou para não estragar a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Preciso ir, senão perco a hora da aula,” ela diz, levantando-se quando terminam o café. Ele pede que ela espere. Abre o caderno, arranca duas folhas, assina e lhe entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa crônica é sua,” diz. “Fiz pra você.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas, e se você quiser publicar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa não, essa é só sua.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedem-se rapidamente, com um beijo tímido no rosto. “Nos vemos?”, ela pergunta. “Sem dúvida,” ele responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, no metrô, ela lê o texto dele – dela –, e o batom vermelho de seus lábios desenha o maior sorriso daquele vagão. No dia seguinte, volta ao mesmo corredor, esperando seu novo escritor favorito. Que está já em outro metrô, em outra cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8452154907474176899?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8452154907474176899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8452154907474176899&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8452154907474176899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8452154907474176899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/04/vermelho.html' title='Vermelho'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8191526727592194986</id><published>2010-04-14T05:08:00.002-03:00</published><updated>2010-04-14T05:11:23.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Sobre Mosquitos e Lobos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade eu não tenho nada pra dizer sobre lobos. Não agora, pelo menos. Só quis mesmo fazer o péssimo trocadilho com o nome daquele filme, Sobre Meninos e Lobos, aquele com o Sean Penn, sabe?, então. Mas sobre mosquitos eu tenho algo a dizer, e um texto chamado "Sobre Mosquitos"... nem eu ia querer ler. O fato é que um mosquito pode ouvir o zumbido de outro mosquito a quilômetros de distância; e eu só me pergunto &lt;i&gt;COMO&lt;/i&gt; eles conseguem dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8191526727592194986?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8191526727592194986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8191526727592194986&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8191526727592194986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8191526727592194986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/04/sobre-mosquitos-e-lobos.html' title='Sobre Mosquitos e Lobos'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5580927527466714333</id><published>2010-04-05T17:06:00.000-03:00</published><updated>2010-04-05T17:07:06.179-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Afinal, é melhor prevenir que remediar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses eu almocei com um amigo e, quando terminamos, ele pediu um café. Eu disse que não queria, que ia terminar a Coca e ficar naquilo mesmo. Então ele explicou: "Outro dia eu li um estudo, que fizeram," sério, ele realmente fala com essa pausa, como se houvesse outra forma de um estudo existir, "que mostra que tomar um cafézinho depois das refeições diminui o risco de diabetes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu adoro café, mas hoje não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você precisa se cuidar, cara."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É," respondi, no momento em que o café chegava. Ele virou três fartas colheres de açúcar na xícara, bebeu, e fomos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5580927527466714333?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5580927527466714333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5580927527466714333&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5580927527466714333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5580927527466714333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/04/afinal-e-melhor-prevenir-que-remediar.html' title='Afinal, é melhor prevenir que remediar.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4121450858983171873</id><published>2010-03-31T19:25:00.000-03:00</published><updated>2010-03-31T19:26:12.691-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Clássico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cumpria seu ritual quase diário desde a morte do namorado: ia até o cemitério no fim da tarde, levava rosas para enfeitar o local, cantava alguma de suas músicas favoritas e ia embora, sentindo-se leve. Sempre assim. Havia quase dois meses. Naquela noite, no entanto, sentiu algo diferente. Cantou um pouco mais, sentou-se sobre a terra e, pela primeira vez, chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras lágrimas penetraram no solo e tocaram o corpo do garoto (não me façam perguntas; eu não crio os fatos, só conto a história), que ergueu sua mão direita, pútrida, no exato momento em que um raio, oportunamente, rasgava o céu. Alcançou o peito assustado da menina, arrancou seu coração e comeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4121450858983171873?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4121450858983171873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4121450858983171873&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4121450858983171873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4121450858983171873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/03/classico.html' title='Clássico'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8716233811500331558</id><published>2010-03-30T12:11:00.000-03:00</published><updated>2010-03-30T12:12:25.848-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Meus Dias/Dias Meus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu não soubesse que você acorda meio perdida tentando lembrar se sonhou comigo, que você toma banho e se arruma correndo, atrasada, sabendo que eu não vou estar lá. Se eu não soubesse que você se distrai e quase esquece da vida pensando em coisas e olhando uma cadeira vazia, que você come sem fome, bebe sem sede, e quase morre de sede e fome quando se lembra. Se eu não soubesse que você fala, ri, reclama e cita pensando nas respostas, que você interage sem querer, ou por querer, com quem quer que seja, que não seja eu. Se eu não soubesse que você vê um filme e quase chora em cenas de explosões, ou qualquer outra, simplesmente porque não consegue esquecer. Se eu não soubesse que você sai de casa com medo de dar de cara comigo e não saber explicar. Se eu não soubesse que entre as linhas dos livros você lê coisas que não estão ali, que você escreveu, ou eu. Se eu não soubesse que você não sorri quando se deita pra dormir, mas sim lamenta, e torce por um sonho bom, que é o que te resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8716233811500331558?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8716233811500331558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8716233811500331558&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8716233811500331558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8716233811500331558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/03/meus-diasdias-meus.html' title='Meus Dias/Dias Meus'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3467036938180050770</id><published>2010-03-25T01:42:00.002-03:00</published><updated>2010-03-25T18:33:25.910-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Crônica Explicativa (ou Porque me Apaixonei por Você)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de menos de duas horas de sono muito mal dormidas, acordei já atrasado e com a cabeça doendo, como se uma bola de demolição se chocasse contra ela a cada meio segundo. Na pressa de levantar e chegar ao banheiro, chutei o pé da cama, destruindo os dedos do meu pé, gritei de dor e meu cachorro, que acordou assustado, me mordeu. No banheiro, algum problema no aquecimento me fez levar um jato de água fria nas costas, que fez com que eu me contorcesse de dor e batesse a cabeça na parede. Saí do banho, corri até a cozinha e liguei a cafeteira. Me vesti o mais rápido que pude, mas enrosquei a perna na calça e caí. Precisei entrar embaixo da cama para pegar o pé direito do sapato; na saída, raspei as costas na madeira, que me deixou marcado talvez para sempre. Vestido, enchi um copo com café e no primeiro gole queimei totalmente minha boca. Joguei o resto numa planta no corredor do prédio, chamei o elevador, que não apareceu, e desci correndo, quase rolando, os seis andares de escadas. Chegando na rua, percebi que tinha esquecido de colocar as lentes de contato, mas era tarde demais para voltar. Enxergando o mundo distorcido, comecei a caminhada de trinta minutos até o trabalho, que teria que durar quinze, passo apertado. Dois minutos depois começou uma chuva fraca e eu achei que devia correr, tarefa que se mostrou impossível graças aos vendedores de guarda-chuvas que brotavam do chão à minha frente. Para não chegar encharcado ao escritório, resolvi comprar um jornal - mais barato -; saí da banca, andei pouco mais de cinco metros e de repente a chuva passou de "fraca" a "torrencial". Assim, como mágica. Fui obrigado a pegar o metrô; desci as escadas para a estação e cheguei pingando água. Enquanto procurava uma lixeira, passei rapidamente os olhos pela primeira página do jornal: era a segunda-feira com as piores notícias desde a segunda guerra, mais ou menos. Paguei o dobro do preço da passagem para evitar filas, escolhi um vagão e entrei. O resto da cidade tinha escolhido o mesmo vagão: ele estava completamente cheio, não cabia mais ninguém, e mesmo assim as pessoas não paravam de entrar. Como minha imagem naquele momento não impunha respeito algum, fui pisoteado, empurrado, acotovelado, e me passaram a mão na bunda. Só consegui sair do vagão uma estação depois do que deveria, o que me faria andar mais uns três minutos. Cheguei à rua, e não só fazia sol, como estava tão quente que ardia na pele. Em dez minutos naquele calor eu estaria seco, mas em apenas três só consegui chegar a molhado &lt;i&gt;e&lt;/i&gt; suado. Só me faltavam os doze andares de elevador, que duraram mais ou menos trinta anos, já que as portas se abriram e eu dei de cara com meu chefe. Ele começou com um "boa tarde", às oito e meia da manhã, para deixar claro que eu estava atrasado, o que eu obviamente ainda não tinha notado, e continuou, falando da lástima que era eu me apresentar daquela maneira aos novos contratados, e que aquilo mostrava claramente minha falta de comprometimento com a empresa, e blablablablablabla, o que será que aconteceria se eu pegasse a cabeça dele e-, blablablablablablabla, eu podia usar o sangue pra pintar um quadro nas paredes, blablablablablablablablabla. O elevador parou e eu saí sem dizer nada. Cheguei ao meu cubículo e fui direto à gaveta procurar dois ou três ou doze remédios para dor de cabeça quando ouvi alguém me dizer "bom dia." Uma faísca se acendeu nos meus olhos, eu sorria, sentindo o ódio se convertendo em palavras na minha boca; me virei , pronto para descarregar injustamente - o que deixava tudo ainda melhor - minha raiva na pessoa que ousava associar qualquer palavra positiva àquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3467036938180050770?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3467036938180050770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3467036938180050770&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3467036938180050770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3467036938180050770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/03/cronica-explicativa-ou-porque-me.html' title='Crônica Explicativa (ou Porque me Apaixonei por Você)'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1742445569182577506</id><published>2010-03-18T00:33:00.002-03:00</published><updated>2010-03-18T00:36:15.439-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Aula de Redação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do alto de seus sete anos ele aprendia que, às vezes, não há desafio maior que uma folha de papel em branco à sua frente, precisando ser preenchida. Sua vontade era fazer um desenho, isso ele fazia bem, mas a professora, que ele chamava de tia, foi bem clara. "Eu quero que vocês escrevam sobre alguma coisa que vocês acham bem bonita." E ele não queria desapontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que ele achava bonito? A mamãe, com certeza, mas já tinha escrito sobre ela na tarefa de dia das mães, não podia repetir. Pensa, pensa. Aquela praia que visitou no verão com os pais era bonita também, não muito, mas podia servir; até que lembrou que tinha falado dela na redação sobre as férias. Achava bonito coisas coloridas, as folhas secas caindo das árvores e a cor do céu quando o sol se escondia antes de a noite chegar. E relâmpagos também, mesmo que o barulho assustasse um pouco. Mas não sabia o que escrever sobre nada disso. Achava bonito, mas não tinha o que falar. E só quando a professora mandou que entregassem as folhas de papel ele desistiu de pensar, e resolveu escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi até a mesa da professora e falou bem baixinho, quase cochichando, próximo ao ouvido da tia: "É o que eu acho mais bonito no mundo inteiro, mas por favor não conta pra ninguém." E entregou o papel, onde se lia só o nome da menina da carteira de trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1742445569182577506?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1742445569182577506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1742445569182577506&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1742445569182577506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1742445569182577506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/03/aula-de-redacao.html' title='Aula de Redação'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1623363639800212421</id><published>2010-03-08T12:05:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T14:56:52.615-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcela'/><title type='text'>Marcela - O Dia Internacional da Mulher</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Feliz dia internacional da mulher!", eu disse, sorrindo e entregando pra Marcela um bombom que tinha acabado de comprar na padaria, a caminho da casa dela. Achei que ela iria gostar. Também tinha planejado algo para a noite; cinema, jantar em restaurante que me deixaria falido por meses. Ela merecia, e eu era tudo que ela tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sério?", ela perguntou, e meu mundo caiu. Fiquei em silêncio, sabendo que ela iria continuar. "Dia internacional da mulher? Vocês, homens, não satisfeitos com os séculos de humilhação que fizeram a gente passar, ainda criaram esse dia-piada. Dia da mulher, né? Os outros são dos homens, certo? O dia em que os direitos, os salários, e o respeito for igual, pode até ser que a gente tenha algo pra comemorar. Hoje, é só um dia para evidenciar a diferença existente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei o bombom sobre a mesa da sala e saí, decepcionado. Pensei que estaria agradando, mas devia saber que a Marcela teria uma opinião bem forte sobre um dia como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, lá pelo meio da tarde, ela me ligou. Pediu desculpas, disse que estava de mau-humor, e aceitou o convite para o jantar, deixando o cinema pra outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, chegávamos bem vestidos a um restaurante italiano. Ela até elogiou meu cabelo. Sentamos, pedimos uma bebida e, quando escolhíamos o que comer, um vendedor de rosas se aproximou de nossa mesa, se dirigindo a mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma rosa pra namorada no dia dela, parceiro?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, cara," respondi, "aqui não tem essa de dia da mulher não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vendedor achou melhor nem insistir e saiu. A Marcela ficou me olhando por um momento, com um olhar que misturava decepção, indignação e ódio. Então começou a falar, alto o suficiente para que o lugar todo ouvisse, de como eu era um babaca insensível, que não sabia valorizar uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco segundos depois a Marcela já estava fora do restaurante. Não antes, é claro, de jogar vinho na minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1623363639800212421?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1623363639800212421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1623363639800212421&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1623363639800212421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1623363639800212421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/03/marcela-o-dia-internacional-da-mulher.html' title='Marcela - O Dia Internacional da Mulher'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4559078175729814488</id><published>2010-03-05T14:12:00.001-03:00</published><updated>2010-03-05T14:13:45.927-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Julho e Janeiro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordar. Escovar os dentes, tomar banho. Vestir cueca, jeans, camiseta, meias e tênis. Tomar um café e sair. Vê-la na rua e me apaixonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar. Escovar os dentes, tomar banho. Vestir cueca, jeans, camiseta, outra, meia, talvez dois pares, e tênis. Tomar um café. Vestir casaco, cachecol, chapéu, luvas, e sair. Vê-la na rua e me apaixonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, a diferença entre verão e inverno é só o tamanho do parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4559078175729814488?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4559078175729814488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4559078175729814488&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4559078175729814488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4559078175729814488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/03/julho-e-janeiro.html' title='Julho e Janeiro.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-9044643619644688008</id><published>2010-02-28T13:18:00.000-03:00</published><updated>2010-02-28T13:19:43.299-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Aconteceu outra vez.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E numa mesinha da boate, perto do bar, duas amigas falavam do novo namorado de uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele é gay. Tenho certeza", uma dizia, bebendo um mojito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você tá louca. Por que ele ia estar comigo se fosse gay?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sei lá. Vai ver não se aceita, ou quer disfarçar qualquer coisa. É gay sim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não mesmo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, por favor! É só ver os sinais. Ele é francês!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E comissário de bordo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hum..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E vocês se conheceram fazendo compras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E quando a gente chegou aqui, ele pediu um Martini. É gay, fim de papo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso chegou um amigo das duas, que tinha ido ao banheiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pri, tenho uma coisa meio chata pra te falar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O namorado francês comissário de bordo bebedor de martini dela te cantou no banheiro?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, &lt;i&gt;alguém&lt;/i&gt; ele cantou, porque tá num belo agarro com uma morena, lá perto da saída."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-9044643619644688008?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/9044643619644688008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=9044643619644688008&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/9044643619644688008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/9044643619644688008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/02/aconteceu-outra-vez.html' title='Aconteceu outra vez.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5972326382279475182</id><published>2010-02-23T15:53:00.000-03:00</published><updated>2010-02-23T15:54:31.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcela'/><title type='text'>Marcela - Sendo Óbvia.</title><content type='html'>Certa noite de sábado, em volta de uma mesa de bar, a conversa, de alguma forma, foi parar na Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marcela, estranhamente falante aquele dia, participou bastante da conversa, parecendo até se esforçar para não dar opiniões polêmicas demais. Até que as pessoas resolveram falar o que mais gostavam da Espanha. E eu, por motivos obscuros, sabia que a noite mudaria dali pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu adoro tourada", alguém disse. Outro alguém quis comparar com rodeio - típico de quem não sabe do que fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu gosto do futebol. Melhor campeonato do mundo", opinião do Júnior, com a qual concordei, meneando a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a conversa foi dando a volta na mesa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Paella."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vinho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espanhola," disseram, "aquela bebida, sabe?", continuaram. Todos concordaram e riram; de beber todo mundo gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Almodóvar", disse eu na minha vez, para não citar outra vez o vinho, e também na tentativa de impressionar a prima de uma das meninas da nossa sala, que tinha dito antes ser louca por cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então a noite realmente mudou, porque a Marcela sorriu, acendeu um cigarro, arrumou o decote e nos fez sonhar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espanhola. E não é a bebida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5972326382279475182?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5972326382279475182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5972326382279475182&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5972326382279475182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5972326382279475182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/02/marcela-sendo-obvia.html' title='Marcela - Sendo Óbvia.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-4549676187372642150</id><published>2010-02-17T17:52:00.005-02:00</published><updated>2010-02-17T17:58:08.858-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Go Tyler Go'/><title type='text'>Meeting Besta-Fera - Final</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;(leia a primeira parte &lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2010/02/meeting-besta-fera.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Percorremos o caminho entre o Degas e a casa do Rob sem problemas. Nenhum ser bizarro apareceu, estranhamente. Nenhum porteiro louco. Nenhuma síndica criadora de porcos no porão. Tudo isso foi encarado por mim com naturalidade, com alegria até, pois eu acreditava que tratava-se apenas de sorte. Mais tarde eu chegaria à conclusão de que toda aquela calmaria era um sinal de que algo muito ruim estaria por acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No elevador, tranqüilos, conversávamos sobre banalidades. Rob queria muito me mostrar seu novo aparelho blu-ray, aquele, que deixa os filmes com “o som muito mais de-fi-ni-do”, segundo ele mesmo. Eu, que sempre tive medo de cachorros, não me preocupava com a presença de Besta-Fera, achando que ele era apenas um cachorro dócil, cujas histórias contadas no Champ não passavam de gracejos literários de seu dono insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao apartamento. Rob pôs a chave na porta e imediatamente ouvimos os passos rápidos que vinham do lado de dentro. A tranqüilidade sumiu do rosto de meu primo, que pela primeira vez em muitos anos exibiu receio no olhar. Eu, então, já tinha as pernas moles de pavor. Rob entrou no apartamento, falando qualquer coisa; meu primo e eu entramos logo atrás, quase ao mesmo tempo, e talvez seja verdade aquilo sobre os cães sentirem o medo, pois entre os dois alvos disponíveis, Besta-Fera não teve dúvidas: escolheu a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria injusto dizer aqui que foi uma batalha épica, ou uma luta árdua entre animal e &lt;s&gt;homem&lt;/s&gt; menino, pois isso significaria algum tipo de ação da minha parte, e isso definitivamente não aconteceu. Besta-Fera me atacou com fúria, sentindo o cheiro de meu sangue, não me dando a menor chance de reação. Seus dentes afiados perfuravam meus braços, enquanto suas patas arranhavam-me por onde passavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ataque deve ter sido ainda mais forte do que penso, porque em certo momento comecei a delirar. Enquanto o cachorro me mordia sem dó, às vezes se concentrando, estranhamente, em minhas meias, comecei a ouvir cenas de O Poderoso Chefão, assim como a música tema de filmes como o próprio Chefão, Coração Valente, e O Bom, O Mau e O Feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste ter que admitir aqui, também, que o Rob me decepcionou bastante. Ao ver que eu era cruelmente atacado por seu cachorro, não passou por sua cabeça me ajudar. Muito longe disso. Enquanto Besta-Fera fazia o que podia para comer meus rins, Rob decidiu conversar com alguém, não sei se pelo telefone, ou pela sacada do apartamento. Só sei que era um tal Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rob! Me ajuda aqui, Rob! Faz ele parar!”, eu gritava, desesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele continuava falando com o tal Arthur. Às vezes até gritando, talvez para tentar me mostrar que eu atrapalhava a conversa. Eu esperava mais de um amigo, confesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primo, que desde a hora em que entramos no apartamento parecia ter incorporado o espírito de Fredo Corleone, finalmente saiu do choque e entrou em ação. Achou um pedaço de trapo jogado no apartamento, chamou a atenção do cachorro, e jogou para longe. Tentei me levantar, apoiando-me nas almofadas do sofá (aliás, Rob, tem um isqueiro azul ali), e tive alguns segundos de esperança de vida, nos quais pude olhar rapidamente o apartamento de Rob Gordon:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes e Coca-Cola. Não há nada além disso lá. Em todo o apartamento, só há filmes, artigos relacionados a filmes, e Coca-Cola. Milhões de litros. Vi, no que deve ser a cozinha, algo parecido com um fogão, mas devido a meu estado naquele momento, e ao fato de Coca-Cola não precisar ser cozida, creio que tenha sido uma alucinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava quase de pé, Besta-Fera percebeu minha movimentação, e imediatamente parou de destruir o pedaço de pano, voltando a sua tentativa de me destruir. Pulou sobre meu peito, me encarou, com um olhar frio, e então eu apaguei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/S3xJSecL4iI/AAAAAAAAAaM/_RGenTuo9ps/s1600-h/bestafera.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/S3xJSecL4iI/AAAAAAAAAaM/_RGenTuo9ps/s200/bestafera.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439303031714472482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eu vi a morte de perto, e ela tem o focinho gelado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei num leito de hospital, com um grande curativo em meu pescoço e vários arranhões em todo meu corpo. Meu primo, que bebia uma cerveja, me entregou um pacote. “O Rob pediu pra te entregar. Ele pediu desculpas pelo ocorrido.” Abri, era o box de quatro DVDs de O Poderoso Chefão – The Coppola Restoration. Muito obrigado, Rob, pensei, mas talvez você devesse dar isso para seu grande amigo Arthur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do hospital cheio de dores, tomando um dorflex a cada doze segundos, em média, com uma única certeza: tão cedo eu não volto à casa de Rob Gordon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-4549676187372642150?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/4549676187372642150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=4549676187372642150&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4549676187372642150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/4549676187372642150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/02/meeting-besta-fera-final.html' title='Meeting Besta-Fera - Final'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/S3xJSecL4iI/AAAAAAAAAaM/_RGenTuo9ps/s72-c/bestafera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3549674857506056592</id><published>2010-02-11T16:45:00.006-02:00</published><updated>2010-02-11T16:53:05.741-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Go Tyler Go'/><title type='text'>Meeting Besta-Fera</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em agosto de 2008, &lt;a href="http://tylerbazz.blogspot.com/2008/08/vida-paulistana-rob-gordon-meeting.html"&gt;contei aqui no blog&lt;/a&gt; como foi que minha amizade com o &lt;a href="http://champ-vinyl.blogspot.com/"&gt;Rob Gordon&lt;/a&gt; saiu da internet e foi parar na churrascaria, no que certamente ficará na História como uma das noites mais sangrentas já vistas no Degas – embora, &lt;a href="http://champ-vinyl.blogspot.com/2008/08/meeting-tyler-bazz-parte-i.html"&gt;em sua versão da história&lt;/a&gt;, o Rob insista em dizer que tudo não passou de &lt;s&gt;mais&lt;/s&gt; um surto de esquizofrenia meu. Devido às nossas agendas sempre cheias, sendo sérios homens de negócios que somos, somente neste último fim de semana pudemos repetir o encontro. Noite paulistana de sábado, aproximadamente trinta e cinco graus, e estaríamos nós três – Rob, meu primo Marcelo e eu – outra vez dilacerando uma picanha quase viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tivemos qualquer tipo de problemas na hora nos encontrarmos, dessa vez. As coisas mudaram – pelo menos para o meu primo – desde 2008. De um jovem garoto sedento por violência, ele se transformou em um homem feito, com opiniões próprias (ok, ele já as tinha), barba na cara (hm, ele tinha também) e carteira de motorista (isso! isso ele não tinha naquela época!). Sendo assim, Marcelo nos guiou gentilmente pelas ruas da Vila Madalena e de Pinheiros até a Teodoro, onde poderíamos &lt;s&gt;desfrutar de um agradabilíssimo jantar&lt;/s&gt; comer carne pra caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no local, prontamente nos demos conta de que a noite ali seria muito mais tranqüila do que aquela de nossa visita anterior: algumas das cadeiras eram ocupadas por mulheres; e mulheres bonitas! (Isa e Ju, caso vocês estejam lendo isso, o Rob e o Marcelo nem notaram a presença de tais mulheres; só eu que fiquei babando mesmo). Fomos até nossa mesa, pedimos as Cocas, os pães, a carne... e aí a diversão começou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/S3RQ44q815I/AAAAAAAAAZ8/yx5XRyapqWc/s1600-h/picanha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/S3RQ44q815I/AAAAAAAAAZ8/yx5XRyapqWc/s200/picanha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437059588358461330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a responsável por tudo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corremos os olhos pelas mesas, em busca dos clones, passando, é claro, pelo garçom “Mini-Mim do Russell Crowe em Uma Mente Brilhante”, e outros personagens. E então vimos o que, com certeza, entraria fácil em uma lista das coisas mais bizarras já vistas ali (e estamos falando do Degas): o gordinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era um gordinho normal. Era “o gordinho que vai ser virgem até os vinte e seis anos”. Aos nove anos de idade, vestia com orgulho sua camisa social azul-calcinha, com todos – eu disse &lt;i&gt;todos&lt;/i&gt; – os botões fechados; usava óculos que alguém poderia classificar como “pouco usuais para um garoto daquela idade”, e um cabelo penteado, tão minuciosamente dividido, tão colado a seu couro cabeludo, que faria Tom Hagen parecer o goleiro colombiano Higuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por milésimos de segundo pairou em nossas cabeças a dúvida: “mas por que ele é assim?” A resposta estava ao lado do gordinho, era seu pai. O pai do gordinho era uma versão magra, porém velha, do gordinho. Com todas as características vistas no gordinho, adicionado o cabelo grisalho e um queixo capaz de bloquear uma avenida. Fazendo as contas (Rob e Marcelo as fizeram, uma vez que foi provada minha inabilidade com números), chegamos à conclusão de que o gordinho perder a virgindade aos vinte e seis seria um avanço, pois o pai dele sem dúvida não fez nada antes dos trinta. O que nos leva à mãe do gordinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe do gordinho era o Chris, de Family Guy/Uma Família da Pesada. Apenas isso direi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/S3RRWTC4KBI/AAAAAAAAAaE/jSgwJuxu7kk/s1600-h/familyGuy_Chris_dull_72.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 160px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/S3RRWTC4KBI/AAAAAAAAAaE/jSgwJuxu7kk/s200/familyGuy_Chris_dull_72.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437060093654345746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;já pensou sair dele?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas com esses três personagens aquela mesa já era nossa favorita, alvo de, em coisa de dois minutos e meio, 478 piadas, sendo algumas delas impublicáveis e/ou de gosto duvidoso. No entanto, enquanto esperávamos por nossa picanha, e o gordinho esperava por suas quatro porções de batatas fritas (isso não é piada), reparamos que havia muito mais lugares vazios do que ocupados na mesa, o que podia ser um indício de que a coisa poderia piorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou melhorar, depende do ponto de vista. Porque, em certo momento, o gordinho começou a procriar – sozinho, obviamente. Outras pessoas brotavam dele e passavam a ocupar os lugares vazios da mesa. Não, elas não chegavam à churrascaria. Ninguém, em nenhum momento, viu alguma daquelas pessoas entrarem no local, elas simplesmente surgiam na mesa. Além disso, o nível de bizarrice delas só podia detonar parentesco com o gordinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me alongarei muito nas crias, apenas direi que entre elas tínhamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kevin Bacon, idêntico. Que em certo momento chamou o garçom de “garçom” e perdeu nosso respeito. (Rob Gordon explica: “no Degas você não chama o garçom de ‘garçom’, é no mínimo ‘campeão’”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tony Kanaan, mais que idêntico. Ainda tenho minhas dúvidas se aquele não era mesmo o real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um casal de caras, um mais loiro (que ganhou massagem do Tony Kanaan por uns vinte minutos) e um mais moreno, que provocaram o seguinte diálogo em nossa mesa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aqueles dois ali, isso, logo logo eles vão ficar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas não pode! Eles são irmãos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou te falando.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[o casal levanta e sai do restaurante]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas eles são irmãos!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O “Cara mais Bizarro do Mundo”, que leva essa alcunha na falta de outra melhor. Que em algum momento do passado foi volante do Bahia, e que guardava grande semelhança de traços com um dos garçons da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um outro cara. Que provavelmente tinha &lt;i&gt;muito&lt;/i&gt; o que falar com o volante do Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o jantar correu tranquilamente. Com uma média de trezentas piadas por garfada. O gordinho em certo momento se levantou, o que encheu nossos corações de esperança, achando que ouviríamos um discurso do grande patriarca. Mas não, ele apenas ficou em pé, encarando a nuca de seu pai, provavelmente procurando ali alguma batata frita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a mesa do gordinho foi embora, seguida por todas as outras, e vimos que estávamos sozinhos no lugar, sendo encarados por todos os ‘Degas’, decidimos que era hora de ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos dar um pulo lá em casa, daí você conhece a Besta-Fera”, convidou Rob.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aceitei, achando que o sangue da picanha seria o único a ser visto naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;[continua]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3549674857506056592?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3549674857506056592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3549674857506056592&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3549674857506056592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3549674857506056592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/02/meeting-besta-fera.html' title='Meeting Besta-Fera'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7cw0ZFQn7lE/S3RQ44q815I/AAAAAAAAAZ8/yx5XRyapqWc/s72-c/picanha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5001814533001310186</id><published>2010-02-02T13:31:00.001-02:00</published><updated>2010-02-02T13:33:16.857-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Roteirizando.</title><content type='html'>Três amigos, querendo ser cineastas, conversam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tava pensando num roteiro. Começa com um casal, ela é branca e ele é negro, ninguém aceita e-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Original."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode chamar de Ébano e Marfim, ninguém nunca pensaria nisso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ok. O quê, então?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se os dois fossem pretos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode ser. Não fica preso no racial. Você tem algo além disso em mente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E ela judia, ele muçulmano?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora sim! Inédito!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Merda..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já sei!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um casal. Brancos, sem religião no meio, classe média, os dois interessantes. Eles se conhecem e se dão bem imediatamente. Parece que foram feitos um pro outro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ok, mas qual então ia ser o problema?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro pensa também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tenho uns quatrocentos já!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu também!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Melhor ideia da história!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5001814533001310186?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5001814533001310186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5001814533001310186&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5001814533001310186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5001814533001310186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/02/roteirizando.html' title='Roteirizando.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7094872903750786216</id><published>2010-01-29T22:58:00.000-02:00</published><updated>2010-01-29T22:59:02.365-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Sempre acontece em trens, sempre.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um casal de amigos viaja de trem, em silêncio. Dividem a cabine com um homem de aparência simpática, que lê o jornal também em silêncio. Próximo à hora do jantar o homem se levanta e sai com um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora ele vai matar alguém," ela diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hã?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos filmes, sempre tem um assassinato no trem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Haha, verdade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois falam um pouco mais de filmes, riem um tanto, e esquecem do assunto. Duas estações depois, o homem de aparência simpática volta à cabine, pega suas malas e se despede, com outro sorriso. Embarcam duas mulheres, e os dois amigos vão ao vagão restaurante para umas taças de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parada seguinte, descem do trem; ela fuma um cigarro, ele joga conversa fora. Quando o trem volta a andar, resolvem ir ao vagão da primeira classe, rindo e fazendo piadas sobre qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ficam em silêncio, brancos de pavor, ao ver que de uma das cabines escorria uma poça de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7094872903750786216?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7094872903750786216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7094872903750786216&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7094872903750786216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7094872903750786216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/01/sempre-acontece-em-trens-sempre.html' title='Sempre acontece em trens, sempre.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5442929578167454828</id><published>2010-01-26T07:25:00.002-02:00</published><updated>2010-01-26T07:29:25.647-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Uma síndrome em Estocolmo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ao som de The Wave Pictures&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nevava demais lá fora e eu tive que cortar o passeio pela metade e ficar dentro do albergue, deitei na cama com a luz de leitura acesa a um palmo do meu rosto, me queimando. Algumas camas vazias, outras só desocupadas, e em uma delas alguém de algum país da Ásia dormia e roncava alto o suficiente pra não me deixar pensar. Tentei alcançar os fones de ouvido na mochila, mas entre a cama e o teto são só cinquenta centímetros, o que torna a tarefa muito mais difícil do que se possa imaginar. Quando consegui, a canadense de uma das outras camas entrou e sorriu e começou a conversar e eu desisti de ouvir música e pensei se valia a pena tentar, mesmo que na noite anterior ela não tenha parado de falar no namorado nem por um minuto, mas logo o irmão mais novo dela chegou também e me olhou com a mesma cara que tinha me olhado na noite anterior quando reparou que eu não tirava os olhos dela. Alguma coisa nela me lembrava você; não era físico, era algo no jeito, nos trejeitos. Saíram os dois e eu fiquei perdido pensando em coisas que agora não lembro ou não quero contar, ouvindo o ronco do china até decidir ir pro bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá eu cheguei e vi o computador e você tinha escrito contando da sua vida e eu me distraí lendo e quando vi já era noite, às quatro da tarde. Pela diferença de horário você devia ainda estar dormindo e sonhando com algo que fosse qualquer coisa que não eu. Tentei responder, mas sentia que não tinha nada meu que te interessasse saber e não quis incomodar e resolvi sentar numa mesa perto da janela do barco, que era o albergue, e fiquei olhando a água e as luzes da cidade lá do outro lado e a neve que caía ainda tão forte, e comecei a prestar atenção nas letras das músicas que estavam tocando e era tão bom que eu senti vontade de escrever algo que soasse como aquilo, com aquele ritmo, e aquela voz, mas sem ter música e sem cantar nada. Quis escrever uma crônica que parecesse uma carta, que eu podia te mandar pelo correio, quando descobrisse seu endereço, ou não mandar nunca e guardar pra quando alguém quisesse lançar um livro com as coisas que eu escrevo, ainda que eu nunca ache que isso vá acontecer. Comprei uma cerveja e fui bebendo e abri o caderno e fui escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clap, clap-clap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo feito louco, eu sinto saudade o tempo todo. Não é ótimo isso? Foi a banda que escreveu, mas podia ter sido eu. E cada verso que a banda cantava me lembrava você e só e mais nada e eu tentava me concentrar e escrever mas era tanta coisa passando pela minha cabeça que não dava. Coisas que eu vi, que eu li, que me disseram e que eu imaginei, pra não falar das que eu mesmo vivi e senti e gostei. E era um esforço enorme não parar de escrever só pra ficar pensando se você realmente falava muito de mim e sentia falta e sentia também raiva ou tristeza ou alguma outra coisa não muito alegre quando pensava em como as coisas podiam acontecer em horas tão estranhas. E em certo momento eu só olhava pela janela pensando em tudo sobre você e vi meu reflexo no vidro e percebi que eu sorria, e era tão ridícula a cena que eu me prometi que se um dia eu comentasse a cena com alguém eu ia dizer que sorria de felicidade por finalmente estar lá onde eu tanto quis estar, mas aqui eu posso escrever que era sobre você porque, se for uma carta, você vai saber de qualquer jeito, e se for uma crônica é só uma história que eu inventei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me obriguei a parar de sorrir quando entrou mais alguém no bar, porque a pose toda de escritor solitário amargo ia por água abaixo se eu tivesse um sorriso bobo no rosto. A música cantava em primeira pessoa que eu pensei em você no aeroporto e que eu ainda pensava em você no avião, e então eu desisti de tentar disfarçar qualquer coisa e passei até mesmo a cogitar terminar o texto e te ligar e recitá-lo pra você, e falir, ou mandar na mesma hora que acabasse, porque aquelas músicas eram tão sobre você que eu podia ter escrito e cantado todas elas. A menina que trabalhava no bar começou a falar com o cara que tinha entrado e ela contava uma história super legal sobre seu nome e eu comecei a prestar atenção e me fez certo bem não pensar em você por trinta segundos, e foi uma salvação também, porque logo depois a música cantou que eu pensei em você na Suécia, como eu tinha pensado em você por toda a Espanha, e ali eu parei com tudo, porque eu não fiz outra coisa em Madri e Valência e Barcelona e Salamanca que não fosse pensar em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu já não pensava na canadense linda que tinha algo que me lembrava você, e eu não dava a mínima para a sueca loira e bem bonita que tinha o nome tão legal e me servia agora mais uma cerveja no bar do albergue, e eu não pensava em mais nada. Só em você. Ou só na gente, ou no que não era a gente, no que podia ter sido, no que foi, no que nunca chegou a ser, que me quebrava e que talvez te causasse algo também e ninguém entendia a confusão toda que se passava comigo e quem sabe até com você. Me dê a sua mão eu amo suas mãos. E eu bebi uma cerveja e outra e mais uma e fui bebendo até que a tarde escura feito a noite virou noite de verdade e eu bebi mais e andei pelo hostal que é como eles chamam hostel na Espanha e fui pra fora e senti o vento congelar minhas mãos e meu rosto e eu já não tinha o ritmo das músicas nem as letras legais, mas não fazia mesmo sentido ter nada daquilo sem você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a cerveja já me fazia achar que aquelas coisas que antes eram desinteressantes pra te contar tinham se tornado interessantes eu voltei para o bar, pra te escrever. Mas eu cheguei lá e a canadense estava no computador, provavelmente falando com o tal namorado; e eu olhei pra ela e ela sorriu e foi simpática como sempre e eu não falei nada, só "thank you", e fui para o quarto e me enfiei na cama para dormir. Antes de apagar ainda vi ela entrar no quarto com o irmão, se arrumar para dormir também e me dizer "you're welcome." Ouvi mais uma música que me fazia pensar em você, mas só conseguia pensar nos versos da última música que ouvi no bar, que cantavam que nada pode mudar o que eu sinto por você, e peguei no sono, torcendo para ter sonhos bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5442929578167454828?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5442929578167454828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5442929578167454828&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5442929578167454828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5442929578167454828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/01/uma-sindrome-em-estocolmo.html' title='Uma síndrome em Estocolmo.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7528161605815203037</id><published>2010-01-19T13:17:00.000-02:00</published><updated>2010-01-19T13:18:06.869-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Piada velha e sem graça.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mulher muito bonita se aproxima, com um cigarro na mão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fuma?", ela pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só quando eu bebo", respondo com um meio sorriso, me esforçando para parecer simpático, mas sem exagerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas... você tem fogo?", ela continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando eu bebo", agora com um sorriso completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tá. Mas você tá bebendo agora?", ela pergunta com tom e cara de impaciência, que eu &lt;i&gt;deveria&lt;/i&gt; ter notado na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou coerente. Só bebo quando eu bebo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me olha estranhamente por uns segundos, respira fundo e sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que não sou engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7528161605815203037?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7528161605815203037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7528161605815203037&amp;isPopup=true' title='39 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7528161605815203037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7528161605815203037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/01/piada-velha-e-sem-graca.html' title='Piada velha e sem graça.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>39</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8611510540979307897</id><published>2010-01-16T17:43:00.000-02:00</published><updated>2010-01-16T17:44:00.206-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Ela e a música e as músicas dela.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No terceiro dia após o fim, deitado no escuro, com a segunda garrafa de vinho branco já pela metade na mão, ele ouvia música. Mas só as músicas &lt;i&gt;dela&lt;/i&gt;, aquelas que ele associou a ela em um momento qualquer, aquelas que o faziam lembrar dela, às vezes sem motivo algum. Ouviu o alerta de sms do celular; sabia que era ela, correu até o aparelho, era ela. "Tava ouvindo uma musica e lembrei de vc. vc ta bem?", dizia a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mentira. Ela não tinha ouvido nada, mas quis fazê-lo sorrir uma última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8611510540979307897?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8611510540979307897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8611510540979307897&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8611510540979307897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8611510540979307897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/01/ela-e-musica-e-as-musicas-dela.html' title='Ela e a música e as músicas dela.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5197846725133330890</id><published>2010-01-13T23:08:00.003-02:00</published><updated>2010-01-16T17:44:29.888-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Eu Vi o Amor Nascer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele não tinha mais que sete anos, estava ocupado, distraindo-se com os botões e compartimentos de seu assento, abrindo e fechando o cinto de segurança, sendo um menino de sete anos. Ela devia ter um ano a menos, cruzou o corredor cansada, depois de ter passado a última hora correndo pela zona de embarque e pulando em cima do irmão mais velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não sabia o que era, quando esqueceu completamente tudo o que fazia e só conseguia olhar para ela, buscando onde ela se sentava, tentando ver o que ela fazia, e obviamente torcendo para que ela não visse que ele olhava. Eu sabia. Quando suas mãos começaram a suar, quando para ele não havia mais ninguém no avião, quando ele se esforçava para ouvir o que ela dizia para a mãe, ou para o irmão, mesmo sem entender uma única palavra, eu sabia o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, pequeno francês, nunca mais esqueceria a garotinha de cabelos castanhos naquele voo de Madri a Paris. Nunca mais. E ela, espanholinha, não fazia ideia do que acontecia com o menino sentado quatro filas à sua frente. Não notou ele ali, nunca ficou sabendo do que despertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, ainda um menino de sete anos, só descobriria anos depois o que eu já sabia: que, naquela manhã de sexta-feira, ele se apaixonou pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5197846725133330890?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5197846725133330890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5197846725133330890&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5197846725133330890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5197846725133330890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2010/01/eu-vi-o-amor-nascer.html' title='Eu Vi o Amor Nascer'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3700123826982670405</id><published>2009-11-06T04:00:00.002-02:00</published><updated>2009-11-06T04:02:07.860-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blogando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Go Tyler Go'/><title type='text'></title><content type='html'>Este blog foi pra España.&lt;br /&gt;Talvez eu publique algo, talvez não.&lt;br /&gt;Notícias no &lt;a href="http://www.twitter.com/tylerbazz"&gt;twitter&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tyler Bazz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3700123826982670405?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3700123826982670405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3700123826982670405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/11/este-blog-foi-pra-espana.html' title=''/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-7501980251825271924</id><published>2009-11-05T18:44:00.000-02:00</published><updated>2009-11-05T18:45:17.241-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Queda Livre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E então, vamos?", sua amiga chamava, em frente ao aeroclube onde fariam as inscrições para o curso de paraquedismo. Era uma vontade recente, que ela nunca imaginou que teria, mas que surgiu forte e não a deixou pensar em outra coisa nos últimos meses. Até sonhava. Mas tão forte quanto a vontade era seu medo, e já dentro do aeroclube, com o formulário nas mãos, ela pensou na altura enorme e no vento e no paraquedas que podia não abrir e em tudo mais por pequeno que fosse que pudesse talvez dar errado e largou a caneta e foi embora e resolveu não pular. E por isso essa crônica acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-7501980251825271924?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/7501980251825271924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=7501980251825271924&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7501980251825271924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/7501980251825271924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/11/queda-livre.html' title='Queda Livre'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8581905634717762530</id><published>2009-11-02T13:08:00.003-02:00</published><updated>2009-11-02T13:09:19.184-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Diálogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Que bom que você entende."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não entendo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É, eu sei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sabe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas não sei também se eu..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu também não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E o que eu faço?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você pode..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei. Fácil demais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mesmo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Difícil, na verdade, né?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu acho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Talvez você..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Talvez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parece que..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parece."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É, você acha que..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenho quase certeza."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quase?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quase. Eu não sei se..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É, então você entende."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ainda não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas você sabe que eu..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, sei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Também, você sabe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei. Acho que eu preciso..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode ser."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Teria que ser, de qualquer jeito, né?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eram assim, sem dizer quase nada, algumas das melhores conversas que tinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8581905634717762530?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8581905634717762530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8581905634717762530&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8581905634717762530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8581905634717762530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/11/dialogo.html' title='Diálogo'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-8593987487245380106</id><published>2009-10-27T13:29:00.001-02:00</published><updated>2009-10-27T13:32:24.650-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Eterno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se abraçaram, e sem perceber se beijaram. E fizeram juras de amor eterno, de mãos dadas, e disseram coisas que há tempos queriam ser ditas, entre carinhos. Se despediram - era preciso - e foram embora, sabendo que nunca se abandonariam. Estavam ligados. Por isso, pouco mais de uma hora depois, quando ele sentiu uma dor fortíssima no peito, sua primeira reação foi ligar e ver se ela estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava, e pediu - chorando, ele percebeu - para ele nunca ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi. Mas nunca saiu do lado dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-8593987487245380106?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/8593987487245380106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=8593987487245380106&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8593987487245380106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/8593987487245380106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/10/eterno.html' title='Eterno'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-274306184077443517</id><published>2009-10-23T17:16:00.001-02:00</published><updated>2009-10-23T17:18:58.683-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Sob o Capô</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viajava sozinha num carro que devia ter pouco mais que seus dezoito anos, de motor forte e pintura descascando, o carro. Os dezoito anos &lt;i&gt;dela&lt;/i&gt; garantiam pele perfeita, macia, além de um motor também forte, por assim dizer. Cruzava a estrada acima da velocidade permitida, se divertindo com o desenho que os faróis dos carros no sentido inverso, congestionado, formavam, ouvindo no rádio rocks e souls e funks, cantando alto, quando o motor resolveu falhar e apagou, sem gasolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manteve-se calma. Parou no acostamento sem diminuir o volume do rádio, só o da própria voz, e sentou no capô do carro, cantando baixinho, olhando os faróis e as estrelas, esperando ajuda. Alguns carros passaram sem parar, só iluminando a garota de olhos verdes sobre o motor, com uma saia que ia até os joelhos, os pés brincando no ritmo das músicas, os cabelos louros no ritmo do vento. Uma caminhonete parou, desceu um homem com seus mais de quarenta anos. Que ele não me dê dor de cabeça, ela pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem se aproximou e a garota mostrou seu melhor sorriso. Percebeu que o cara ia gostar de conversa e contou a história toda: estava indo visitar a avó, que não via há muito tempo, sua mãe a deixou com o carro pela primeira vez, ela resolveu passar por algumas cidades no caminho, esqueceu completamente de encher o tanque, a gasolina acabou. Ele até tentou uma gracinha, que ela repeliu com classe. Perguntou então se ele não podia emprestar um pouco de combustível, o suficiente para chegar até o próximo posto, ela pagaria mais do que o preço normal. Ele encheu um galão e não cobrou nada. Ela agradeceu com seu segundo melhor sorriso e arrancou, certificando-se de que ele não a seguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No porta-malas do carro, sem desconfiar de nada, a mãe da garota, amordaçada e dopada, respirava com dificuldades; as mãos amarradas nas costas e a cabeça apoiada num saco plástico, onde o pai da garota descansava, esquartejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-274306184077443517?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/274306184077443517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=274306184077443517&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/274306184077443517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/274306184077443517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/10/sob-o-capo.html' title='Sob o Capô'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3276738453645215571</id><published>2009-10-15T20:15:00.000-03:00</published><updated>2009-10-15T20:16:39.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Primeira Vez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto ela chorava no quarto dele, ele sentava-se na sacada do apartamento, sétimo andar, após passar pela sala e ligar um disco dos Stones, e pegar uma garrafa de vinho na cozinha. Bebia goles rápidos, para se acalmar, enquanto o vento frio, gelado, o fazia tremer. Depois de pouco mais de um mês de namoro tiveram a primeira briga, por um motivo que não era tão bobo, mas que não merecia tanto. Só se ouvia a música no apartamento. Ela cruzou a sala no escuro, abriu a porta da sacada, e sentou-se encaixada nele, levando junto um cobertor. Trocaram goles de vinho e carinhos até que caíram no sono, ali mesmo, sentados na sacada. Foi a primeira vez que dormiram juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3276738453645215571?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3276738453645215571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3276738453645215571&amp;isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3276738453645215571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3276738453645215571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/10/primeira-vez.html' title='Primeira Vez'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-5186131701105743350</id><published>2009-10-13T18:41:00.000-03:00</published><updated>2009-10-13T18:42:25.273-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superficiais'/><title type='text'>Complicado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pequena gota de suor se forma entre alguns fios de cabelo, proxima à orelha pequena e delicada, com dois brincos prateados. Cruza a lateral do rosto e desce rápido pelo perfumado pescoço. Desvia com destreza do tecido no ombro e, devagar, avança sobre a tão macia pele do seio direito. Na estreita clareira entre os seios ganha força e desce rápido por toda a barriga, arrepiando a pele, fazendo suspirar. Contorna com cuidado o umbigo e continua lentamente abaixo, até morrer, no primeiro contato com a calcinha de algodão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-5186131701105743350?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/5186131701105743350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=5186131701105743350&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5186131701105743350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/5186131701105743350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/10/complicado.html' title='Complicado'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3936622956531552907</id><published>2009-10-07T17:59:00.000-03:00</published><updated>2009-10-07T18:01:16.706-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>O Protesto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cena é a seguinte: no segundo dia de um congresso internacional, realizado em uma universidade brasileira, as pessoas que chegavam pela manhã viam no saguão de entrada do prédio um homem enrolado numa bandeira do Brasil. Parecia estar nu por baixo, vestindo só aquilo. Chamou a atenção de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas começaram a parar e tentar descobrir do que se tratava. Contra o quê ele protestava. Alguns alunos cogitaram aderir, mesmo sem fazer ideia do que era. Acabaram desistindo. Não demorou muito e o local estava lotado de gente, o barulho só aumentava. A segurança foi chamada, mas uma ação contra aquele protesto pacífico poderia causar tumulto. O silêncio do homem nu enrolado na bandeira brasileira só foi quebrado quando a imprensa chegou ao local e uma repórter abriu caminho pela multidão, com cotoveladas, disparando perguntas assim que chegou ao homem: "Contra o quê é o protesto? Contra a influência estrangeira em nosso país? O que você quer dizer com isso? É um ato de patriotismo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"¿Patriotismo? No, que soy argentino y..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o saguão estava vazio, e todo mundo ficou sem entender.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3936622956531552907?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3936622956531552907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3936622956531552907&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3936622956531552907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3936622956531552907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/10/o-protesto.html' title='O Protesto'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3119447733994013975</id><published>2009-09-26T15:09:00.001-03:00</published><updated>2009-09-26T15:14:04.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>No Fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhava fixamente para aquela foto dela, sua favorita, aquela que ele nunca se cansava de olhar, do sorriso aberto, espontâneo, feliz. Não conseguia parar de olhá-la, e nem queria. Não enquanto ainda não entendesse, ou aceitasse, que a tinha perdido. Os olhos dela pareciam pedir para que ele falasse, mas ele não falava, acreditava que ela não queria ouvir. Puxou o caderno e uma caneta, abriu em uma página limpa, começou a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você não pediu permissão pra entrar na minha vida. Quando vi, já era parte dela. É justo dizer que você nem podia pedir, nem avisar, nem nada. A gente não controlou nada disso e, quando vimos, já não éramos duas pessoas, mas sim uma dupla. Depois daquele começo de não gostar um do outro, viramos melhores amigos, já que não tínhamos idade pra ser nada além disso isso, e quando alcançamos a idade de ser algo mais, fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os melhores anos da minha vida foram com você. Tanto pelas milhares de vezes em que a gente concordou e pensou e agiu igual, tanto pelas outras milhares em que a gente discordou e brigou. Até nossas brigas eram boas, e me fazem falta agora. Tudo me faz falta agora. Cada pedaço do seu corpo, cada tom da sua voz, cada cheiro seu e cada resposta mal-humorada trocada de manhã. Não vale mais vir aqui e escrever que eu te amo e falar da sua importância na minha vida. Você não quer mais ouvir. Não vale a pena falar da minha tristeza, você só acreditaria vendo, e você deve saber que eu já chorei rios, mas sem deixar sair uma lágrima que fosse. Porque você me conhece melhor do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E exatamente por isso você não tinha o direito de ir assim, de repente, sem pedir permissão também. Sem me deixar entender, sem chance de voltar, sem nem mesmo me dizer alguma verdade. Você foi e eu fiquei, e agora só me sobrou essa foto sua, que eu não consigo parar de olhar e pensar em como seria e porque não foi e tudo mais. Não, você não tinha o direito. E eu quero te odiar por isso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a primeira lágrima cruzando o rosto ele arranca a folha do caderno, dobra, deixa junto com uma flor sobre o túmulo e vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3119447733994013975?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3119447733994013975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3119447733994013975&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3119447733994013975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3119447733994013975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/09/no-fim.html' title='No Fim'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-2395872999242976634</id><published>2009-09-11T23:01:00.001-03:00</published><updated>2009-09-11T23:01:50.215-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>Contramão.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob o forte sol do deserto, o motor v8 queima gasolina e mostra sua força, tipicamente americana, nascida no fim dos anos 60 e já com mais de quinze anos, mas que ainda tem fôlego para cortar o país nas estradas antigas, rachadas como a tinta branca que cobre o carro. Pista e pneus se fundem, tornam-se uma coisa só. A música toca alto no rádio, a voz do locutor é a única companhia, inconstante, passageira. Atrás do volante, olhos vidrados no horizonte fixam um destino às vezes incerto, mas que está lá. O herói enfrenta os perigos e a solidão para fazer o que tem que fazer, seja lá o que for. Road movie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um puta começo pra história de estrada, tanto que não são nem um nem dois os exemplos parecidos na literatura, no cinema, até na música. Mas essa história aqui não tem muito a ver com nada disso. Sem motor potente, sem sol forte, sem deserto real. Nosso motorista não tem aqueles olhos vivos; por trás dos óculos de grau, uma vista míope olha com atenção o movimento à sua volta, esperto, sim, evitando qualquer tipo de acidente. Não há pressa, não há vontade de chegar. Nem mesmo os pedágios da estrada paulista incomodam. Diminuir não é um problema, parar não é um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol acaba de se por no horizonte e a noite vem cruel. As músicas no rádio são tão ruins que ele prefere desligar, canta sozinho, em silêncio, seus blues favoritos. Dirige sem gosto, contra a própria vontade. Está indo quando queria voltar. Sente saudade do que fica pra trás, do que teve, do que poderia ter tido. Saudade não é bom. Chuva na estrada não é bom, atenção redobrada, parada para reabastecer. Café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida besta, pensa. Que merda, que saco! O fraco motor do carro não atende ao desejo por mais velocidade. O carro, cheio de papéis, documentos, lixo, segue frágil sob a chuva. Queria fazer algo importante, queria saber o que fazer. Queria, mesmo, era ter coragem para dar meia volta e ir pra onde quer. Reflete e conclui que ninguém se daria ao trabalho de contar sua história. Não vale a pena, não tem nada demais. Aumenta um pouco a velocidade, quer chegar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chega. Sem grandes problemas. Sexta à noite, fim de semana, só na segunda volta ao trabalho. Se joga na cama, não sente vontade de mais nada. Só de dormir. Vai conseguir, em algumas horas. E talvez estivesse certo, talvez sua história não seja lá tão interessante a ponto de ser contada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-2395872999242976634?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/2395872999242976634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=2395872999242976634&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/2395872999242976634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/2395872999242976634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/09/contramao.html' title='Contramão.'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-1155545583249807502</id><published>2009-08-31T19:37:00.001-03:00</published><updated>2009-08-31T19:38:24.826-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcela'/><title type='text'>Marcela - O Sonho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certa noite, quando eu ocupava toda a cama, esparramado num sono gostoso, fui acordado pelo celular fazendo escândalo. Vi que era a Marcela e atendi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quê?", grunhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quanto mede seu pau?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quê?!", despertei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quanto mede seu pau? Quantos centímetros?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que isso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É que eu tava tendo um sonho erótico com você e acordei antes de ver. Daí eu queria saber se vale a pena tentar voltar pro sonho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Humm," entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E então?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não me animaria."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desligou. No dia seguinte até tentei puxar o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que história foi aquela de sonho erótico?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desencana. Você não ia dar conta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-1155545583249807502?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/1155545583249807502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=1155545583249807502&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1155545583249807502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/1155545583249807502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/08/marcela-o-sonho.html' title='Marcela - O Sonho'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20178563.post-3435398436661977793</id><published>2009-08-15T11:58:00.001-03:00</published><updated>2009-08-15T11:59:50.201-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aumentando um ponto'/><title type='text'>No More Patience At All</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eu tou cansado de vocês!”, berrava um cara no balcão da padaria. O cabelo desarrumado, a cara cansada, as olheiras fortes sob os olhos vidrados denunciavam que aquela manhã, para ele, não era o início de um dia, mas sim o fim de uma longa noite. “Todos sempre me olhando torto! Seu bando de... judgementals!" – Sim, enquanto umas dez pessoas trabalhavam, e mais de vinte tomavam seus cafés da manhã, Alex – é, eu o conheço – tinha um surto nervoso bilíngue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecendo-o, sinto certa obrigação de explicar a vocês alguns dos motivos que causaram tal ataque. Não por vocês, é claro, que se divertiriam muito mais só assistindo a cena, sem ouvir os dramas da vida do cara, you little bastards. Mas sim pelo Alex, já que não é justo deixar um trabalhador honesto, cidadão pagador de impostos, ter toda sua imagem manchada por um momento de fraqueza, ou em bom português, ficar com fama de louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar do início e chegar rápido ao que me interessa: Alex não foi uma criança muito agitada e teve uma adolescência normal, com todas as depressões, crises e bebedeiras de uma adolescência normal. Passou ileso, ou pelo menos sem grandes abalos, pelos quatro anos da faculdade de jornalismo e, quando se formou, iniciou o que todos, inclusive ele, tinham certeza que seria uma carreira de sucesso. Começou por baixo, trabalhando em meios pequenos, com estágios em jornais locais do interior. Então se mudou para São Paulo, já alcançando algumas melhorias na vida profissional, e aos 25 anos foi contratado por um dos maiores grupos midiáticos do país. Foi quando sua ruína começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu trabalho! Trabalho muito!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porra, Alex! Eu tô tentando conta a história aqui. Posso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eles não sabem é de nada!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas eu sei, cacete! Eu posso explicar isso tudo, até seu bafo de conhaque eu explico, mas você tem que calar a boca!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, o Alex bebeu um pouco demais, mas não tirem conclusões precipitadas, ok? Enfim, ele foi contratado. Depois de um tempo se tornou o responsável por alimentar a seção de últimas notícias do site do principal jornal do grupo. Durante a madrugada. Tinha que ficar a noite toda ligado nos sites das agências de notícias espalhadas pelo mundo, escolhendo o que iria para o site, traduzindo o que vinha em inglês - hence o bilinguísmo -, escrevendo o que julgasse necessário... Tinha poder para decidir e raramente precisava pedir qualquer tipo de autorização. Passava boa parte do tempo sozinho na redação, e quando aparecia alguém, não tinha tempo pra conversa. A melhor e mais óbvia companhia se fez cada vez mais presente. Cafeína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex passou a tomar enormes quantidades de café todas as noites. Começou com um copo de vez em quando, depois outros mais. Perdia a conta de quantas vezes ia até a máquina de café da redação e voltava. Percebeu que andava gastando copos descartáveis demais e, aliando isso ao fato de os copos serem pequenos, comprou uma caneca grande, que não diminuiu as viagens até a cafeteira, mas aumentou a quantidade de bebida consumida. Toda manhã Alex lavava a caneca e guardava-a em sua gaveta. Começou a levar para o trabalho diferentes tipos de café, em pouco tempo conhecia todas as marcas disponíveis no supermercado. Bebia porque não conseguia não beber, mas também porque gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanta cafeína no sangue, era óbvio que Alex não conseguiria dormir logo que chegasse em casa todas as manhãs. No início isso não foi um problema, é verdade, porque Alex tinha uma namorada que não saía para trabalhar antes das 9, e ele chegava sempre antes das 8, então quase diariamente ele podia se cansar o suficiente para dormir tranquilamente até o meio da tarde. A mulher era quase insaciável e ele, é claro, nunca chegou nem perto de achar isso ruim. Infelizmente, para o Alex, numa raríssima noite de folga no trabalho ele resolveu fazer uma surpresa para a moça em seu apartamento. Saiu normalmente para o que seria o trabalho, comprou flores, fez uso da chave que tinha do apartamento dela, entrou em silêncio e encontrou-a, digamos, com a boca mais ocupada do que ele gostaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquela vaca! Puta!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É, todo mundo sacou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca quis me chupar! E tava lá, se lambuzando toda!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ok, cara. Sem detalhes. Já passou, não passou?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu gostava dela, cara!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É, é, mas ela gostava de chupar os paus alheios, aceite."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porra. Não precisa falar assim comigo também, né. O que eu te fiz?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ok, ok, desculpa. Mas não chora. Isso. Posso continuar a história? Prometo que não falo mais dela..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquela vaca! Vai, vai... continua."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incidente acima mencionado ferrou com a vida de Alex por um tempo, mas as coisas foram se acertando. A grande herança de tudo aquilo foi que agora ele não tinha mais como gastar a energia proporcionada por todo o café ingerido, o que começou a atrapalhar, muito, sua vida profissional. Alex chegava em casa por volta das 7:30 da manhã, deitava, e não dormia. Ouvia o rádio, assistia tv, às vezes chegava ao cúmulo de descer até a banca e comprar um jornal, cheio de notícias que para ele já eram velhas. O sono só chegava após o meio-dia, e quando acordava Alex ou tinha dormido de menos, o que piorava muito sua performance no trabalho, ou dormido demais, o que o deixava atrasado e o fazia levar fumo do chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa cinza manhã de sol, Alex encontrou o que lhe pareceu ser a solução do problema. Voltando para casa entrou em uma padaria, dessas que são padaria, lanchonete, bar, restaurante, pizzaria, ..., procurando algo para comer. Viu um senhor bebendo algo e resolveu que queria também. O whisky, horrível, desceu rasgando a garganta e contorcendo o rosto de Alex, que pediu uma segunda dose. Quando chegou em casa, mal conseguiu comer e já estava largado na cama em sono profundo. A bebida trazia-lhe o sono que antes o cansaço o fazia ter. Alex passou a, todas as manhãs, parar em algum lugar no caminho de volta pra casa e beber uma dose. Variava os lugares, conhecia uma ou outra pessoa, trocava dois bom dias e ia embora já sentindo as pálpebras pesadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Alex não imaginou que teria que aguentar foi a forma como as pessoas passaram a encará-lo. Sejamos sinceros, no entanto, que ele não imaginou porque não quis, ou porque não teve tempo, já que era óbvio. A cada manhã aumentavam os olhares que o desaprovavam, acusavam, culpavam. Ninguém sabia o que acontecia, o que fazia aquele jovem de barba rala estar ali, bebendo àquela hora da manhã, ninguém. Mas todo mundo julgava, e já que todo mundo é correto e cristão, Alex era um beberrão do diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo hipóquitra!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quê?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É! Isso mesmo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hipócrita, talvez?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, eu sei, todo mundo sabe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todo mundo é o caralho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hum, é, ok. Todo mundo que tem um mínimo de noção."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ninguém tem porra nenhuma! Ah lá! Fica todo mundo olhando! Ninguém sabe é de nada!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E certa manhã ele não aguentou. Perdeu a paciência e resolveu botar a boca no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tyler Bazz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20178563-3435398436661977793?l=tylerbazz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tylerbazz.blogspot.com/feeds/3435398436661977793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20178563&amp;postID=3435398436661977793&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3435398436661977793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20178563/posts/default/3435398436661977793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tylerbazz.blogspot.com/2009/08/no-more-patience-at-all.html' title='No More Patience At All'/><author><name>Tyler Bazz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08475648071182646886</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry></feed>
